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RAFAEL FREITAS REIS
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A FOQUEIRA
13/06/2015
Autor(a): RAFAEL FREITAS REIS
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A FOQUEIRA

A FOGUEIRA.
     
Raphael Reys
  
Homens e mulheres, quando colocados em destaque, desprovidos dos valores que lhes foram agraciados, o foram por uma troca.   
Compraram com o vil metal ou negociaram o destaque recebido, às duras penas. Pagam, agora para sempre, para ostentar uma falácia sofística.
Atrelam o seus egos à carruagem dos seres aparentemente felizes.    Um expresso bufo.
O trenzinho dos sorrisos amarelos...
Fazem uma jornada quixotesca, de periódico em periódico, dando um tom poli crômico às suas almas plásticas. Atraídas pelo spot e pelos flashes.
Uma mariposa a aventurar-se em volta da luz artificial.
Apresentam-se como paraninfo, padrinho e madrinha, ora patrono ou sócio do clube do Garden Party. Novos emergentes, colegas dos ricos e dos savoir faires.
Modelos Albatroz de Baudelaire, condecorados com lata e que mostram a gengiva por inteiro e expressa nos seus rostos, o tom amarelo plenitude.
Caminham com as pernas abertas e levemente arqueadas. Premidos pelo peso ingente do ego inflado, grávidos da coisa vã e de si mesmo vivenciando o dito do velho Rubem:
Emprenhas d´ar, parirás vento.
Cabeça inclinada para trás, tornando visível a sua felicidade cômica. Pavão barrufado a serem depenados e cozidos no fogo brando das ilusões efêmeras.
Vaidade, tudo é vaidade!
Sapecados de Rouge e de pó, refletidos no espelho oco de Narciso. Carregam o brilho dos sofistas e trafegam na contramão da direção do verdadeiro.
Na falta do humano no ser.
Na parcial inconsciência dos carnavais de outrora, regados a lança-perfume de metal, confetes e serpentinas.
A loucura da arrogância depois de instalada no ego, jamais será cortada.    É negativo e inútil o exercício de gratificação. A doutrina cristã sugere:
Eu não me gabarei de mim mesmo a não ser das coisas que mostram as minhas fraquezas.
Esses seres artificiais dormirão entorpecidos pelos soporíferos e acordarão tomando estimulantes. Viajaram inebriados no cotidiano, ou pela estupefação das brumas da noite.   
Bem vestidos, oram expostos a público, nas vitrines nos grandes salões e das grandes catedrais.
Participarão de eventos filantrópicos e assinarão em cadernos de ouro.
Serão depenados por malas sem alça que pululam no high society e vivem do sangue oferecido pelos novos patos.
Os seus medos, taras e temores serão disfarçados pelo uso dos ansiolíticos e pela máscara de palhaço bufo da boca escancarada.
Logo, logo, serão figurinhas repetidas, carimbadas.
Motivos de chacotas em mesas de bar, saunas, chás de damas da caridade, portas de cafés, festinhas pão com cocada.
E na boca dos malditos irrealizados.





Publicado no site: O Melhor da Web em 13/06/2015
Código do Texto: 126605
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