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Andando como o vento
08/03/2017
Autor(a): ANGELA SANTOS CALDEIRA
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Andando como o vento

...Falando sobre mim, hoje carrego o vírus do HIV a quase trinta anos, tenho artrite reumatoide, a onze anos, sequela de uma hepatite c , que tratei um ano, e quase me levou a morte, e nunca mais fui a mesma, me sinto debilitada fisicamente e emocionalmente, mas vitoriosa, e com minha consciência plena.
...Hoje sou casada no civil e na Igreja Católica, meu marido é muito bom, mas me sinto muito sufocada e tenho vontade de ficar sozinha como sempre fui, embora divorciada duas vezes, sou virgem, tenho hímen imperfurável, não gosto de fazer sexo até o momento    que faço, queria que minha vida fosse total- mente diferente, viver para Deus e para a caridade.
...O povo me conhece por muitos apelidos, em cada cidade do Brasil, me chamam de um nome diferente, mas eu me chamo Angela, embora devesse de ser Angela Maria, mas se enga- naram no cartório e me puseram o sobre nome Marli, porque minha MÃE era Maria, para começar
esse livro tive que inventar um personagem que acabou de morrer, porque meu passado é tão triste, e meu coração dói tanto que inventei uma Maria que conheci na rua e queria contar a minha história, e aos poucos fui digitando e    desabafando as tristezas que tenho no meu coração, se pudes- se ser uma mulher (Maravilha) e salvar todas as mulheres e homens da terra, eu seria muito feliz e realizada, faria uma casa muito grande para todos os sem teto, e daria assistência,    com médicos e evangelistas, como disse eu sou só a ANGELA, uma RIPE pobre, que não pode mais trabalhar, já enxergo pouco, e mal posso andar, mas com certeza não me impede de escrever um livro pedindo socorro, a meus filhinhos adotivos...Tenho três filhos, que já são adultos e tem suas próprias vidas sem precisar de mim, tenho meu esposo, que ajuda a manter-me em pé, também tenho três irmãs, das quais eu sou a caçula, porém resumindo, para não ferir ninguém, fui uma menina com um berço de ouro, não em dinheiro, mas em carinho, e amor, pois era tratada como uma rainha, mas com doze anos    o castelo caiu, morreu meu único irmão Jorge, meu    vovô Ventura, depois meu irmão adotivo Nedi, e minha mamãe Maria, fiquei só com meu Papai Boaventura, já era aposentado ele trabalhava com o gado, e vinha lá de vez em guando, eu morava sozinha e minhas irmãs já eram casadas.                                                                ...Foi ai que aconteceram muitas tempestades na minha cabeça, sai para estrada, ai que começam tantas histórias, a mais    mais antiga,    foi quando fugi para a cidade de RIO GRANDE-RS, era quase um anjo, porque nada me abalava, ou melhor, me tornava invisível, não tendo aonde dormir amanhecia andando na orla do Porto, por mim passava muitos bandidos fazendo maldades para adultos e crianças, mas não me enxergavam, uma vez estava chovendo e entrei em um bar noturno na beira do PORTO, não tinha dinheiro, chegavam homens bem bêbados    e me davam bebidas, e eu pedia a JESUS para que não me embebedassem, porque eu não podia negar, e eles ficavam bêbados eu sai pela manhã que já não chovia mais, o sol estava alto    e nada tinha afetado.
...Voltei para Pelotas, e me casaram com um monstro, e eu fugi gravida, ele me achou e me levou para a Marambaia, com o menino com dois meses, me bateu tanto no meu rosto, que fiquei muito inchada, até hoje tenho problemas de carril por causa disto, resolvi trabalhar em uma Peixaria para pagar o sustento do meu filho, mas em um mês me tiraram menino, no trabalho, em cima de uma pilha de peixes salgados, me desesperei, e tinha outra guria que tinha um ano mais velha que eu, ela tinha 14 anos, que me convidou para fugir...

Publicado no site: O Melhor da Web em 08/03/2017
Código do Texto: 134462
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