Espaço Literário

O Melhor da Web

 

Parceria de Sucesso entre o site Poesias www.omelhordaweb.com.br e o www.efuturo.com.br
Confira. Adicione seus textos nele. O eFUTURO já começou.

Indicamos:Efuturo.com.br - Efuturo é uma Rede Social de Conhecimento, Ensino, Aprendizado Colaborativo, Jogos Educativos e Espaço Literário.


Busca por Autores (ordem alfabética)
Busca Geral:
Nome/login (Autor)
Título
Texto
Manu - MANUELA
MANUELA
Cadastrado desde: 23/04/2012

Texto mais recente: A passagem (Lêdo Ivo) (+tradução italiana)



Necessita estar logado! Adicionar como fã (necessita estar logado)
 
Recado
Contato

Conheça a Página de MANUELA , agora só falta você!
http://www.poesias.omelhordaweb.com.br/pagina_autor.php?cdEscritor=6281

 
Textos & Poesias || Poema
Imprimir - Impressora!
Imprimir
Sobre os poetas que inventam (José Jorge Letria) (+tradução italiana)
23/10/2013
Autor(a): MANUELA
VOTE!
TEXTO ELEITO
2
Após 100 votos, o Texto Eleito será exibido em uma página que irá reunir somente os mais votados.
Só é permitido um voto por Internauta por dia.
Achou o texto ótimo, VOTE! Participe!
ELEJA OS MELHORES TEXTOS DA WEB!
Sobre os poetas que inventam (José Jorge Letria) (+tradução italiana)

Tenho na mesa uma estrela do mar
e na almofada uma rosa dos ventos.
Tudo me sabe a viagem, mesmo quando
permaneço imóvel, separando no cais
o centeio e o vinho, a pimenta e o ouro.

Não fui almirante de nenhuma armada
nem grumete de nenhum naufrágio;
fui a nau frágil da loucura das ondas,
o albatroz rendido ao chamamento do longe,
a sereia apodrecida nas redes da faina.

Nesse tempo em que eu era tudo e não era nada,
em que existia somente na perdição dos mapas,
vinham as viúvas chorar por mim
com lágrimas do tamanho de pérolas,
do tamanho de conchas no desespero das dunas.

Ai dos poetas que se alimentam apenas do vivido,
ai dos olhos vencidos pela evidência do real.
Eu sou dos que inventam, dos que sempre inventaram,
dos que não podem ser levados a sério,
mesmo quando vestem a roupagem da tristeza absoluta.

Um poeta não pode resumir-se ao que é tangível,
sob pena de ser pequeno de mais para caber num verso.
____________________________________

Tradução italiana de Manuela Colombo


Dei poeti che inventano

Tengo sul tavolo una stella marina
e sul cuscino una rosa dei venti.
Tutto mi sa di viaggio, anche quando
non mi muovo, e resto sul molo a separare
la segale e il vino, l’oro e il peperoncino.

Non fui ammiraglio di nessuna armata
né mozzo in nessun naufragio;
fui il fragile scafo in balia delle onde,
l’albatro attratto dal lontano richiamo,
la sirena imputridita nelle reti da pesca.

In quel tempo in cui io ero tutto e niente,
in cui vivevo soltanto nella dannazione delle carte,
venivano le vedove a piangere per me
con lacrime grandi come perle,
grandi come conchiglie nell’angoscia delle dune.

Guai ai poeti che si nutrono solo del vissuto,
guai agli occhi arresi all’evidenza del reale.
Io sono di quelli che inventano, di quelli che han sempre inventato,
di quelli che non possono esser presi sul serio,
anche quando indossano le vesti della tristezza assoluta.

Un poeta non può ridursi a ciò che è tangibile,
col rischio d’essere troppo piccolo per entrare in un verso.


Publicado no site: O Melhor da Web em 23/10/2013
Código do Texto: 111856
AQUI VOCÊ INTERAGE DIRETAMENTE COM O(a) AUTOR(a) DA OBRA! DEIXE UM COMENTÁRIO REFERENTE AO TEXTO! É FÁCIL, É LEGAL, VALE A PENA!
Caderno Comente esse Texto - Seja o primeiro a comentar!
Obras do(a) Autor(a):