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A Tua Morte em Mim (Adolfo Casais Monteiro) (+tradução italiana)
27/02/2014
Autor(a): MANUELA
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A Tua Morte em Mim (Adolfo Casais Monteiro) (+tradução italiana)

       À memória de Raquel Moacir

A tua morte é sempre nova em mim.
Não amadurece. Não tem fim.
Se ergo os olhos dum livro, de repente
tu morreste.
Acordo, e tu morreste.
Sempre, cada dia, cada instante,
a tua morte é nova em mim,
sempre impossível.

E assim, até à noite final
irás morrendo a cada instante
da vida que ficou fingindo vida.
Redescubro a tua morte como outros
descobrem o amor,
porque em cada lugar, cada momento,
tu estás viva.

Viverei até à hora derradeira a tua morte.
Aos goles, lentos goles. Como se fosse
cada vez um veneno novo.
Não é tanto a saudade que dói, mas o remorso.
O remorso de todo o perdido em nossa vida,
coisas de antes e depois, coisas de nunca,
palavras mudas para sempre, um gesto
que sem remédio jamais teve destino,
o olhar que procura e nunca tem resposta.

O único presente verdadeiro é teres partido.
_______________________________

Tradução italiana de Manuela Colombo


La tua morte in me
In memoria di Raquel Moacir

La tua morte è sempre nuova in me.
Non matura. Non ha fine.
Se alzo gli occhi da un libro, d’un tratto
tu sei morta.
Mi sveglio, e tu sei morta.
Sempre, ogni giorno, in ogni istante,
la tua morte è nuova in me,
sempre impossibile.

E così, fino alla notte finale
tu continuerai a morire in ogni istante
della vita che è rimasta fingendosi vita.

Riscopro la tua morte come altri
scoprono l’amore,
perché in ogni luogo, in ogni momento,
tu sei viva.

Vivrò fino all’ora estrema la tua morte.
A sorsi, lenti sorsi. Come se fosse
ogni volta un veleno nuovo.
Non è tanto il rimpianto che duole, ma il rimorso.
Il rimorso di tutto ciò che andò perso nella nostra vita,
cose di prima e di poi, cose di mai,
parole mute per sempre, un gesto
che irrimediabilmente non fu mai concluso,
lo sguardo che implora senza ottener risposta.

L’unico vero presente é la tua dipartita.



Publicado no site: O Melhor da Web em 27/02/2014
Código do Texto: 116228
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