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kuryos - Silvio Dutra
Silvio Dutra
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Sem Arrependimento Não se Pode Agradar a Deus – Esdras 10
09/01/2013
Autor(a): Silvio Dutra
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100772 Sem Arrependimento Não se Pode Agradar a Deus – Esdras 10 kuryos - Silvio Dutra
Sem Arrependimento Não se Pode Agradar a Deus – Esdras 10

A tristeza de Esdras e dos que se juntaram a ele, por causa do pecado dos israelitas produziu vida, porque Deus moveu ao arrependimento o coração da quase totalidade dos que haviam se casado com mulheres estrangeiras, e decidiram desfazer aqueles laços que haviam contraído para obedecer ao mandamento que Deus lhes dera desde os dias do patriarca Abraão, conforme se vê no décimo capitulo de Esdras.
Arrependimento verdadeiro é exatamente isto: é consertar aquilo que estava errado na nossa vida, por uma sincera e permanente obediência à vontade do Senhor relativa àquilo que necessitava ser abandonado, e servir ao Senhor do modo que é aprovado por Ele.
O choro de Esdras e daqueles que se juntaram a ele não era um choro de arrependimento, mas de tristeza pelo pecado.
Afinal, nem Esdras nem os que se juntaram a ele no seu choro pelo pecado dos demais israelitas tinham do que se arrepender em relação àquele pecado específico, porque não o haviam praticado.
Arrependimento significa mudança, e quanto àquele pecado, não tinham o que mudar, senão os que haviam contraído casamento com mulheres pagãs.      
Este arrependimento não foi deixado à livre escolha dos judeus, porque os que se juntaram a Esdras encorajaram-no a que se fizesse um juramento na forma de pacto com todos os principais sacerdotes, com os levitas e todo Israel de que todos que haviam se casado com mulheres pagãs despediriam tais mulheres para o seu país de origem (v. 5).   
Deste modo, também é uma boa medida a ser tomada pelos líderes da Igreja de Cristo a de levarem a Igreja a fazer votos de santidade perante o Senhor, quanto àquelas práticas pecaminosas, que devem ser definitivamente deixadas para que toda a congregação conte com o favor efetivo e as bênçãos do Senhor, e que esteja apta a fazer toda a Sua vontade e obra.   
Não pactos genéricos do tipo: “nós vamos dizer não ao pecado”, porque isto não tem muita eficácia e sentido.
Mas pactos específicos para transgressões e práticas inconvenientes específicas, das quais se tenha tomado conhecimento que estão se tornando comuns na congregação.
Aquela questão era de tão vital importância para que Israel pudesse continuar    como nação separada das demais nações, e que não viesse a perder o propósito da sua eleição por Ele, de modo a ficar sujeita a duras demonstrações de juízos, conforme havia    ocorrido com os seus antepassados, que haviam sido levados para o cativeiro, que se apelou inclusive para o poder e autoridade que o rei persa havia dado a Esdras, para que se matasse, confiscasse bens, ou se prendesse ou desterrasse aqueles que lhes fossem desobedientes nas questões relativas ao culto que era devido ao Deus dos judeus.
Naquela ocasião, decidiram punir todos aqueles que não se apresentassem em Jerusalém dentro de três dias, para serem informados quanto ao que deveriam fazer, com o confisco de bens e exclusão da congregação dos filhos de Israel (v. 8).
Isto é, aqueles que não desejassem viver como um israelita, seriam considerados pagãos, e teriam que viver fora dos termos de Israel, sendo-lhes interditado o uso de toda a fazenda que haviam juntado até então.
Este mesmo princípio de disciplina foi ordenado pelo Senhor para ser aplicado à sua Igreja, de maneira que um cristão que esteja vivendo deliberadamente no pecado e que não queira se arrepender dele, deve ser excluído da Igreja visível, e ser considerado um gentio e publicano.   
São muitas as exortações dos apóstolos nas epístolas do Novo Testamento, no sentido de que todo filho de Deus viva como o verdadeiro israelita que ele é, separado dos costumes do mundo, com os quais não deve de modo algum assumir a sua forma, a bem de não ser rejeitado pelo Senhor, por não ser digno de estar na comunhão do Seu povo.
Porque um filho de Abraão deve praticar as obras de Abraão. Um filho de Deus deve praticar as obras de Deus.   
O cristão não é do mundo, isto é, ele não pertence ao mundo. Ele é de Deus porque pertence a Deus.   
Eram tantos aqueles que haviam contraído matrimônio com mulheres pagãs, que ficou decidido que seriam estabelecidos oficiais pelas cidades de Israel, para que convocassem em épocas estabelecidas, todos aqueles que necessitavam de conserto em relação a esta questão. E quanto a esta medida referente ao modo de se proceder com o caso, houve plena aceitação com exceção apenas de três judeus e um levita se opuseram a ela (v. 15).   
E dentro de três meses o problema foi definitivamente resolvido (v. 17).
A partir do verso 18, são relacionados, para desonra perpétua deles, os nomes dos que haviam sido infiéis a Deus se casando com mulheres pagãs.
O pecado deles foi perdoado, mas os seus nomes ficariam registrados na Palavra do Senhor para desestímulo de todos aqueles que viessem a se sentirem tentados no futuro a praticarem o mesmo pecado. E para que ficasse registrado também o doloroso tratamento que foi necessário para corrigir aquilo que não deveria ter sido praticado.
Mesmo assim, os israelitas voltariam a pecar contra o Senhor neste tipo de pecado referido, nos dias de Neemias e Malaquias, pelo que foram novamente repreendidos pelo Senhor (Ne 13.23; Mal 2.11).
Assim, que os cristãos de Laodiceia (Apo 3.19) se arrependam conforme lhes é ordenado pelo Senhor, e que ingressem nas fileiras da Igreja fiel de Filadélfia, cuja característica principal é a sua fidelidade à Palavra do Senhor (Apo 3.8, 10).
Que ninguém seja culpado do pecado de dar as boas vindas àqueles que ensinam contra a sã doutrina, ou que sejam achados culpados de um pecado ainda maior, que é o de se colocar debaixo do falso ensino daqueles que não amam toda a Palavra do Senhor, ou ainda por se alinharem ao seu lado, como mais um dos que se dizendo servos de Deus, fazem uso de falsas doutrinas para conduzirem outros a errarem, para a perversão e condenação deles próprios e dos seus ouvintes.   


“1 Ora, enquanto Esdras orava e fazia confissão, chorando e prostrando-se diante da casa de Deus, ajuntou-se a ele, de Israel, uma grande congregação de homens, mulheres, e crianças; pois o povo chorava amargamente.
2 Então Secanias, filho de Jeiel, um dos filhos de Elão, dirigiu-se a Esdras, dizendo: Nós temos sido infiéis para com o nosso Deus, e casamos com mulheres estrangeiras dentre os povos da terra; contudo, no tocante a isto, ainda há esperança para Israel.
3 Agora, pois, façamos um pacto com o nosso Deus, de que despediremos todas as mulheres e os que delas são nascidos, conforme o conselho do meu Senhor, e dos que tremem ao mandamento do nosso Deus; e faça-se conforme a lei.
4 Levanta-te; pois a ti pertence este negócio, e nós somos contigo; tem bom ânimo, e faze-o.
5 Então Esdras se levantou, e ajuramentou os principais dos sacerdotes, os levitas, e todo o Israel, de que fariam conforme esta palavra; e eles juraram.
6 Em seguida Esdras se levantou de diante da casa de Deus, e entrou na câmara de Joanã, filho de Eliasibe; e, chegando lá, não comeu pão, nem bebeu água, porque pranteava por causa da infidelidade dos do cativeiro.
7 E fizeram passar pregão por Judá e Jerusalém, a todos os que vieram do cativeiro, para que se ajuntassem em Jerusalém;
8 e que todo aquele que dentro de três dias não viesse, segundo o conselho dos oficiais e dos anciãos, toda a sua fazenda se pusesse em interdito, e fosse ele excluído da congregação dos que voltaram do cativeiro.
9 Pelo que todos os homens de Judá e de Benjamim dentro de três dias se ajuntaram em Jerusalém. Era o nono mês, aos vinte dias do mês; e todo o povo se assentou na praça diante da casa de Deus, tremendo por causa deste negócio e por causa das grandes chuvas.
10 Então se levantou Esdras, o sacerdote, e disse-lhes: Vós tendes transgredido, e casastes com mulheres estrangeiras, aumentando a culpa de Israel.
11 Agora, pois, fazei confissão ao Senhor, Deus de vossos pais, e fazei o que é do seu agrado; separai-vos dos povos das terras, e das mulheres estrangeiras.
12 E toda a congregação respondeu em alta voz: Conforme as tuas palavras havemos de fazer.
13 Porém o povo é muito; também é tempo de grandes chuvas, e não se pode estar aqui fora. Isso não é obra de um dia nem de dois, pois somos muitos os que transgredimos neste negócio.
14 Ponham-se os nossos oficiais por toda a congregação, e todos os que em nossas cidades casaram com mulheres estrangeiras venham em tempos apontados, e com eles os anciãos e juízes de cada cidade, até que se desvie de nós o ardor da ira do nosso Deus no tocante a este negócio.
15 (Somente Jônatas, filho de Asael, e Jazeías, filho de Ticvá, se opuseram a isso; e Mesulão, e Sabetai, o levita, os apoiaram.)
16 Assim o fizeram os que tornaram do cativeiro: foram indicados o sacerdote Esdras e certos homens, cabeças de casas paternas, segundo as suas casas paternas, cada um designado por nome; e assentaram-se no primeiro dia do décimo mês, para averiguar este negócio.
17 E no primeiro dia do primeiro mês acabaram de tratar de todos os homens que tinham casado com mulheres estrangeiras.
18 Entre os filhos dos sacerdotes acharam-se estes que tinham casado com mulheres estrangeiras: dos filhos de Josué, filho de Jozadaque, e seus irmãos, Maaseias, Eliézer, Jaribe e Gedalias.
19 E deram a sua mão, comprometendo-se a despedirem suas mulheres; e, achando-se culpados, ofereceram um carneiro do rebanho pela sua culpa.
20 Dos filhos de Imer: Hanâni e Zebadias.
21 Dos filhos de Harim: Maaseias, Elias, Semaías, Jeiel e Uzias.
22 E dos filhos de Pasur: Elioenai, Maaseias, Ismael, Netanel, Jozabade e Elasa.
23 Dos levitas: Jozabade, Simei, Quelaías (este é Quelita) , Petaías, Judá e Eliézer.
24 Dos cantores: Eliasibe. Dos porteiros: Salum, Telem e îri.
25 E de Israel, dos filhos de Parós: Ramias, Izias, Malquias, Miamim, Eleazar, Hasabias e Benaías.
26 Dos filhos de Elão: Matanias, Zacarias, Jeiel, Abdi, Jerimote e Elias.
27 Dos filhos de Zatu: Elioenai, Eliasibe, Matanias, Jerimote, Zabade e Aziza.
28 Dos filhos de Bebai: Jeoanã, Hananias, Zabai e Atlai.
29 Dos filhos de Bani: Mesulão, Maluque, Adaías, Jasube, Seal e Jerimote.
30 Dos filhos de Paate-Moabe: Adná, Quelal, Benaías, Maaseias, Matanias, Bezaleel, Binuí e Manassés.
31 Dos filhos de Harim: Eliézer, Issijá, Malquias, Semaías, Simeão,
32 Benjamim, Maluque e Semarias.
33 Dos filhos de Hasum: Matenai, Matatá, Zabade, Elifelete, Jeremai, Manassés e Simei.
34 Dos filhos de Bani: Maadai, Anrão e Uel,
35 Benaías, Bedeias, Queluí,
36 Vanias, Meremote, Eliasibe,
37 Matanias, Matenai e Jaasu.
38 Dos filhos de Binuí: Simei,
39 Selemias, Natã, Adaías,
40 Macnadbai, Sasai, Sarai,
41 Azarel, Selemias, Semarias,
42 Salum, Amarias e José.
43 Dos filhos de Nebo: Jeiel, Matitias, Zabade, Zebina, Jadai, Joel e Benaías.
44 Todos estes tinham tomado mulheres estrangeiras; e se despediram das mulheres e dos filhos.” (Ed 10.1-44).


Publicado no site: O Melhor da Web em 09/01/2013
Código do Texto: 100772
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