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O Modo Correto de Se Proceder na Igreja – Parte 2
01/02/2013
Autor(a): Silvio Dutra
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102003 O Modo Correto de Se Proceder na Igreja – Parte 2 kuryos - Silvio Dutra
O Modo Correto de Se Proceder na Igreja – Parte 2


Resumo da Epístola de Tito


CAPÍTULO II

Nós vemos por tudo que foi dito no capítulo anterior, e pelo que consta neste segundo capítulo da epístola de Paulo a Tito, que não é cabível portanto a ideia tão comum em nossos dias que cada igreja tem o direito de dar aos cristãos liberdade para escolherem o modo de vida que cada um deles pretenda viver. Não é isto que o Senhor ensinou, nem os apóstolos, conforme podemos ver na Bíblia, e no testemunho da história da Igreja.   
Os cristãos estão aliançados com Cristo nos termos da disciplina do evangelho, que convoca todos eles a se santificarem, até mesmo porque sem santificação ninguém verá o Senhor.
E há um modo estabelecido na Palavra para esta santificação, que inclui não somente a mortificação dos nossos pecados, a negação do nosso ego, o carregar a cruz diariamente, como também o seguir a Jesus e o viver e fazer a obra do evangelho no poder do Espírito.
E isto na comunhão dos santos, combatendo como uma só alma pela fé evangélica.   
Por isso Paulo disse a Tito, que especialmente em face de todas as irregularidades que estavam ocorrendo em Creta, ele deveria falar o que convém à sã doutrina, isto é, o que fosse realmente apropriado ao ensino de Jesus e dos apóstolos, e dentre estas coisas que convêm à sã doutrina se incluem as atitudes e ações fundamentais cristãs que Paulo destacou neste capítulo.
Dentre estas, ele começou referindo-se aos homens idosos, que têm perante Deus o dever de serem sóbrios, respeitáveis, prudentes, e sadios na fé, no amor e na constância.
Espera-se que eles sejam sobretudo um modelo para os jovens, quanto ao que eles devem imitar em seu crescimento rumo à maturidade. Não é próprio da maturidade a superficialidade, a infantilidade, a inconstância, a falta de sobriedade e seriedade. Homens maduros na fé não vivem em chocarrices, comportamento que sequer convém a crianças e jovens que são de Cristo, isto é, brincadeiras inconvenientes.            
É somente praticando estas ordenanças, e fazendo valer o que Deus tem ordenado na Palavra que se pode ter o nosso comportamento e vida aprovados pelo Senhor.
Não é por se alcançar bênçãos materiais que se pode comprovar que temos de fato Lhe agradado.
Jó estava debaixo de várias tentações, tribulações e sofrimentos, e não deixou de ser aprovado por Deus por causa das coisas que estava sofrendo. E tal como ele o próprio Cristo em Seu ministério terreno, e os apóstolos e cristãos da Igreja Primitiva que suportaram grandes provações por amor ao Senhor.   
Homens ungidos podem colocar a perder todo um trabalho do evangelho por causa do seu comportamento carnal e inconveniente, por julgarem que a alegria do evangelho é carnal. Que a paz de Cristo é ausência de dificuldades e tribulações.    Que prosperidade é ter muito dinheiro no banco.   
Não basta portanto ter unção, mas manter a moderação juntamente com a nossa alegria no Espírito, porque caso venhamos a descambar para a infantilidade, todo o trabalho espiritual que tivermos realizado será anulado, porque as pessoas não levarão a sério as coisas que lhes pregamos, ensinamos ou aconselhamos.         
É preciso portanto manter uma posição de fé, de seriedade, de sobriedade, de prudência, de amor e constância, em tudo o que formos e fizermos, se somos os homens maduros aos quais o Senhor confiou o cuidado pela Sua casa, que é a Igreja.
Nos versos 3 a 5 Paulo descreveu qual deve ser o comportamento das mulheres idosas em Cristo.   
Antes de descrevermos o que ele disse em relação às mulheres idosas, nós queremos destacar o que ele disse em relação aos jovens, não lhes isentando de um viver responsável, mas ao mesmo tempo reconhecendo que não é próprio da juventude aquelas características que somente poderão ser encontradas na maturidade, mas o apóstolo deixou registrado que é dever dos jovens serem moderados em tudo, isto é, não lhes é facultado por Deus, viverem segundo as paixões que são próprias à mocidade, mas que devem aprender a ter um comportamento moderado em plena submissão e obediência aos mais velhos (v. 6).
Agora voltando aos deveres da mulheres idosas, cabe destacar que a referência a mulheres idosas não quer significar decrépitas, mas maduras. Estas, pela sua experiência na santidade, não sendo caluniadoras, não eram “mestras de escândalos”, mas “mestras do bem”.
Agora observe que as mulheres mais velhas devem ser o quê?    Mestras.    As mulheres mais velhas devem ser mestras. E a quem elas devem ensinar?    As mulheres jovens.   
As mulheres idosas devem ensinar as mulheres mais jovens. O que devem ensinar: a serem sensatas. Em outras palavras,    conhecerem as prioridades,    serem sérias, saberem quais as coisas que realmente são importantes.
E o que mais? “a amarem a seus maridos”.
O mesmo versículo (4) diz que devem amar também a seus filhos. Isto é, devem gastar suas vidas amando seus maridos e também seus filhos. Com o mesmo amor desinteressado de Deus, que deve ser o amor a caracterizar cada um dos integrantes da família. Na verdade, esta é o núcleo de aprendizagem do verdadeiro amor, que não é interesseiro. Deus instituiu a família para ser um laboratório em que se aprende a amar como Ele ama.   
Quando estas ordenanças são descumpridas Deus é desonrado, porque a sua Palavra é difamada (v 5). O alvo da obediência é que Deus seja glorificado pelo nosso testemunho em obediência à Sua vontade. Este é o grande objetivo. Assim se nós desejamos honrar a Palavra de Deus então devemos amar nossos maridos e nossos filhos.   
No verso 5 se lê “boas donas de casa”. Literalmente,    "guardiãs em casa". A missão de criar os filhos não é dos empregados, mas dos pais, e particularmente da mãe, que por pressuposto passará maior tempo com eles enquanto o marido trabalha fora.      
Ao que tudo indica, José viveu muito bem com Maria, apesar de terem vivido num lar pobre. Este foi o lar que Deus formaria e escolheu para trazer o Salvador ao mundo.
Este era o padrão de muitas gerações da humanidade. Não era o conforto material que ditava as regras da vida de um lar. Vivia-se em harmonia e em paz com muito menos recursos do que o lar mais pobre dos nossos dias possa ter. Não havia nenhum dos confortos do mundo moderno. E as pessoas estavam satisfeitas com o que tinham. Na verdade, não eram bombardeadas pela mídia, que não existia, dia e noite, com os produtos que deveriam comprar. E o papel da mídia é deixar você insatisfeito com o que tem para comprar o que eles querem vender como coisa essencial, quando muitas vezes não passam de coisas supérfluas. E o padrão de Deus ordena que devemos estar contentes com o que temos, e que devemos estar satisfeitos em toda e qualquer circunstância.
Agora se você acha que a vida é uma questão de ter. De conquistar posições. Então você vai ter certamente muitos problemas para viver dentro do padrão de gratidão e satisfação que Deus planejou para uma família.
Tudo será ansiedade e uma busca que não tem fim de posições melhores, enquanto o padrão bíblico é de não estar ansioso por nada e contentarmo-nos com as coisas que temos. São dois ditames inconciliáveis, a propaganda da mídia e a ordenança bíblica. A qual iremos obedecer?      
A prioridade número um para a mulher, segundo a Bíblia, é o seu próprio lar e os seus. Assim o principal ministério de uma mulher casada é cuidar do seu marido e fazer com que seus filhos venham a ser homens e mulheres de Deus, por lhes ter ensinado a andar nos caminhos do Senhor.   
Ninguém é obrigado a seguir os ditames de uma sociedade corrompida e que transgride diretamente os mandamentos de Deus. É completamente possível viver feliz e satisfeito com muito menos recursos, amoldando-se a uma vida modesta e simples, para que a vontade de Deus relativa à submissão da mulher ao seu próprio marido, e para que a mulher seja de fato a guardiã de seu lar, seja cumprida.
E o Senhor honrará esta obediência derramando bênçãos sobre a família, que de outra forma (na desobediência de sua vontade revelada) não poderiam ser experimentadas, até mesmo pelas contingências impostas pelo próprio modelo de vida assumido, e que traz consigo perdas inevitáveis para todos no lar, tanto para os pais quanto para os filhos.   
Tendo falado dos deveres dos homens idosos, das mulheres idosas e dos jovens, Paulo se referiu aos deveres dos servos (v. 9,10), mas voltou a lembrar a Tito do seu próprio dever (v. 7, 8), para que fosse em tudo exemplo de boas obras, quer na apresentação da doutrina do evangelho, mostrando incorrupção, isto é, nenhuma adulteração da mensagem que nos foi dada por Cristo e pelos Seus apóstolos para ser pregada e ensinada; gravidade, isto é, seriedade, porque falamos de coisas que dizem respeito à vida e à morte, ao céu e ao inferno, e não se pode gracejar com tais coisas, porque se falamos do perigo de uma condenação eterna a que estão expostos todos os que rejeitarem a nossa mensagem, quem dará crédito a ela se não o fizermos de modo sério e grave?
Também pureza e reverência são exigidos na apresentação da doutrina, porque não se pode pregar o evangelho a não ser que tenhamos um coração puro e uma verdadeira reverência e temor ao Senhor (v. 7).
Além de tudo isto é exigido que usemos de uma linguagem sã e irrepreensível, deixando as brincadeiras e termos chulos de lado. Devemos falar da Bíblia com o mesmo tom de gravidade e pureza com que ela foi produzida por revelação do Espírito Santo, porque se nos dermos a devaneios e a fazer improvisações carnais na apresentação destas verdades espirituais, nós não somente estaremos estragando a mensagem que recebemos do céu para entregar a outros, como também daremos ocasião aos inimigos do evangelho de blasfemarem o nome do Senhor.
Mas se o fizermos com linguagem sã e irrepreensível os adversários do evangelho ficarão envergonhados de todo o mal que tiverem falado contra nós, porque perceberão que o Espírito Santo é conosco na entrega da Palavra de Deus (v. 8).            
Os que estão debaixo de servidão, seja ou não por contrato, devem se sujeitar aos seus superiores, e em tudo devem agradá-los, não como quem bajula aos homens, mas como quem tudo faz por amor a Cristo, e não como que servindo a homens, mas ao próprio Deus, que nos tem imposto tal dever de sermos submissos aos que estão constituídos em posição de liderança sobre nós.
Temos o dever de fazer o que eles nos ordenam sem contradizê-los, desde que nenhuma destas ordens sejam contrárias aos nossos deveres para com eles, e que não contrariem nenhum mandamento de Deus, porque nos é imposto dar a César o que é de César, além de darmos a Deus o que é de Deus.
Cabe destacar que até mesmo o nosso dever para com César (líderes seculares) é em última instância um dever para com o próprio Deus, que assim o tem ordenado, para que o mundo veja e testemunhe que o procedimento do cristão é de obediência e não de rebelião, e que não haveria nenhuma violência, ou forma de maldade no mundo, caso todas as pessoas fossem cristãos fiéis. Assim, ainda que perseguidos pelo mundo, que vive nas trevas, os cristãos dão testemunho do quanto são úteis a toda sociedade, inclusive àqueles que os perseguem.
Com isto a doutrina que eles pregam é ornada pelo comportamento deles. O evangelho não necessita de qualquer enfeite e nem deve ser apresentado com ornamentos, mas quando os cristãos são leais e não defraudam o direito que têm todos aqueles que estão em posição de autoridade sobre eles, as pessoas de boa vontade reconhecerão que realmente o evangelho é uma coisa muito boa, pela transformação que realiza naqueles que são verdadeiros discípulos de Cristo (v. 9, 10).   
Afinal a graça de Deus, que opera nos cristãos, e chama pessoas do mundo à conversão, está disponível para salvar a qualquer um que creia em Cristo (v. 11), e estes que creem verdadeiramente e que se tornam praticantes da Palavra de Deus, em testemunho da sua real conversão ao Senhor, aprendem que a graça tem o propósito de lhes ensinar a renunciarem a toda forma de impiedade e de cobiças mundanas, para que vivam neste mundo de maneira sóbria, justa e piedosa, na expectativa da volta de nosso Salvador e Senhor Jesus Cristo, que se manifestará na glória pela qual aguardamos ter também em plenitude com Ele na Sua vinda para arrebatar a Sua Igreja (v. 13).
Aos muitos que ainda resistem ao ensino de que os cristãos são chamados de fato por Deus a santificarem as suas vidas totalmente, tanto em seu espírito, alma e corpo (I Tes 5. 23), nenhum escrito dos apóstolos deixa qualquer dúvida em relação a isto, e geralmente o associam ao fato deste encontro que haverá com o Senhor, no qual deveremos nos apresentar perante Ele sem qualquer mancha, ruga ou mácula; de maneira que somos chamados desde então a vivermos de modo digno da vocação para a qual o Senhor nos chamou, a saber, a sermos santos assim como Ele é santo.
As palavras finais deste capítulo, deixam esta verdade colocada em termos muito claros que não podem ser contestados porque o apóstolo afirma expressamente o seguinte:         
“14 O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras.
15 Fala disto, e exorta e repreende com toda a autoridade. Ninguém te despreze.”.
Primeiro ele se refere ao fato de Jesus ter morrido com o propósito de nos libertar de toda a forma de iniquidade, e para que assim fôssemos efetivamente purificados, para que sejamos um povo seu especial, zeloso de boas obras, porque sem esta santificação não é possível possuir tal zelo na prática das boas obras que nos são ordenadas pela obra do evangelho, pois nos faltará o poder e a impulsão necessários que recebemos do Espírito para fazê-lo, somente quando estamos de fato consagrados e santificados (v. 14).
Em segundo lugar, isto é alcançado quando os ministros do evangelho exortam e repreendem a Igreja com toda a autoridade para que viva nesta santificação que lhe é ordenada, e se esforçam para isto com suas orações, ensino, pregação, exortações em favor de tal aperfeiçoamento dos cristãos em santidade, até que atinjam a maturidade espiritual que lhes é ordenada por Cristo.
E devem fazê-lo com tal aplicação e determinação no Espírito de maneira que ninguém lhes despreze, por verem o quanto estão revestidos da sabedoria e do poder de Deus.
O próprio Deus honrará aos ministros que se consagram de tal maneira a Ele, trazendo temor aos corações daqueles sobre os quais lhes constituiu como pastores das suas almas. Foi por isso que Paulo disse a Tito de forma imperativa: “Ninguém te despreze”, como a dizer: cuida de ti mesmo e da tua santidade, de maneira que o teu ministério seja aprovado diante de todos e não venhas portanto a ser motivo e desprezo da parte de ninguém, isto é, que venham a te considerar inútil e desprezível, por não ter nenhum valor e eficácia no serviço que realizas para Deus.
Lembramos contudo que tudo isto deve ser feito com amor, mansidão e longanimidade.      




Publicado no site: O Melhor da Web em 01/02/2013
Código do Texto: 102003
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