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Poema

Autor(a): PAULO FONTENELLE DE ARAUJO

A CEGONHA
Hoje eu vi um Caminhão-Cegonha.
Brecou no semáforo.
O caminhão
do ventre hidráulico,
brilhava em sua carga:
pneus com vincos,
metal encerado a espera de um beijo.

Eu vi um caminhão-cegonha.
Desceu a ladeira e, na fumaça,
tu apareceste.
Voltou a Cegonha - pensei.
E teu braço esquerdo pousou em meu ombro.
E tua camisa branca
pareceu-me um decalque,
na janela do zero quilômetro.
Algo a informar a potência
de um engate íntimo.

Senti-me ajustado ao mundo das rodas de liga-leve.

Eu vi um caminhão e a Cegonha.
Se visse uma Vespa, passaria a moto
e tu serias o mel.
E em certas paixões sem escape,
mesmo o monóxido
transforma-se em amor
depois em carbono,
algo básico.

DO LIVRO: BORBOLETAS NOTURNAS NÃO EXISTEM