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Poesia

Autor(a): JOSÉ NILSON / o poeta missioneiro

Sina de gaiteira
Quando espicho esta cordeona
Sai bugio bem cadenciado
Tem vaneirão encorpado
E chamamé de fronteira
Minha sina de gaiteira
Escramuça no meu peito
Mostro todos meus defeitos
Numa dança galponeira

Tenho fama de gaiteira
Sou respeitada na dança
Aprendi desde criança
A gostar da tradição
Em fandangos de galpão
Meu nome sempre é lembrado
Acabo dando recados
Nesta gaita de botão

As tradições deste pago
Eu carrego na garupa
Quando a saudade cutuca
Um verso vem acavalo
Eu toco sem intervalos
Desde que o dia escurece
Só paro quando amanhece
Depois do cantar do galo

Meu destino está traçado
Brilhante que nem a lua
Minha história continua
Até onde vai, não sei
O talento que herdei
Vem do patrão, lá de cima
E o canto é de alguma rima
Dos amigos que encontrei


Publicado no site: O Melhor da Web em 19/05/2020
Código do Texto: 141368
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