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Uma cadela enquanto espera (José Jorge Letria) (+tradução italiana)
27/04/2014
Autor(a): MANUELA
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Uma cadela enquanto espera (José Jorge Letria) (+tradução italiana)


A minha cadela nada sabe de metafísica,
nem dos mistérios que a palavra encerra
enquanto corre atrás dos pássaros e das sombras
nos arbustos projectados sobre a terra batida.
A minha cadela escolhe os recantos
mais frescos do soalho para dormir
e sabe que os dias se repetem iguais e previsíveis,
sensível às ausências e à rudeza das vozes.
Com ela, a casa parece maior
porque há um fio de afecto a ligar os quartos,
a unir os gestos, a adoçar os chamamentos.

A minha cadela nada sabe de livros
nem dos mistérios que os povoam,
ignorando até os títulos daqueles que roeu
enquanto mudava a dentição.
A minha cadela foi precedida por mortes
de outras cadelas que a doença não poupou
e que eu chorei, como quem chora sangue do seu sangue.

Sei que espera por mim à porta, todos os dias,
focinho rente ao chão, porque sabe
que eu não falto, mesmo que me atrase.
Amanhã, vou ler-lhe o que escrevi a seu respeito
e sei que chorará de comoção, embora
nada saiba de poesia e muito menos de metafísica.
Há dias em que o cão, nesta caso a cadela,
é o melhor amigo da poesia, porque sabe que ela
tem o tamanho do seu coração quando me espera.
____________________________________

Tradução italiana de Manuela Colombo


Una cagnolina quando aspetta

La mia cagnolina non sa nulla di metafisica,
né dei misteri racchiusi nella parola
mentre corre dietro agli uccellini e alle ombre
degli arbusti proiettate sulla terra battuta.
La mia cagnolina sceglie gli angoli
più freschi del parquet per dormire
e sa che i giorni si ripetono uguali e prevedibili,
sensibile alle assenze e alla durezza delle voci.
Con lei, la casa sembra più grande
perché c’è un filo d’affetto che collega le stanze,
che unisce i gesti, che addolcisce i richiami.

La mia cagnolina non sa nulla di libri
né dei misteri che li abitano,
ignora persino i titoli di quelli che ha rosicchiato
quando cambiava i dentini.
La mia cagnolina è stata preceduta dalle morti
di altre cagnoline che la malattia non risparmiò
e che io piansi, come chi piange sangue del suo sangue.

So che mi aspetta alla porta, tutti i giorni,
col musetto posato a terra, perché sa
che io non manco, anche se faccio tardi.
Domani le leggerò quel che ho scritto su di lei
e so che piangerà di commozione, malgrado
non sappia niente di poesia e ancor meno di metafisica.
Ci son giorni in cui il cane, in questo caso la cagnolina,
è il miglior amico della poesia, perché sa che essa
ha un cuore grande come il suo quando mi aspetta.



Publicado no site: O Melhor da Web em 27/04/2014
Código do Texto: 117854
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