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Texto mais recente: Epígrafe (Mário de Sá Carneiro) (+tradução italiana)



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Anoitecer (Carlos Drummond de Andrade) (+tradução italiana)
25/09/2013
Autor(a): MANUELA
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Anoitecer (Carlos Drummond de Andrade) (+tradução italiana)

É a hora em que o sino toca,
mas aqui não há sinos;
há somente buzinas,
sirenes roucas, apitos
aflitos, pungentes, trágicos,
uivando escuro segredo;
desta hora tenho medo

É a hora em que o pássaro volta,
mas de há muito não há pássaros;
só multidões compactas
escorrendo exaustas
como espesso óleo
que impregna o lajedo;
desta hora tenho medo.

É a hora do descanso,
mas o descanso vem tarde,
o corpo não pede sono,
depois de tanto rodar;
pede paz – morte – mergulho
no poço mais ermo e quedo;
desta hora tenho medo.

Hora de delicadeza,
gasalho, sombra, silêncio.
Haverá disso no mundo?
É antes a hora dos corvos,
bicando em mim, meu passado,
meu futuro, meu degredo;
desta hora, sim, tenho medo.
_______________________________

Tradução italiana de Manuela Colombo


Imbrunire

È l’ora in cui rintocca la campana,
ma campane qui non ce n’è;
ci sono solo clacson,
rauche sirene, fischi
afflitti, pungenti, tragici,
che urlano un’oscuro segreto;
è questa l’ora che mi dà tormento.

È l’ora in cui la rondine ritorna,
ma da tanto non ci son più rondini;
solo stormi compatti
che scorrono esausti
come olio denso
che impregna il lastricato;
è questa l’ora che mi dà tormento.

È l’ora del riposo,
ma il riposo tarda a venire,
il corpo non chiede sonno,
dopo tanto rivoltarsi;
chiede pace – morte – caduta
nell’abisso più profondo e quieto;
è questa l’ora che mi dà tormento.

Ora di delicatezza,
rifugio, ombra, silenzio.
Ve ne sarà al mondo?
È l’ora che precede i corvi,
che beccano dentro di me, il mio passato,
il mio futuro, il mio isolamento;
è questa l’ora, sì, che mi dà tormento.





Publicado no site: O Melhor da Web em 25/09/2013
Código do Texto: 110764
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