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Poema

Autor(a): MANUELA

Eles eram muitos cavalos (Gilberto Nable) (+tradução italiana)
                     Para Luiz Ruffato
 
Como se houvesse um contador cruel,
dividindo horas no meu crânio,
e, lá no fundo, atrás das orbitas,
conjugasse as noites e os dias.
 
E de presente me desse o sono calmo,
e, a seu prazer, a incontável insânia;
seu remoer de instantes e entranhas,
o que não se diz, o que se cala.
 
Triste viagem através das coisas,
do armário eviscerado nos sapatos,
nessa calma vegetal da noite.
Os olhos arregalados no escuro,
 
a procurar na vertigem o resto,
o que sobrou do trabalho e dos dias,
gravitando no quarto feito lua,
em torno de mim e de Saturno.
 
Até que as luzes da cidade,
me devolvam ao abandono,
grata lesma insone,
a transitar o corpo pelas ruas,
 
a dar bons-dias e a trotar,
solto cavalo no rebanho.


De "Percurso da Ausência" (2006)
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Tradução italiana de Manuela Colombo


Come tanti cavalli
                  Para Luiz Ruffato
 
Come se ci fosse un perverso contatore,
che divide le ore nel mio cranio,
e, là in fondo, dietro le orbite,
congiungesse le notti e i giorni.
 
E in dono mi desse il sonno calmo,
e, a suo piacimento, l’indicibile follia;
quel ribollire d’istanti e viscere,
ciò che non si dice, ciò che si tace.
 
Triste viaggio attraverso le cose,
armadio eviscerato nelle scarpe,
nella calma vegetale della notte.
Gli occhi spalancati nel buio,
 
cercando nella vertigine il resto,
quel ch’è rimasto dell’opera e dei giorni,
orbitando nella stanza come luna,
intorno a me e a Saturno.
 
Finché le luci della città,
mi riportino all’indolenza,
gradita lumaca insonne,
a far girare il corpo per le vie,
 
ad augurar buongiorno e a trottare,
cavallo libero nel branco.


Publicado no site: O Melhor da Web em 05/12/2017
Código do Texto: 136109
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