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A arte de ser feliz (Cecília Meireles) (+tradução italiana)
23/04/2014
Autor(a): MANUELA
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A arte de ser feliz (Cecília Meireles) (+tradução italiana)

A arte de ser feliz

Houve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim
não morresse
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que
caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor
Outras vezes encontro nuvens espessas
Avisto crianças que vão para a escola
Pardais que pulam pelo muro
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega
Ás vezes, um galo canta
Às vezes, um avião passa
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino
E eu me sinto completamente feliz
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim
______________________________________

Tradução italiana de Manuela Colombo


L’arte d’esser felici

Ci fu un tempo in cui la mia finestra si apriva
su di una città che pareva fatta di gesso
Vicino alla finestra c’era un giardinetto quasi secco
Era un periodo di siccità, di terra farinosa,
e il giardino pareva morto
Ma tutte le mattine veniva un povero con un secchio,
e, in silenzio, schizzava con la mano delle gocce d’acqua sulle piante
Non era una pioggia: era una specie di aspersione rituale, perché il giardino
non morisse
E io guardavo le piante, l’uomo, le gocce d’acqua che
cadevano dalle sue dita magre e il mio cuore era completamente felice
A volte apro la finestra e trovo il gelsomino in fiore
Altre volte trovo nuvole dense
Scorgo bambini che vanno a scuola
Passeri che saltellano sul muro
Gatti che aprono e chiudono gli occhi, sognando passeri
Farfalle bianche, due a due, come riflesse nello specchio dell’aria
Vespe che mi sembrano sempre personaggi di Lope de Vega
A volte, un gallo canta
A volte, un aereo passa
Tutto è evidente, al suo posto, compiendo il proprio destino
E io mi sento completamente felice
Ma, quando parlo di queste piccole felicità evidenti
che sono davanti ad ogni finestra, qualcuno dice che queste cose non esistono,
altri che esistono solo davanti alla mia finestra, e altri,
infine, che bisogna imparare a guardare, per poterle vedere così.


Publicado no site: O Melhor da Web em 23/04/2014
Código do Texto: 117766
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