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Os Perigos Mortais do Moralismo
02/02/2013
Autor(a): Silvio Dutra
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102058 Os Perigos Mortais do Moralismo kuryos - Silvio Dutra
Os Perigos Mortais do Moralismo

Por John MacArthur
  
Uma das responsabilidades de um pregador é    trazer a Palavra de Deus à igreja e ao mundo, e ser a boca de Deus para tornar claros e discernir assuntos. Assim, por um lado, nós somos chamados a expor as Escrituras, explicando a Bíblia versículo por versículo e livro por livro. Mas por outro lado somos chamados a tratar dos assuntos de nosso tempo, que nos afetam, e trazer a verdade de Deus para orientar a nossa compreensão.
Em II Cor 5.17-21, temos uma das grandes passagens da Bíblia, sobre nossas prioridades, responsabilidades e deveres como cristãos. Esta passagem descreve a responsabilidade que os cristãos têm no mundo.   
Comecemos com o verso 17: “E assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura: as cousas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.”. As coisas antigas passam e coisas novas vêm quando uma pessoa é uma nova criatura em Cristo. Isso é o que faz a diferença nas vidas das pessoas.    Agora todas estas coisas são de Deus que nos reconciliou consigo mesmo por meio de    Cristo e nos deu o ministério de reconciliação (v 18), isto é, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação (v 19). De sorte que somos embaixadores    em nome de Cristo,    como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus. (v 20). Porque, aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que nele fossemos feitos justiça de Deus. (v 21).
Com este argumento, está claro que esta passagem diz que a novidade está relacionada a estar em Cristo; que Deus tem buscado reconciliar os pecadores consigo mesmo por meio de Cristo, e nesta reconciliação, produzir uma nova criatura    na qual tudo é novo. Esta realidade gloriosa é a reconciliação com Deus. E Deus nos tem dado, de acordo com o verso 18, o "ministério da reconciliação.". No verso 19 Ele nos deu    a "palavra" ou a mensagem "de reconciliação.". Nós somos então os "embaixadores de Cristo", e não outros. E Deus está chamando através de nós, os pecadores a    se reconciliarem com Ele por meio de Jesus Cristo, o qual se fez pecado por nós para que nele pudéssemos ser feitos justiça de Deus.
O ministério de reconciliação com Deus por meio de Cristo é que produz retidão, transformação, e uma nova criação. Há porém, hoje, no cristianismo, uma ênfase em outro tipo de esforço. O esforço para produzir moralidade. E isto está crescendo rapidamente. Eu tenho tratado deste assunto, através dos anos, em muitas ocasiões, mas parece que precisa ser tratado novamente, porque o interesse está sendo despertado nestes dias. Há uma chamada para que os cristãos se envolvam num nível mais alto de moralidade; para mudar o caráter moral de nosso país. Muitos cristãos estão se ocupando deste esforço, valendo-se principalmente da mídia, neste sentido.   
No assunto da salvação, o Governo civil nada pode fazer. O mandato para os cristãos não é    algum tipo de moralidade cultural. O mandato é sobre a salvação. E o governo não tem qualquer parte nisto.
O nosso ministério é de reconciliação. É a palavra de reconciliação do pecador com Deus por meio de Cristo. Não é moralidade que nós pregamos como nosso objetivo final e principal. É reconciliação com Deus por meio de Cristo, pela pregação do evangelho. Nós devemos desejar a virtude, a integridade, a honestidade e a moralidade, e essas coisas expressam a vontade de Deus e a lei de Deus.   
Certamente, em cada oportunidade pregamos a moralidade bíblica.    É nossa responsabilidade confrontar o pecado. Mas não é este o assunto. Não é se estamos contra a imoralidade. Claro que, nós estamos contra a imoralidade. É sobre o que nós vemos como a solução. Isso é o assunto. Claro que, nós desejaríamos verdadeira e duradoura virtude para caracterizar as pessoas. Claro que, nós desejaríamos retidão em lugar de injustiça. Mas o assunto é: Como nós chegamos lá?   
Há pessoas que pensam que se a América se moralizar, Deus abençoará a América. Há pessoas que pensam se a América ficar moral e religiosa, então Deus abençoará a América duplamente. Assim, reponhamos Deus no discurso público; reponhamos a oração nas escolas. Ponhamos os Dez Mandamentos bem alto nas paredes dos logradouros públicos, em salas de tribunal. Paremos com o aborto; paremos    com a pornografia, etc. E se nós pudermos provocar algum tipo de moralidade e, melhor ainda, algum tipo de compromisso com Deus, então seremos abençoados.   
Deixe-me fazer uma observação muito clara aqui. Moralidade e religião não convidarão ou assegurarão a bênção de Deus. Uma América mais moral, uma América mais moral e religiosa, não avança no favor divino uma polegada. Uma mais moral e uma América mais religiosa não escapará de nenhum modo do julgamento divino, mais do que o judaísmo farisaico dos dias de Jesus, escapou do julgamento devastador de Deus em 70 D.C. quando centenas de milhares de judeus foram mortos por romanos irreligiosos. Jesus advertiu sobre isto em várias ocasiões. Há somente uma coisa que Deus abençoa, apenas uma. E é isso o que Ele abençoa: a fé salvadora e o amor ao Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo. Isso é a única coisa que Ele abençoa. Qualquer pessoa que não creia no amor de Jesus Cristo está sob maldição, correto?   
Como cristãos, certamente, nós somos pela moralidade. Nós não somos pela imoralidade. E nós podemos fazer algum bem superficial. Nós podemos fazê-lo por meios políticos, porque nós vivemos em uma república e uma democracia, nós podemos mitigar a corrupção pública de muitas maneiras; nós podemos mitigar o escândalo público, usando nossos privilégios democráticos. Mas isso não nos faz avançar no favor divino, individualmente ou coletivamente. Na realidade, em I Cor 16.22 é dito de modo claro: “Se alguém não ama ao Senhor, seja anátema.”. Amaldiçoado, julgado, maldito, condenado. Há só uma coisa que Deus abençoará, e isso é a fé em Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo.
Em I Tim 4:8 lemos: “O exercício físico para pouco é proveitoso, mas a piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser.”. A promessa é de vida eterna. Seria muito fácil gastar a nossa vida empenhando-nos em fazer com que as pessoas se exercitassem em algum tipo de disciplina corporal para restringir a sua natureza caída. Mas é para gastar nosso tempo com o comportamento superficial das pessoas? Ou eu vou me dedicar àquela "piedade" que é "proveitosa para todas as coisas"?    que está conectada à vida eterna. Isto é uma questão de qual é o nosso mandato e onde deve ser gasta a nossa energia.
Você odeia o pecado, a imoralidade, a injustiça, a miséria e a maldade. Mas quando você é arrastado por isto, e este se torna o empreendimento consumidor de sua vida no nome de "cristianismo", você está seriamente fora do objetivo. E muitos cristãos professos estão envolvidos com o assunto da moralidade pública.   
Há um novo esforço crescente do que é chamado hoje de direito religioso. É um tipo de - eu suponho que historicamente isto é um tipo de neoliberalismo. Não era muitos anos atrás para esses de nós que são fundamentalistas - e você não pode usar esta palavra com ninguém mais porque pensarão que você é um terrorista islâmico. Mas anos atrás, nós que cremos na palavra de Deus, estávamos condenando os liberais porque as denominações liberais, os Metodistas, Presbiterianos,    Episcopais e a Igreja de Cristo e muitas outras denominações liberais que tinham substituído o evangelho da salvação pelo evangelho social. E agora o que nós temos entre os evangélicos é um neoliberalismo onde as pessoas estão substituindo de novo o evangelho da salvação pelo evangelho social.   
Mas a moralidade - eu    lhes advirto – mantém sob maldição tanto quanto a imoralidade. A moralidade não traz    a bênção divina. Jesus censurou severamente a superficialidade das pessoas mais morais que viviam nos dias do Seu ministério terreno: os escribas e fariseus. E o ouvimos dizer em Mt 23.13: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócrita!”. E repete isto várias vezes nos versículos que seguem ao décimo terceiro. No fim do capítulo, no verso 37, Ele diz: “Jerusalém, Jerusalém ! Que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados!”. E no versos 38: “Eis que a vossa casa vos ficará deserta.”. E Ele estava olhando adiante, para a devastação de 70 D.C., como também para o julgamento espiritual.
Jesus nunca usou tais palavras como estas em relação aos marginalizados, às prostitutas, aos criminosos. Na verdade, Jesus gastou seu tempo com essas pessoas, os marginalizados dos seus dias, os cobradores de impostos. E eles disseram que Jesus era um comilão e beberrão, amigo de cobradores de impostos e pecadores. Este foi um rótulo colocado em Jesus pelos religiosos. Moralismo nunca foi a mensagem dos profetas do Velho Testamento. Nunca foi a mensagem do Messias. Nunca foi a mensagem dos apóstolos do Novo Testamento e dos profetas. Nunca foi a mensagem de Deus para o mundo porque, quando tudo está dito e    feito, ouça o que disse Isaías: "Toda sua retidão é trapo de imundície.". Romanos Capítulo 3 é um capítulo muito importante porque descreve a condição da maldade humana. E no verso 10 diz que: Não há nenhum justo, nem mesmo um, não há nenhum que entenda, não há nenhum que busque a Deus.". Assim qualquer retidão imaginária dos homens, tem alguma moralidade superficial que eles podem exibir, mas no fim, eles não são retos diante de Deus. Isto não lhes dá nenhuma vantagem.    Nenhuma. Não há ninguém suficientemente bom, "nem mesmo um" (v 12). Todo o mundo, diz o verso 19, está "debaixo da lei", todo o mundo que vive de um modo ou de outro, de acordo com a lei, descobrirá em determinado ponto que suas bocas estão fechadas. Eles não têm nenhuma defesa. E o mundo inteiro é considerado responsável, culpado... diante de Deus. Porque pelas obras da lei nenhuma carne será justificada perante Seus olhos.   
A mensagem central da Bíblia é esta: "Todos pecaram e carecem    da glória de Deus.". Que não há nenhuma acepção; todos são imorais, ruins e maus. Por maior que seja o grau de moralidade de qualquer pessoa, esta não passa de um pecador condenado ao inferno. Seja o fariseu mais moralista de Israel, o rabino mais aplicado, ou clérigo. E irá para o inferno com as prostitutas e ladrões, a menos que tenha sido reconciliado a Deus por meio de Jesus Cristo. E se foi reconciliado a Deus você se tornou uma nova criatura e os velhos comportamentos são substituídos pelo novo.   
Assim se nós queremos mudança, quais devem ser os meios? A moralidade não salva ninguém. A moralidade em si    não traz a bênção de Deus. Em Rom 2:11, 12 lemos: “Porque para com Deus não há acepção de pessoas. Assim, pois, todos os que pecaram sem lei, também sem lei perecerão; e todos os que com lei pecaram, mediante lei serão julgados.”. Você sabe o que isso significa? Diz que tudo que poderia ser sua relação à lei de Deus não importa a Ele. Não importa a Ele, porque você não pode guardar a lei à plena    satisfação dEle. Porque como nós aprendemos em Gál 3, se você quebrar a lei em um ponto, você quebrou a lei inteira. Em Rom 10,    Paulo disse que os judeus, por não terem entendido a "justiça de Deus", estabeleceram a sua própria justiça.   
Assim você poderia adquirir a ideia que tentar moralizar o país é algum esforço nobre. E eu admitirei que uma sociedade mais moral tornaria a vida mais fácil de alguns modos. Mas como adquirir isso? Como provocar isso? Não por política. Nós não somos um reino de políticos. Nós somos um reino de sacerdotes. E o que é um sacerdote? Ele é um reconciliador, um intercessor. Nós trazemos as pessoas a Deus por meio de Cristo.
Façamos agora uma lista de alguns dos perigos deste esforço pela moralidade cultural.
1. A moralidade cultural, em primeiro lugar, não é a nossa comissão. Assim nós estamos fazendo algo que não nos foi designado por Deus para fazer.
2. Em segundo lugar desperdiça imensas quantias de recursos preciosos, tempo, dinheiro, energia humana. Não importa se você vai para inferno como uma prostituta ou como um policial. Só importa que você vai para o inferno. Ef 5:16,17 diz: "remindo o tempo porque os dias são maus. Por esta razão não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor.”.
Esta é a pregação da mensagem da reconciliação. Esta é a pregação do evangelho. Esta é a vontade do Senhor. E fazer qualquer outra coisa é ser "tolo", é desperdiçar tempo. Eu não estou interessado em tornar moral este país. Eu estou interessado em trazer as pessoas ao conhecimento da salvação em Jesus Cristo, de forma que possam se regozijar nEle e se tornarem morais.   
3. Em terceiro lugar: Este esforço pela moralidade cultural aponta para um fracasso inevitável, porque você não pode fazer isto. Ninguém pode ser verdadeiramente íntegro e moral diante de Deus, aparte da transformação da sua alma pelo Espírito Santo por meio da palavra do evangelho. O coração do homem é "enganoso acima de todas as coisas e desesperadamente mau.". E se você não mudar o coração, tudo o que você faz é redirecionar o pecado. Se alguns pecados se tornarem ilegais, então as pessoas praticarão outros pecados, ou elas os praticarão em segredo.
4. Em quarto lugar: A moralidade cultural não entende a natureza do reino de Deus. Ouça o que    Jesus disse, em Jo 18:36: "O meu reino não é deste mundo.". Não há nenhuma conexão. "Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus;”. Gastar todo o seu tempo e energia e esforço para lutar por algum elemento da sociedade humana -este é o ponto – é não entender a natureza do reino. O reino é o reino de salvação onde Deus rege e abençoa aqueles que estão em Cristo. Você quer trazer bênção a esta nação? Então pregue o evangelho. Porque não há nenhuma conexão entre uma entidade nacional e o reino de Deus. Jesus disse isto tão claramente quanto Ele pôde: "Meu reino não é deste mundo."São duas realidades completamente separadas. Por que é que de alguma maneira nós adquirimos esta ideia de que é preciso alinhar primeiro a América politicamente,    para que o reino de Deus possa avançar?
Eles não têm nenhuma conexão absolutamente. Eu ouvi as pessoas dizerem que se a América continuar caminhando do modo como tem caminhado, sendo o pecado cada vez mais tolerado em nossa sociedade corrupta, que isto vai anular o    impacto do evangelho; vai tornar o evangelismo difícil, se não ilegal. Nós temos que lutar por todas estas liberdades para continuar pregando o evangelho. Nada há que possa ser feito na face da terra, politicamente ou socialmente pelos homens, que tenha qualquer impacto nos propósitos de Deus na redenção. Nada pode alterar o que Deus tem predestinado. Nada pode deter a Sua soberania. O Seu propósito na eleição que fixou antes da fundação do mundo, jamais poderá ser frustrado, e jamais dependerá da permissão da sociedade, seja ela qual for, esteja como estiver.      
5. Em quinto lugar: Este esforço põe a responsabilidade do homem no lugar de Deus; pessoas bem-intencionadas que tentam fazer o impossível. Eu sou uma pessoa bem realística, e eu não me importo em pegar uma tarefa difícil se eu puder fazer isto. Mas eu realmente não quero gastar minha vida tentando fazer o que eu sei que eu não posso fazer, e o que eu sei que eu não posso fazer por minha própria capacidade. Eu não tenho o poder nem a capacidade de melhorar a moralidade das pessoas. Eu não posso tornar meu país mais moral.    Esta é uma batalha que eu não posso ganhar. Porque como farão o bem estando acostumados a fazer o mal (Jer 13:23).
6. Em sexto lugar: Este esforço em prol da moralidade cultural cria moralidade sem teologia. Eu não gosto de nada sem teologia. Eu quero teologia em tudo. Eu não gosto de    nada sem teologia, porque eu não posso entender nada aparte da revelação de Deus. Minha compreensão do mundo está completamente sujeita ao que a Escritura diz. Mas nesta moralidade cultural, este tipo de cultivo de certo esforço religioso, há uma ignorância grave de teologia, ignorância de Deus, ignorância da Sua Palavra, da Sua santa lei.
É mais uma questão de dinheiro, de fala persuasiva, de eventos da mídia, de grupos de pressão, forçando as pessoas a fazer coisas.
Você ouve as pessoas dizerem em todo o tempo, que nós temos que proteger nossos filhos. Bem, isso é uma coisa razoável. Mas não é este o motivo mais elevado para o que nós fazemos. Minha meta proclamando a verdade não é proteger meus filhos. Isso é minha responsabilidade diante de Deus. Eu farei isso. Mas meu motivo é a glória de Deus e a honra de Deus. E às vezes, eu sou consumido de tal modo pela honra de Deus que eu me vejo orando como fez Davi: “Destrua os ímpios. Deus destrói-os porque eles estão desonrando o teu nome.”. È como oram os cristãos sob o altar em Apoc 6.10: “Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?”.
7. Número sete: Este movimento em prol da moralidade cultural, não entende aquele sal e iluminação como indicados em Mt 5. Nós somos o "sal da terra e a luz do mundo".   
Aquele sal e luz não são nenhuma influência moral, mas o testemunho do evangelho e o poder de uma vida santa. Eles sempre dizem bem, nós temos que salgar e iluminar. Bem, a imaginação de Jesus no sermão no monte com respeito ao sal e à luz é a imagem do brilho da verdade. Isso é a luz. E nós brilhamos quando nós proclamamos a luz, e manifestamos nossos boas obras.
E nós somos sal quando nós somos preservados, por causa da virtude e da piedade de nossas vidas.   
8. Número oito: A moralidade cultural é perigosa porque não tem nenhum modelo para seguir no Novo Testamento a não ser os fariseus. Assim se você estiver tentando achar um padrão no Novo Testamento para este esforço, você vai terminar como os fariseus. Eles eram moralistas. E você sabe o que o Jesus disse sobre eles? Em Mt 23:15: Ele disse: “rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós.”.    Eles eram legalistas. Eu não sei se você estaria contente em viver numa sociedade farisaica, dominada pelos mandamentos legalistas, cruéis, impiedosos que são fardos pesados colocados sobre as costas das pessoas, que estas não podem suportar. Não há nenhum modelo no Novo Testamento para ação política. Jesus não tentou terminar com a escravidão; nem Paulo o fez, nem qualquer outro o fez no Velho Testamento. Porém, Jesus e Paulo disseram que se você é um escravo, seja um bom, seja um fiel, seja um honesto escravo. Sirva bem seu mestre; e Deus o recompensará. E se você estiver em uma situação severa, difícil, você conhecerá a Sua graça.
No momento em que você disser às pessoas envolvidas na ação pela moralidade que se elas não se converterem a Cristo elas irão para o inferno, a sociedade será imediatamente desfeita, e todo o dinheiro, e tempo e poder político obtido, será desmantelado. E ninguém estaria interessado em ver o seu trabalho perdido de tal forma. Qual a comunhão entre o cristão e o incrédulo? Pergunta o apóstolo Paulo. São mundos inconciliáveis. Mas para manter tal ligação estranha será necessário distorcer a verdade da Palavra. Será necessário dizer que não há nenhuma verdade absoluta, e que não podemos conhecê-la. Isto é trair a Cristo e a causa do evangelho. Assim, tal aliança será mortal, para os que a abraçam. Não há dois ou mais evangelhos. Paulo diz em Gálatas que há somente um evangelho que devemos pregar e ensinar.
Assim, se alguém se associa a algum esforço em prol da moralidade, que não o faça como evangélico ou em nome do evangelho, porque não trará qualquer vantagem para o avanço do reino de Deus, ao contrário, prejudicará tal avanço.
9. Misturar o evangelho com o movimento pela moralidade cultural é perigoso porque faz com que esses que nos é ordenado alcançar com o amor e a graça de Jesus, sejam tratados como inimigos. Você consegue observar isto? Os imorais, pornográficos, homossexuais, os que praticam aborto, são difamados e odiados pelos adeptos da moralidade cultural. Eles se tornam os inimigos. Eles não são os inimigos. Eles são o campo da missão. Eles são o alvo da missão. Eu penso em Jonas. O ninivitas eram pessoas desprezíveis. Eles eram realmente desprezíveis. Eles eram pagãos. Eles mataram os seus inimigos empilhando crânios deles em pirâmides. Eles cobriram pilares de edifícios com a pele esfolada de seus inimigos. Eram inimigos de Deus, de Israel, mas Deus mandou Jonas pregar a eles. Dizer que havia uma chance, caso se arrependessem.    E Jonas ficou furioso com o arrependimento dos ninivitas. Tão furioso ao ponto de desejar a morte para si. Esse é o perigo grave no moralismo. Jonas era legalista. Ele não queria que nenhum daqueles gentios miseráveis alcançasse o perdão. Eu sempre quero ter certeza de que os pecadores saibam que eu os amo o bastante para lhes oferecer o perdão. Eu nunca quero que eles pensem que eu os odeio. Há um ódio santo ao pecado e ao pecador. Mas Jesus poderia lamentar por eles. E assim também nós.   
10. A moralidade cultural traz perseguição e ódio de cristãos pelas razões erradas. Você sabe, como os cristãos são    difamados hoje pela mídia. Eles são perseguidos pelas razões erradas; não porque nós estamos pregando o evangelho. Eu me lembro de uma vez quando Gorgey Vinns estava neste púlpito. Isto foi nos dias em que a Rússia ainda estava fechada ao cristianismo, e Gorgey Vinns, um dos líderes da igreja subterrânea na Rússia, estava fora. E ele veio aqui à nossa igreja, e    a filha dele era a sua intérprete. E eu lhe perguntei se ele era perseguido na Rússia? Você é perseguido pelo regime comunista? E ele estava dizendo como eles foram perseguidos e foram presos, mortos, e contou-nos toda a a história. E eu perguntei se ele já havia protestado alguma vez contra este tipo de tratamento. Você faz qualquer coisa para levar isto à atenção das pessoas? Você usa algum dos meios que nós usamos tipicamente na América para elevar a consciência das pessoas contra estas injustiças,       etc? E eu nunca esquecerei o que ele me respondeu. Ele disse, você sabe, nós determinamos como igreja que se nós formos sofrer, sempre e somente será porque nós proclamamos o evangelho de Jesus Cristo. E isso é correto. I Pe 4:14 diz: "Se pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus.”. As pessoas que se chamam cristãos são difamadas pelo mundo pelas suas posturas políticas.
11. Esta moralidade cultural inverte a ordem divina. Quer dizer, faz a moralidade o poder para a salvação. A ideia é que se nós pudermos ter uma América mais moral, então mais pessoas vão crer no evangelho. Se nós pudermos limpar o país isto dará maior oportunidade para o evangelho. Isso realmente é o contrário da ordem divina. Moralidade não é o poder para salvação. Salvação é o poder para a moralidade, correto? Assim se nós quisermos mudar a nação, nós precisamos trabalhar em quê? No evangelho.
12. Este esforço pela moralidade cultural não entende a ira de Deus.    Em Rom 1 lemos que Deus está irado com uma nação que se Lhe tornou contrária: “porquanto, tendo conhecimento de Deus não o glorificaram como Deus,”. (v 21).    Quando Deus está irado com uma nação que teve a verdade e rejeitou a verdade, é dito três vezes: "Ele os deixou. Ele os deixou. Ele os deixou.”. Isso é uma forma do julgamento de Deus. Ele os deixou primeiro entregues à imoralidade sexual. Ele os deixou entregues à homossexualidade. E Ele os deixou entregues a uma disposição mental reprovável, para praticarem cousas inconvenientes, cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade, possuídos de inveja, homicídio, contendas, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia. Podem estar certos de que onde há verdadeira harmonia, paz, retidão, pureza, amor e bondade, tudo isto é produto da graça de Deus, que estende a mão para abençoar aqueles que o temem e não andam contrariamente com Ele, contra a Sua vontade.
Mesmo na igreja, quando sentimos a paz de Jesus, a graça de Jesus, a Sua unção e bênção que traz refrigério à alma, isto é fruto dos bons sentimentos que Ele produz no nosso coração. De nossa natureza caída, de nosso coração corrompido, nenhum bem pode proceder. Nada sairá de bom de uma natureza dada ao mal. Todo o bem em nós vem de Deus e é por Ele produzido. Assim, o mal que há na sociedade, nada mais é do que o resultado do abandono que Deus fez. Se Deus não estende a mão para abençoar, os homens ficam entregues à perversidade de seus próprios corações, e não há autoridade terrena que possa mudar isto por baixar qualquer decreto contra a imoralidade.
Assim quando vemos o aumento da violência, da homossexualidade, isto é evidência da manifestação da ira de Deus. Do seu juízo em entregar a si mesmos os pecadores para que se destruam em seus próprios atos de maldade. Podemos por nosso esforço político anular    a ira de Deus?   
Em resumo, o moralismo confunde e perde a prioridade dos cristãos no mundo. Falseia a mensagem divina para o homem, moral ou imoral, que está sob maldição, e deve ser salvo e só pode ser salvo crendo no evangelho. E lembre-se disto: os judeus eram altamente morais, altamente religiosos, meticulosos sobre padrões íntegros e se uniram com os romanos imorais, idólatras que ostentavam os seus pecados. E juntos, eles crucificaram o Cristo. São as pessoas muito morais que estão tentando matar pessoas no mundo com homens bomba, com aviões sendo lançados sobre os nossos edifícios. Não superestime a moralidade. A propósito, a moral e o imoral se juntaram para matar Jesus. E Jesus, com sua morte proveu o único    meio de salvação tanto para judeus quanto para gentios. Por isso Paulo disse isto em Rom 1.16: "Pois eu não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego.”.
Concluindo, eu digo que é admirável defender a virtude. É admirável defender o comportamento moral e a conduta ética. É até mesmo admirável defender as economias de mercado livre. Eu penso que isso é bíblico. E quando tudo isto estiver conduzindo uma nação a vida será mais confortável. Mas isso não tem nada a ver com salvação. Nada a ver com transformação de alma. Então,    nada a ver com bênção divina.   
Em Fp 3.4 lemos: “Bem que eu poderia confiar também na carne.”. Você quer conhecer um homem moral? Aqui está um homem moral. "Eu fui circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei, fariseu, quanto ao zelo, perseguidor da igreja, quanto à justiça que há na lei, irrepreensível.”. (v 5,6).    Aqui está um cidadão ideal. Mas no verso 7 ele diz: "Mas o que para mim era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo.”.
Você sabe por que? Tudo isso o estava condenando. A moralidade dele lhe deu a ilusão que as coisas estavam certas com Deus. E assim no verso 8, ele diz: "Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus meu Senhor: por amor do qual, perdi todas as cousas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo.”. A palavra para “refugo” é “esterco”, isto é o que a moralidade dele era, comparada a Cristo.   
E assim nossa chamada é para pregar o evangelho de Jesus Cristo até aos confins da terra. E o poder transformador do evangelho fará novas criaturas. E para essas    novas criaturas, como já temos experimentado: "Todas as coisas ficam novas.".
Nossa missão é a de ser embaixadores de Cristo para pregar a palavra da reconciliação do pecador com Deus, e não a de moralismo. Isto é uma das consequências da missão, não a sua finalidade principal ou até mesmo secundária, porque antes da moralidade vem a santidade, que é muito mais do que moralidade, pois se refere à nossa transformação à semelhança de Cristo, pela purificação dos nossos pecados e nosso compromisso e obediência à Sua vontade.


Publicado no site: O Melhor da Web em 02/02/2013
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