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Texto mais recente: Vento (A.M. Pires Cabral) (+tradução italiana)



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Sem lenços brancos dançando ao vento (Ricardo Pocinho) (+tradução italiana)
04/03/2017
Autor(a): MANUELA
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Sem lenços brancos dançando ao vento (Ricardo Pocinho) (+tradução italiana)

Não te vou escrever sobre o calor,
Ou,
Sobre a seca que greta a terra como a pele
Das gentes,
Ou,
Sobre as misérias que avisto,
Da minha janela gradeada,
Onde o mar nasce pelas manhãs,
E se esconde quando o vento abana cajueiros.

Não sei de muito mais,
Nem dos verdes campos onde corríamos em crianças,
Ouvindo o longo canto do sabiá, pela primavera,
Dizia-se.

Relembro as partidas, as curtas despedidas,
Sem lenços brancos dançando ao vento,
Ou lágrimas dançando na escuridão,
Soltam-se as saudades de um dia,
Repreendendo a nostalgia das imagens ou dos cheiros
Que se escondem pela memória,
Regressando pelo crepúsculo sem fim.

Falar-me-ás do destino, insano destino que tudo cobre,
Como o pó acumulado nos móveis apodrecidos,
E das preces repetidas em procissões intermináveis,
Acreditando que tudo estava descrito, algures.

Calar-me-ei, contando as injustiças dos homens,
A pobreza forçada do ter e jamais do partilhar,
E,
Enquanto viro as costas aos nevoeiros
Que tapam a canícula abrasadora,
Sonho horizontes longínquos que um dia

Levaram-me para longe de ti.

____________________________________


Tradução italiana de Manuela Colombo



Senza fazzoletti bianchi a danzare nel vento

Non ti scriverò del calore,
O,
Della siccità che sgretola la terra come la pelle
Della gente,
O,
Delle miserie che scorgo
Dalla mia finestra inferriata,
Ove il mare nasce verso mattina,
E si nasconde quando il vento agita gli acagiù.

Non ricordo molto di più,
Neppure i verdi campi dove correvamo da bambini,
Ascoltando il lungo canto del tordo, in primavera,
Così si diceva.

Rammento le partenze, i brevi saluti,
Senza fazzoletti bianchi a danzare nel vento,
O lacrime a danzare nel buio,
Riemergono i rimpianti d’un tempo,
Riprendendo la nostalgia delle immagini o dei profumi
Che si nascondono nella memoria,
Riaffacciandosi nell’infinito crepuscolo.

Mi parlerai del destino, insano destino che tutto copre,
Come polvere accumulata su mobili ammuffiti,
E delle preci ripetute in processioni interminabili,
Credendo che tutto sia stato descritto, altrove.

Passerò sotto silenzio le ingiustizie degli uomini,
La povertà distorta dell’avere senza mai spartire,
E,
Mentre giro le spalle alle nebbie
Che fermano la canicola rovente,
Sogno orizzonti remoti che un giorno

Mi han portato lontano da te.




Publicado no site: O Melhor da Web em 04/03/2017
Código do Texto: 134423
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