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O Lado da Vida da Cruz (Parte I)
30/01/2013
Autor(a): Silvio Dutra
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O Lado da Vida da Cruz (Parte I)


Por Jessie Penn Lewis (adaptado)

(Este sermão foi traduzido numa segunda-feira após ter recebido uma revelação direta do Espírito que brilhou em    minha alma no culto da noite do domingo passado, quanto ao fato de que a morte progressiva e despojamento do velho homem corresponde um aumento da participação da vida de Cristo em nós, isto é, à medida que morremos para o eu, com a dolorosa operação de aprender a consagrar-se ao Senhor pela remoção da concupiscência da carne, do abatimento do orgulho, ciúme, inveja, e das demais obras da carne, corresponde um aumento da nossa santificação pelo revestimento da humildade, simplicidade, mansidão e submissão que estavam em Cristo, virtudes por meio das quais é tornada possível a nossa plena comunhão com Deus e com aqueles que estão santificados de igual maneira. Afinal como é possível ter a participação da natureza de Deus que é amor e perfeita virtude, sem a implantação real destas virtudes cristãs? Mas como é possível tê-las sem a morte e despojamento do velho homem? Então é aqui que entra o trabalho da cruz. Então toda morte da velha natureza é para possibilitar e aumentar a participação da vida sobrenatural que está em Cristo Jesus.    Assim por mais que possa doer as humilhações, privações, tribulações, perseguições, aflições que tenhamos que sofrer neste mundo para tal propósito, devemos tal como Paulo aprendermos a nos gloriar nelas e a sermos gratos a Deus por isto, porque é por meio de tudo isto que estamos sendo aperfeiçoados à semelhança de Cristo, e fortalecidos em graça no homem interior    – nota do tradutor).   

“Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos” (Col 2.12).
Este texto de Col 2.12 destaca que nós fomos ressuscitados com Cristo.
O Dr Mabie diz em um dos seus livros que “no pensamento da Bíblia a morte reconciliadora e a ressurreição sempre caminham juntas. (Isto é, num mundo de pecado não pode haver vida sem morte. O pecado deve morrer para que a vida plena santa de Cristo possa se manifestar – nota do tradutor). A morte e a ressurreição são partes inseparáveis, são parte reais de uma unidade gêmea DE UM FATO.”. Esta é uma declaração muito clara e justa, mas na experiência, o perigo reside em não se dar um equilíbrio igual às partes gêmeas. Isso afeta os resultados práticos na vida, porque você não poder ter o “positivo” que é a vida de poder, sem o “negativo” que é a aplicação da morte. Se houver muita ênfase no “negativo”, isto é, na morte, sem a devida e igual busca do “positivo” que é o poder da vida ressurrecta de Cristo,    então haverá pouco do “positivo” na vida prática. Se você superenfatizar o “positivo” ou vida ressurrecta, então você não porá suficiente atenção no “negativo” isto é, na necessidade de aplicação da morte à vida do velho Adão, e sabemos que a vida da nova criatura tem que abrir espaço pela morte do velho homem para que haja espaço para a entrada da vida de Cristo no seu lugar. Então ambos devem ter igual ênfase.
(John Owen afirmou corretamente sobre a vida verdadeiramente santificada que esta consiste na progressiva e gradual (graus cada vez maiores) de substituição das obras da carne pelo fruto do Espírito Santo, e que a cada morte de uma obra da carne corresponde a substituição pelo fruto correspondente do Espírito: por exemplo: orgulho por humildade; ira por mansidão; vaidade por submissão etc. Então para que haja o fruto do Espírito da verdadeira    submissão é necessário deixar que a cruz mate a vaidade e o orgulho e assim sucessivamente – nota do tradutor).
A experiência do crente está exatamente na proporção prática da recepção do trabalho do Espírito de Deus aplicando o lado “negativo” da morte com Cristo, pelo qual ele adquire a experiência do lado “positivo” pelo recebimento do poder da ressurreição. Os dois lados destas verdades devem correr uniformemente juntos. É por falta de ver isto que há tantos cristãos unilaterais. Eles podem ser achados enfatizando muito e somente o lado “negativo” da morte, sem terem nenhuma atividade de poder espiritual em suas vidas, ou eles estão tão ansiosos em evitar o lado “negativo” da morte pela cruz, que eles enfatizam muito o lado “positivo” da vida, só que esta experiência    corre o perigo de chamar à tona a velha natureza de “vida”, quando na verdade não há aí qualquer poder da vida sobrenatural de Deus. (Não admira que haja tantas teologias enfatizando o esteja de “bem com a vida” ou o “pare de sofrer” que lotam igrejas, porque satisfazem ao homem carnal, no seu temor de ter que passar pelos sofrimentos necessários da cruz. Sem nenhuma morte, nenhuma vida    – nota do tradutor).   
É próprio da natureza humana ir aos extremos! Sabendo nós do perigo devemos confiar em Deus para nos vigiar, para que possamos ser mantidos espiritualmente sóbrios e equilibrados na verdade. (Porque se isto não ocorrer poderemos estar experimentando experiências poderosas da presença de Deus em avivamentos sem estarmos fazendo qualquer progresso em verdadeira santificação que é o que garantirá estas experiências poderosas no futuro. Há um grande perigo em ter experiências sobrenaturais sem estar avançando no despojamento do velho homem para o conseqüente revestimento de Cristo, porque mau testemunho virá disto pelo que observarem do nosso procedimento carnal, enquanto alegamos estar tendo experiências profundas com Deus. Veja Rom 13.14 – nota do tradutor).
Quando nós estivermos conscientes das dificuldades disto por causa de nossas limitações humanas, nós seremos menos dogmáticos em nossas declarações para outros sobre nós mesmos e nossas visões. Nós sempre podemos estar seguros de tudo aquilo que está escrito claramente na Palavra de Deus, mas nem sempre tão seguros que nós temos o conhecimento completo do significado da Palavra dele pessoalmente.
Vejamos o texto de Rom 6.3-9:
“3 Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte?
4 De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.
5 Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição;
6 Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado.
7 Porque aquele que está morto está justificado do pecado.
8 Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos;
9 Sabendo que, tendo sido Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte não mais tem domínio sobre ele.”.
Aqui se fala da relação que há para nós próprios quanto à morte e ressurreição de Jesus. O enfoque aqui é a vida ressurrecta que ocupa o lugar de tudo o que morre no velho homem.   
Mas fixemos nossa atenção nas palavras do verso 9, onde se afirma que tendo Jesus ressuscitado Ele já não morre porque a morte não tem mais domínio sobre Ele.    E no verso 10 é dito Ele vive agora para sempre para Deus. E em conseqüência desta realidade o apóstolo conclui o seguinte quanto aos crentes no verso seguinte (11):
“Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor.”.
Isto significa que estamos unidos à morte de Cristo porque somos considerados por Deus como tendo morrido com Ele na cruz, de maneira que possamos ter a vida de Cristo Jesus, nEle próprio, numa outra esfera de vida completamente diferente da que vivemos na carne.            
É por isso que se diz no verso 13 o seguinte: “Nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça.”.
A vida que temos depois do nosso encontro com Cristo deve ser a vida que está escondida nEle próprio. Estamos unidos espiritualmente a Cristo de maneira que importa morrermos para tudo o que não está nEle, e recebermos a plenitude das virtudes que dizem respeito à Sua vida.
Esta união com Cristo é tanto, como vimos antes, relativa à Sua morte quanto à Sua ressurreição. Assim, o lado “negativo” desta união, se podemos assim chamar, é a operação da morte da cruz no nosso velho homem com as suas cobiças, para a manifestação do poder da vida da nova criatura, que é o lado “positivo”, a saber a nossa participação na vida ressurrecta de Jesus.      
Nós lemos portanto em I Cor 6.17: “Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito com ele.”. Então o lado “negativo” do resultado dessa nossa ligação espiritual com Cristo implica a morte de tudo o que possa impedir que o nosso espírito participe da Sua vida plena ressurrecta. O resultado experimental da Cruz é realmente uma libertação do espírito. Foi livrado como alguém disse, da prisão da alma e da carne. A alma está tão emaranhada à carne na vida natural que não pode estar unida completamente a Ele, que é Espírito. Então como pode o crente ter a plenitude da vida de Cristo? Pela aplicação da Cruz pelo Espírito Santo, que provoca a separação da alma e espírito, e a morte da natureza terrena decaída no pecado, de maneira a efetivar uma livre e verdadeira união a Cristo que se manifeste na vida prática. (Por exemplo, como é possível ter comunhão, unidade em amor, que são pré requisitos básicos para a manifestação do poder de Deus na Igreja, enquanto os crentes vivem vencidos pelas obras da carne, em ciúmes, invejas, vaidade, orgulho etc? – nota do tradutor).         
(Podemos dizer que a vida celestial, ou o próprio céu, é principalmente esta vida liberta de toda forma de pecado e impureza. É a qualidade de vida santa que nos faz apreciar e nos deleitar no amor e na santidade de Deus por vê-la operando e sendo plena em nossa própria experiência – nota do tradutor).
Por isso nós lemos em Hebreus 4.12: “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.”. Aqui nós temos a separação ou divisão de algo que é imaterial e intangível. A Palavra então é uma arma espiritual, enquanto age como espada na esfera espiritual para dividir coisas que são imateriais. E a parte da Palavra que faz isto é principalmente a Palavra da Cruz, dividindo alma e espírito primeiro, dando ao crente as distinções entre os dois, e em segundo lugar aplicando a morte de Cristo ao crente, para a mortificação do pecado, ou velho homem.      
E é dito também que a Palavra discerne e revela os pensamentos porque todas as coisas estão patentes à vista dAquele com o qual temos que tratar (v. 13). Note que é o próprio Deus quem usa a espada para matar o velho homem. Somente Ele sabe usar a espada do Espírito que vai realizar o corte preciso de separação da alma e espírito, de junta e medula, de maneira que possamos discernir e experimentar aquilo que pertence à vida ressurecta de Cristo, e aquilo que pertence à nossa carne ou velha natureza, de maneira que morra a carne (ciúme, invejas, orgulho etc) e vivamos em novidade de vida (submissão, mansidão, humildade, amor etc).   
(Sugerimos a leitura do sermão de Edward Payson intitulado Temperamentos Amáveis não Santificam, para um melhor entendimento do significado do trabalho que deve ser feito para a santificação da nossa alma, além do que deve ser feito no corpo e no espírito – I Tes 5.23 – nota do tradutor).   


Publicado no site: O Melhor da Web em 30/01/2013
Código do Texto: 101906
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