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Poema

Autor(a): PAULO FONTENELLE DE ARAUJO

RAÍZES HUMANAS
A morte do meu pai
entortou o Ipê branco em frente de casa.
A árvore foi parar no meio da rua,
mas ainda floriu naquele ano.
Sempre que eu olhava a planta pensava:
“Meu pai também era meio torto.”
Chamei um jardineiro
para corrigir o torcido.
O jardineiro não conhecia ipês,
e nem conhecia o meu pai.
Tentou tudo e, sem avisar,
cortou o tronco no talo.
Não paguei pelo mal serviço.
Fui então para o dicionário
procurar a lógica do vergado
e conheci o nome oculto da árvore:
Tabebuia,
que em língua indígena poderia significar
“madeira triste”
ou “lençol de flores”.