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Texto mais recente: Solidários (Ruy Proença) (+tradução italiana)



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Um Quarto de Hotel (Carlos Rodolfo Stopa) (+tradução italiana)
10/11/2016
Autor(a): MANUELA
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Um Quarto de Hotel (Carlos Rodolfo Stopa) (+tradução italiana)

[... a você, que não sonha os meus sonhos]

É para onde me leva essa misantropia
que me ataca com mais intensidade
a cada dia que passa. Confesso já:
é falsa essa necessidade de fugir dos outros
— eu sei, até me canso de tanto saber!

No meu pequeno quarto há uma janela tão alta
que eu posso tocar os últimos ramos de uma árvore frondosa.

Ao lado da cama há um criado — mudo, é óbvio! —,
com tampo de mármore travertino escuro,
floreios esculpidos na escura madeira de lei,
e duas gavetas de madeira avermelhada.
Sobre o criado, num prato de louça desbeiçado,
há uma moringa de barro, um copo de alumínio,
e ao lado do prato, um frasco de dipirona.

Ao pé da cama, um porta-chapéus com cabides torneados,
enseja-me o uso do chapéu de abas retas,
aquele, que eu nunca quis ter;
ali, naquele porta-chapéus de madeira escura,
eu penduro a minha capa de gabardine bege.

No lugar onde estaria a outra cama,
[era só o que me faltava — outra cama em meu refúgio!],
há uma mesa comprida para os meus livros, os papéis,
e o computador, esse remanescente
do mundo que me devorou!

A ausência do telefone é a minha garantia contra
a tentação de eu falar ou o perigo
de "ser falado" por alguém!
Deste quarto, ainda que praguejando,
eu saio apenas para atender as cotidianidades.
Vez por outra, quando me ataca aquela inevitável
porém, inefável, necessidade de estar perto de alguém,
protegido por um caderno e uma caneta,
eu desço as escadas e atravesso a rua.
Levo no rosto a compunção de uma dor sem nome,
e certo de que o mundo não merece essa minha dor,
sento-me, calmamente, à mesa de um bar
para me expor à habitual indiferença dos fregueses.

A presença deles, varada pelo meu olhar,
apenas me remete às vicissitudes humanas.
Eu tenho sede suficiente para uma cerveja [ou até três],
como sempre, espicho os olhos para a mesa ao lado,
e sinto vontade de comer a comida que estão comendo,
em vez daquela que acabo de pedir.

A cerveja arregla um pouco da minha agitação...
Há tempo... tempo para o meu olhar desejante
demorar-se no contorno dos lábios carnudos
da bela mulher sentada no outro canto do bar.
Admiro a beleza da sua mão que segura o copo,
e até imagino o toque daqueles dedos delicados
enovelando-se nas ondas dos meus cabelos.

Neste instante [ah, esses dedos em meus cabelos...],
a leve brisa que agita as toalhas das mesas,
sopra-me no rosto uma álgida vontade de ficar ali,
sem nada fazer, sem nada dizer, apenas
placidamente a escrever os meus delírios...
E a sonhar... sonhar com ela... minha, enfim!

Um aroma de uma fragrância esquisita [só pode ser dela!],
suavíssima mescla de almíscar e antiga madeira,
evoca em minha mente a intimidade de uma alcova,
e me desperta um desejo tão louco [mal me contenho]
de ter em meus braços aquela mulher
[agora, ela tem os lábios molhados da cerveja],
e de fazer amor aos gritos que só eu e ela escutaríamos.
Ah! Se ela sonhasse os meus sonhos...

Mas a tarde começa a se esvair em escuridão,
as luzes da rua se acendem no compasso da agonia.
Já acalmei meus delírios; bebo o último copo de cerveja
pondero que já tive mais do que mereço do dia.
É hora de voltar para o meu quartinho...

Faço ranger a madeira dos degraus da escada,
entro, acendo o abajur, abro a janela,
afasto as cortinas brancas, e num longo suspiro,
olho o bar do outro lado da rua —
Ela está lá ainda naquela mesa!

Abro o peito, escavo no ar aquele aroma,
mas agora, a brisa é minha inimiga!
Sorvo a penumbra do quarto
mesclada à noite cai sobre a rua silenciosa,
e penso... penso nela em meus braços...

Sento-me e desfolho o meu vazio
em poemas para serem colocados
em garrafas que atirarei ao oceano da vida,
sem destino — assim como eu!

[Penas do Desterro, 25 de janeiro de 1999]
_____________________________________


Tradução italiana de Manuela Colombo


Una stanza d’albergo
[... a te, che non sogni i miei sogni]

Ecco dove mi porta questa misantropia
che mi assale sempre più intensamente
ogni giorno che passa. Confesso sì:
è falsa questa necessità di rifuggire dagli altri
— lo so, e non ne posso più di saperlo!

Nella mia piccola stanza c’è una finestra così alta
che posso toccare gli ultimi rami d’un albero frondoso.

Accanto al letto c’è un servo — muto, é ovvio! —,
col piano marmoreo di travertino scuro,
intagli floreali sul solido legno scuro
e due cassetti di legno rossiccio.
Sul tavolino, sopra un piatto di ceramica sbreccato,
c’è una caraffa d’argilla, un bicchiere d’alluminio,
e accanto al piatto, una boccetta di novalgina.

In fondo al letto un attaccapanni con pomoli torniti,
s’aspetta che ci metta un cappello a visiera,
quello che io non ho mai voluto portare;
Lì, su quell’attaccapanni di legno scuro,
appendo il mio soprabito di gabardine beige.

Nel posto dove dovrebbe esserci l’altro letto,
[ci mancava proprio questo — un altro letto nel mio rifugio!],
c’è un lungo tavolo per i miei libri, le carte,
e il computer, quel che resta
del mondo che m’ha divorato!

L’assenza del telefono è la mia garanzia contro
la tentazione di chiamare o il pericolo
di “esser chiamato” da qualcuno!
Da questa stanza, anche se imprecando,
io esco appena per provvedere alle quotidianità.
Di tanto in tanto, quando mi prende quell’inevitabile,
anche se inspiegabile, necessità di stare tra la gente,
protetto da un quaderno e da una penna,
io scendo le scale e attraverso la strada.
Reco in viso la compunzione di un dolore senza nome,
e convinto che il mondo non meriti questo mio dolore,
mi siedo, con calma, al tavolino di un bar
per espormi alla consueta indifferenza dei clienti.

La loro presenza, trapassata dal mio sguardo,
mi riporta soltanto alle vicissitudini umane.
Ho sete sufficiente per una birra [o anche tre],
come sempre, allungo un’occhiata al tavolino accanto,
e mi vien voglia di mangiare quello che mangian loro,
invece di quello che finisco per ordinare.

La birra allevia un po’ la mia agitazione...
C’è tempo... tempo perché il mio sguardo bramoso
si soffermi sul contorno delle labbra carnose
della bella signora seduta all’altro angolo del bar.
Ammiro la bellezza della sua mano che regge il bicchiere,
e immagino persino il tocco di quelle dita delicate
che s’attorcigliano alle onde dei miei capelli.

In quel momento [ah, quelle dita tra i miei capelli...],
la lieve brezza, che agita le tovaglie ai tavoli,
mi soffia sul viso un’algida voglia di rimanere lì,
senza far niente, senza dir niente, soltanto
scrivendo, imperturbabile, i miei deliri...
E sognando... sognandola... finalmente mia!

L’aroma d’una fragranza squisita [può essere solo suo!],
dolcissima mistura di muschio e legno antico,
evoca nella mia mente l’intimità di un’alcova,
e risveglia in me un’ansia così folle [a stento mi controllo]
di tenere tra le braccia quella donna
[ora, lei ha le labbra bagnate di birra],
e di fare l’amore con gemiti che solo io e lei ascolteremmo.
Ah! Se lei sognasse i miei sogni...

Ma la sera comincia a dissolversi nell’oscurità,
le luci della strada si accendono coi ritmi dell’angoscia.
Ho già calmato i miei deliri; bevo l’ultimo bicchiere di birra
pensando che oggi ho già avuto più di quanto meritassi.
È ora di tornare alla mia stanzetta...

Faccio scricchiolare il legno dei gradini della scala,
entro, accendo l’abat-jour, apro la finestra,
scosto le tende bianche e, con un lungo sospiro,
vedo il bar dall’altra parte della via —
Lei è ancora seduta al tavolino!

Apro i polmoni, cerco di ritrovare nell’aria quell’aroma,
ma ora la brezza non mi è amica!
Aspiro la penombra della stanza
mista alla notte che cade sulla via silenziosa,
e penso... penso a lei tra le mie braccia...

Mi siedo e converto il mio vuoto
in poesie da mettere in bottiglie
che getterò nell’oceano della vita,
senza una meta — proprio come me!


Publicado no site: O Melhor da Web em 10/11/2016
Código do Texto: 133323
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