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ventura - JOÃO NUNES VENTURA
JOÃO NUNES VENTURA
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Textos & Poesias || Tristeza
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UM POBRE CEGO
09/09/2014
Autor(a): JOÃO NUNES VENTURA
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UM POBRE CEGO

      UM POBRE CEGO
         Francisco Assis

Já vi um cego cansado
Na vida se lamentando
Com uma idosa chorando
Desconsolada a seu lado
Nele um paletó rasgado
O qual estava sem gola
Numa mão uma sacola
Na outra o bastão do guia
Durante a noite e o dia
Vive comendo de esmola

Do dia suporta o vento
Da noite suporta o frio
Um nega e diz és vadio
Na rua e no calçamento
O pão é seu alimento
Que arranja pela cidade
Pede por necessidade
Pra adquirir seu conforto
Cansativo e quase morto
À custa da caridade

Se pede a um ou a dois
Pois lhe negam dois ou três
Um diz venha doutra vez
Outro diz venha depois
Responde o cego vós sois
Abençoado e feliz
Mas, o meus destino quis
Que eu pedisse pela rua
Que é cego continua
Sendo um pedinte infeliz

Pede a quem vai e quem vem
Num gesto de humilhação
Cego pela escuridão
Esperando por quem tem
Pede mas não vê ninguém
Só ouve a pisada dura
Pede a qualquer criatura
Que seja mais piedosa
De sua vida horrorosa
Que é um cálice de amargura

Pois dás a ele um chapéu
Para cobrir a cabeça
Pois dele se compadeça
Que Deus te paga do Céu
Pois é melhor ser um réu
Chorando no pé da grade
Do que viver na cidade
Pedindo e sendo humilhado
Sujo, descalço e rasgado
Na sombra da humanidade

Sujo de dormir no chão
Pela cidade deserta
Sem ver um porta aberta
Que ofereça-lhe um pão
Pedindo estirando a mão
Aos conhecidos seus
Dizendo olhem pros meus
Calçados que tenho nos pés
Pedindo a todos fiéis
Esmola por amor de Deus

Cada óbolo é o que conforta
O seu viver moribundo
Angaria pelo mundo
Esmola de porta em porta
Pois quem tem a vista morta
Quer mas não pode ver
Mendiga para comer
Quem lhe dá a Deus empresta
Quem tem uma vida desta
É muito melhor morrer.



Publicado no site: O Melhor da Web em 09/09/2014
Código do Texto: 121717
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