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soleno - Soleno Rodrigues de Oliveira
Soleno Rodrigues de Oliveira
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Texto mais recente: Sombra e Luz



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Contando Estrelas -Peça Teatral
14/04/2014
Autor(a): Soleno Rodrigues de Oliveira
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Contando Estrelas -Peça Teatral


Contando Estrelas
Peça em um ato
Autor : Soleno Rodrigues


Sinopse
   Roberto Strauss é um ator recém chegado de Paris, onde fez um curso de teatro: representar. No Brasil, antes do curso, trabalhava em um boate, onde divertia os frequentadores fazendo imitações de personalidades da música popular brasileira e também da televisão. Em Paris fez quase tudo, lavou pratos, serviu mesa, e chegou a cantar rock´roll em francês; e até namorou pessoas solitárias em busca de alguns trocados. De volta ao Brasil, surge a primeira oportunidade: encenar uma peça dramática ao lado de uma atriz já consagrada. A vontade de decorar o texto é tanta que Roberto se divide entre o cômico e o dramático; o sério e o pitoresco.
















                                                         O cenário
   Um pequeno apartamento ,com uma porta central, uma mesa ,uma geladeira ,um sofá, um violão e uma garrafa de café sobre a mesa ,uma cômoda e outros pequenos objetos.
                                                     

                                                      Abre-se as cortinas
   Roberta Strauss entra rápido, fingindo estar cansado, pára com o texto à mão; diz para a plateia que precisa decorar aquele texto ,    que é a grande chance da sua vida e pergunta para    a plateia :
-será que vou conseguir ?
   Não deixa que a plateia responda, começa a ler o texto, rapidamente, com a voz vibrante, diz:.

“- O dia está amanhecendo, alguns raios de luz já penetram indiscretamente naquele pequeno lugar. O barulho que vem da rua funciona com um despertador, (repete em voz baixa). “- O dia está amanhecendo, alguns raios de luz já penetram indiscretamente    naquele pequeno lugar. O barulho que vem da rua funciona com um despertador,

   Roberto pára de ler o texto e pergunta a um expectador se é fácil decorar aquele texto;    qualquer que seja a resposta , ele emenda, diz :
- como você pode dar essa opinião se você não conhece o texto? (fingindo irritação) você consegue adivinhar alguma coisa? (irônico).Olha que não!( riso leve)

   Roberto volta-se para o texto    e demonstra    desânimo, diz:

- Será que vou conseguir,    meu Deus! ( olhando para o alto)    Decorar o texto (suspirando fundo)
  
   Começa a andar de um lado para o outro do palco com o texto a mão. Abre a gaveta da cômoda e retira umas notas de pagamento (contas para pagar) fica lamentando a sua situação.

-Débitos, débitos,    débitos , ( em voz alta) Quer que    eu vou fazer, meu Deus? Eu ganho tão pouco (jeito humilde) Eu ganho tão pouco!

      Repentinamente fica eufórico, balança os braços, vibrando como um jogador de futebol faz ao comemorar um gol ,e volta a ler o texto, diz:
“ e anuncia que já é hora de sair do sonho e entrar na realidade, na dura realidade,

A realidade    ?    Tenho medo da realidade (assustado).
   Roberto pára e com ar de preocupação apanha o jornal que estar em cima da cômoda e joga o texto em cima do sofá. Folheia o jornal rapidamente, e fica lendo uma notícia, pergunta para a plateia se é    uma    a notícia boa. Porém ,não deixa a plateia responder, e diz:

-Não!, não!    Não! ,    não!
(irritado) As coisas que acontecem ao meu redor me deixam louco.    (gritando) .Que mundo louco! Então o que fazer agora? ( apreensivo) A vida ! existe    alguma    explicação    para a existência    da vida? Principalmente a existência da vida humana? Por que não o nada    ao invés da vida? Da vida humana?( erguendo os dois braços para o alto). Por que tudo isso? (falando alto, em desespero) Por que tudo isso?

      Joga o jornal em cima do sofá, respiração ofegante, porém e aos poucos vai acalmando-se, no entanto continua preocupado. Gesticula (coloca a mão esquerda no rosto, apertando as duas faces) e vai caminhando pelo palco ( apartamento) Pega o jornal que estar no sofá, e volta-se para a plateia (tentando    acalmar-se),e volta a ler    o texto, diz:

“de mais um dia ou de menos um dia; como diz o síndico do edifício    onde Tadeu e Rosana moram”

         Pára de ler o texto e já demostrando sinais de tristeza , diz:

-.Eu não vou conseguir! É difícil. E a minha memória? Eu sou jovem ( repentinamente deslumbrado)É    isso mesmo. Eu sou jovem ,Eu vou consegui ( fingindo-se orgulhoso)


      Puxa um diálogo com a plateia, escolhe um expectador de uma idade mais avançada que a sua e pergunta se ele tem boa memória, sem dar    importância a resposta do expectador ,continua    falando, diz: “ Lembra a última vez que fez amor?    Acho que não faz tanto tempo assim, né? (    jeito brincalhão) É, não faz tanto tempo assim! ( rindo e dando as costas para a plateia)
                  Roberto vagarosamente volta-se para a plateia, e pede desculpa ao expectador. Volta-se para o texto. Vai ficando sério ,e solta a voz grave, diz:

-“O síndico, um velho neurótico de guerra, que vez por outra ousa filosofar e até profetizava o fim do mundo.”
                 
                  Roberto fica empolgado, ao mesmo    tempo    demostrando    uma sensação de medo, diz:

              
-O fim do mundo? (gritando) Tenho medo do fim do mundo !    tenho medo do fim do mundo, o mundo não acabar assim, o mundo é bonito, o planeta terra, o céu, e as estrelas, lindas, as estrelas... ( contemplativo)Atualmente se fala em guerra , em rumores de guerra, muita violência, guerra ;terceira guerra mundial, guerra nuclear, será o fim do mundo? ( assustado) Crise ambiental, problema de alimentação, zona de conflitos, problemas, problemas, e o    dia-dia das pessoas? Confusão em todo canto do mundo!    É o fim do mundo?(como se estivesse falando consigo mesmo) É o fim do mundo! E eu aqui!    (ajoelhando-se) Eu estou aqui ( levantando-se)
        
               Roberto caminha pelo palco, lentamente, volta-se para a plateia e olhando para uma mulher    , diz:
Eu não quero o fim do mundo. Quero ficar muito tempo aqui, no meio das mulheres (sorriso leve e galanteador)
Volta a ficar sério, e começa a imitar Chico Buarque, cantando “olho no olhos”
“ olhos no olhos , quero vê o que você faz”...

Interrompe a imitação e diz para a plateia :
você    não querem que eu decore o texto.    (jeito dengoso)

      E rapidamente , sem dar tempo a plateia dizer algo, volta a ler o texto, diz:
“ Mas ninguém o levava a sério, talvez nem tanto pela idade avançada, mais pelas situações difíceis e perigosas vivenciadas ao longo de sua existência”.

         Pára de ler o texto e se Joga no sofá ( sentando-se no sofá , desanimado). Diz:

não vou conseguir!    (respirando fundo e olhando para o teto)
      Levanta-se do sofá, com o texto a mão (um pouco eufórico) ,lendo o texto diz:

“Tadeu sai do quatro    espreguiçando-se todo e olha a rua que invariavelmente vive seus movimentos. As pessoas caminham com os passos apressados, os rostos sérios e preocupados numa demonstração muito nítida da vida atual.”

      E vai aumentando a euforia, lendo o texto, em voz alta, diz:

“Os automóveis soam suas buzinas; o som irritante contrasta com o pássaro do seu Fidélis, o síndico. O pássaro , mesmo preso em uma gaiola , entoa suaves melodias que parece um protesto `a indiferença das pessoas.
É verdade! (surpreso ) ninguém    liga pra ninguém, lembram ?Eu já disse isso. Será isso    fim do mundo? ( jeito pensativo)
                                      
      Volta a ler o texto, diz:

“Nesse momento Rosana aparece na sala;    Tadeu se vira para ela com os olhos um pouco ressacados e o ar de quem está lamentando alguma coisa perdida, vai logo dizendo:
   Aumentando o desânimo, imitando o personagem Tadeu, diz:
--- é amanheceu, o sol já veio outra vez.

                        Roberto se confunde com o personagem Tadeu, Ambos estão sem ânimo, e diz:
   O sol veio outra vez!
                  E volta a preocupa-se com a sua com a sua memória, diz:

Eu já decorei tanta coisa na vida: telefone das mulheres ,    no primeiro encontro; letras de samba de todas as escolas em um só carnaval; número de chapa de candidato a vereador;( com um riso leve) ,números de telefones de    mulheres no primeiro encontro, e por que não esse teste( Apertando o texto com as duas mãos)
        
                        Roberto fica em silêncio por um minuto, e , esforça-se para criar    ânimo e volta a ler o texto, diz:
                 
“Rosana finge não entender suas palavras,    e pergunta:
            Roberto fica sem graça, ele vai imitar a voz de uma mulher; e olha para a plateia, faz sinal com o dedo indicador da mão direita no ar ,( advertindo-a), e começa a ler o texto, diz:

--- a escuridão te faz bem, preferes a sombras?
   Encarando a plateia, sério .Esforçando-se para não ri, diz:
não vão confundir!(solta uma gargalhada)
               Com jeito irônico, passeia pelo palco ( apartamento) imita Caubi Peixoto, canta:
“ cantei, cantei..( música , bastidores)
            E fica sério novamente, recomeça a ler o texto, diz:

-Tadeu sabe muito bem da cumplicidade de sua companheira em relação ao que ele pensa , mas mesmo assim, responde:

   Imitando Tadeu, o personagem da peça, diz:

“-- não, não é que a escuridão me faça bem , ou eu tenha preferência pela sombra, mas a noite parece esconder a realidade”.
  
            Roberto novamente entra em crise e se senta no sofá ,colocando cuidadosamente o texto no sofá; e fica na posição do pensador de Rodim,    depois se levanta, vai até a mesa pega a garrafa de café e um copo ; dar um gole no café e fazendo uma cara de enjoo, diz:
“tá frio! (cuspindo o café) Tá igual a    minha realidade , a nossa realidade ( jeito de quem estar muito triste)
  
      Senta-se no chão, ensaia um choro, depois se levanta e pega o texto e demostrando    uma pequena euforia , diz:

-“ eu vou conseguir! Eu vou conseguir! Eu vou conseguir! Eu vou sobreviver! Eu vou sobreviver! ( fazendo gestos, lembrando o filme, Priscila, a rainha do deserto)
  
            Roberto se senta    no sofá , pega o violão, toca e canta, imitando Roberto Carlos:

“se você pensa que vai fazer der mim, o que faz com todo mundo que te ama..”

         Levanta-se do sofá, guarda o violão e diz:
-Vocês não querem que eu decore o texto!
                  Roberto retoma o texto. Ao olhar o texto, faz um leve sorriso no rosto, e vai explicando para a plateia que vai novamente imitar o personagem feminino,    Rosana, diz:
- não confundam,
            Depois ri, e ler o texto, Com a voz de locutor imitando Cid Moreira ,diz:

-“Rosana pergunta”:
      Roberto pára ,olhando para o texto, faz um gesto de quem estar encabulado; porém vai organizando-se aos poucos, e a fala de Rosana, e com jeito delicado diz:

“-- a realidade te assusta muito, né?”

      Roberto fica frágil, anda pelo palco como se estivesse procurando algo que havia perdido há pouco tempo atrás. Pára no centro do palco e olhando para a plateia com um todo, lendo o texto, imitando o personagem Tadeu, diz:

“--- a realidade assusta a todos se pudéssemos ficar aqui contando estrelas e fazendo amor até ficarmos cansados, depois era pedir para o sol nascer, e começaria novamente a batalha, ( um pouco de euforia)
   Roberto interrompe a leitura do texto, da imitação do personagem Tadeu, e diz:
É, a vida é uma batalha!
   Roberto vai ficando nervoso, e olhando para a plateia, diz:
A vida é uma batalha ou é uma guerra ?(    dúvida).Ou não é nada disso(irritado). É um mistério ( imitando um pregador religioso)
               E volta-se para o texto, lendo-o, diz, eufórico:

- e a gente ia viver um romance louco , embriagados de sensualidade e sonhos, esquecidos do mundo e de seus problemas. Mas isso é impossível! o tempo é forte, insensível!”
         Repentinamente fica frágil, porém continua a ler o texto, imitando o personagem Rosana, diz:
-- é ,o tempo mexe muito com a felicidade das pessoas—(    com jeito melancólico.)
      Roberto olhando para a plateia    demostrando estar confuso, diz:
Quem sou eu? .Quem sou eu? (perguntando para a plateia).
  
               Roberto dar as costas para plateia e continuando com a crise de identidade: Volta-se para a plateia, diz:
Quem sou eu? Um homem de boa memória ou um homem memorável? ( com as duas mãos nos rosto, um choro breve)

         Fica andando pelo palco, ainda confuso vai desafiando    a plateia,diz:
Vocês acham que eu estou cansado, né? Cansado ,nada, estou pronto para um maratona! ( riso forçado) e vai lendo o texto, imitando o personagem Tadeu, diz:

- essa manhã não    vamos sair; não quero nem olhar pela janela, de lá de fora nada me interessa, só quero sentir o vento, se alguém me chamasse pedindo socorro eu nem sei o que faria –

      Roberto , novamente é dominado pela tristeza e olhando para o texto e, como se fosse    tomado por uma fraqueza na alma, cria uma    confusão, não sabe se a melancolia é pela dificuldade em decorar o texto ou pelo drama vivido pelos personagens da peça que ele vai representar. Dúvida. Roberto vai novamente imitar a voz do personagem feminino: Rosana, e ele não quer olhar para a plateia, fingindo timidez mas acaba olhando-a    e faz um riso leve ,acanhado e diz que vai novamente imitar o personagem feminino,    lendo o texto, diz:

--- mas tem tanta gente lá fora pedindo socorro!
      Esforça-se para vencer a melancolia, rindo forçosamente, diz:
Eu sou macho!    Entenderam bem?
E    novamente lendo o texto, diz:
--- é, não podemos fugir disso.

      Fica mais confuso, tenta explicar para a plateia que “fugir disso” é a fala do personagem da peça e não fugir da sua condição    de macho, e repete, diz:
Eu sou macho! Eu sou macho! Eu sou macho!(riso irônico)

   Roberto olha para a plateia; dar as costas para a plateia e com o texto a mão continua, lendo-o, diz:

“--- fico pensando, pensando nas pessoas que vivem sozinhas, deve ser muito triste não ter com quem dividir os medos, os desejos, os sonhos “

   Roberto novamente é denominado pela tristeza. Joga o texto em cima da mesa e com jeito de estar em desespero sai do palco ( apartamento). Volta para o palco , pega o texto e retoma a leitura, diz:

--- acho que não ninguém vive completamente só, no mínimo tem as estrelas por companhia –( repete essa fala com entusiasmo)
--- acho que não ninguém vive completamente só, no mínimo tem as estrelas por companhia ( demostra estar feliz)

   Roberto se empolga com a leitura e joga o texto para o alto e dança, e brinca com a plateia, dizendo que os expectadores não acreditavam que ele decorasse o texto a tempo, como preparação da encenação da peça, e apanha o texto no chão e começa a lê-lo, imitando o personagem Tadeu, diz:
-- as preocupações roubam os bons momentos, a felicidade; não vamos pensar no futuro, não existe nada a nossa frente ,tudo pode ser enfrentado ,desde os problemas mais elementares até a sobrevivência    do planeta.
(repete com euforia) -- as preocupações roubam os bons momentos, a felicidade; não vamos pensar no futuro, não existe nada a nossa frente ,tudo pode ser enfrentado ,desde os problemas mais elementares até a sobrevivência    do planeta

      Roberto continua demonstrando felicidade, e grita, diz
Eu vou decorar este texto!!!
         E também estar feliz pela sobrevivência do planeta;    eufórico, diz:
O planeta terra vai sobreviver, ~(dessa vez com a voz baixa).
            Volta-se para o texto E vai lendo- o    calmamente, diz:
As horas passando, chegou a tarde; o pássaro do seu Fidélis tinha diminuído o canto, talvez preguiça ou cansaço, tão comum em fim de tarde .
         Roberto está entusiasmado e grita, diz:
É fácil, é fácil.......
                  Repete a fala do início do texto, diz: “

- O dia está amanhecendo, alguns raios de luz já penetram indiscretamente naquele pequeno lugar. O barulho que vem da rua funciona com um despertador,
     
         Ainda eufórico recomeça a ler o texto, diz:

Tadeu , também , já apresentava, não um cansaço, mas uma impaciência,
         Roberto começa a correr pelo palco com o texto a mão, diz que estar bem com a vida por certeza que vai decorar aquele texto, e não se preocupa mais com suas crises existenciais, E desafia um telespectador , diz:
Você conseguiria fazer isso? Qual é mais difícil pra você, correr assim (exibindo-se como um velocista de maratona) ou decorar este texto? (exibindo o texto como um troféu) , diga qual é mais difícil!
        
      Sem dar importância para a resposta do expectador ,    vai passando as páginas do texto e dando gargalhadas ,rindo bastante, e senta-se no sofá. Demora pouco tempo sentado. Levanta- se do sofá, joga o texto sobre a mesa e vai até a geladeira, pega uma garrafa com água e uma taça. Enche a taça com água e olha para a plateia dizendo que é champanhe. Roberto faz uma pose elegante ,e diz que vai comemorar com champanhe aquele grande feito :decorar o texto ou livrar-se da crise existencial que há pouco lhe dominava a alma ?Roberto levanta a taça e    oferece para a plateia, e    ri dizendo que só depois do espetáculo. Roberto ,novamente confuso, no entanto rindo, pergunta para    a plateia, diz:
-Qual espetáculo?
      Roberto dá as costas para a plateia e deixa a garrafa e a taça em cima da mesa e    pega o texto. Roberto diz para a plateia que estar tudo bem com o texto e com jeito de quem acaba de ganhar um premio sorteado, lendo o texto diz:

--- Não perdemos o dia , que venha a noite e traga muito desejo.
         Repete, gritando:
--- Não perdemos o dia , que venha a noite e traga muitos desejos.
         Roberto ,larga o texto no chão e fazendo gesto ,imita o humorista Chico Anísio, o personagem Pantaleão, diz:
Foi fácil, ( falando alto) é mentira Terta?
      Roberto imitando Terta ,    responde:
- Verdade!
      Roberto passa um minuto olhando para a plateia, movimentando lentamente a cabeça para os lados, depois    se abaixa e apanha    o texto, que estar no chão e folheia-o, e encontra a página inicial , lendo-o, diz:
“- O dia está amanhecendo, alguns raios de luz já    penetram indiscretamente naquele pequeno lugar. O barulho que vem da rua funciona com um despertador,
                 
   Roberto vibra de alegria e dança com o texto a mão, como se estivesse acompanhada de uma dama encantadora no mais sofisticado do salão. Pára de dançar repentinamente e volta-se para o texto. É a fala de Rosana, e novamente ele adverte a plateia ,    dizendo que vai imitar o personagem da peça –Rosana- e, diz:

- Lembrem-se é apenas um personagem ! ( sorriso enigmático)
        
            E lendo o texto, diz:

-- de mudar o mundo?
           
         Roberto encara a plateia, com o texto a mão ,diz que chegou ao final da leitura e conseguiu decorá-lo. Entusiasmado e    abraçando    o texto como se fosse amizade humana, diz:

-- as preocupações roubam os bons momentos, a felicidade; não vamos pensar no futuro, não existe nada a nossa frente ,tudo pode ser enfrentado ,desde os problemas mais elementares até a sobrevivência    do planeta.

         Roberto joga o texto para o alto e o pega de volta, e comemorando como um jogador de futebol    após uma grande conquista, ergue o texto, diz

      -- de mudar o mundo, sim!
            E aumentando a voz, diz:
--- De que vive o vento se não alimenta a imaginação!

                                                         (Fim)


PEÇA TEATRAL -ESCRITA EM 1994-CATÁLAGO DA DRAMATURGIA BRASILEIRA

Publicado no site: O Melhor da Web em 14/04/2014
Código do Texto: 117497
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