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Beethoven e a queda dos poetas (Paulinho Assunção) (+tradução italiana)
22/04/2017
Autor(a): MANUELA
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Beethoven e a queda dos poetas (Paulinho Assunção) (+tradução italiana)

a sonata para piano nº 11, 
de beethoven, opus 22, logo 
no primeiro de seus quatro 
movimentos, envia semicolcheias 

aos ares desde aquela sala 
do segundo andar do palácio das artes, 
com janelas para o parque municipal. 
é o ano de 1977. a melodia que se impõe, 

estruturada em ré, fá, ré, parece 
deter a tarde, parece estancar o tempo, 
até que no allegro do segundo movimento 
começam a cair poetas das árvores, 

caem como se frutas, um a um os poetas 
caem das árvores do parque, 
jamais se viu tamanho fenômeno 
na cidade desde que aquela avioneta, 

pelos meados do século, 
tentou bombardear nuvens 
para estimular a chuva. tantos 
poetas, poetas aos magotes 

despencados das árvores. 
e quando o minueto de terceiro 
movimento espraiou, pela mão 
esquerda da pianista, a dança 

das semicolcheias, o chão 
do parque já era um campo 
florido de poetas. o maestro, 
que conduzia o ensaio, chegou 

à janela, acendeu o cigarro 
bem enfiado na cigarrilha 
de madrepérola, pigarreou, sentiu 
uma pontada nostálgica e saudosa 

de sua itália, e abanou a cabeça 
de contrariedade ao observar a paisagem 
de poetas caídos. o rondó 
do quarto movimento agora 

começava. belo horizonte, 
que andava tão magra 
de acontecimentos, exibiu 
a sua fenomenologia de poetas 

em queda, naquela vegetabilidade 
tão estranha de frutas e frutos. 
o acorde que beethoven mais tarde 
usaria na appassionata contaminou 

os olhos do maestro com a beleza 
daquele arpejo. o italiano 
quase soluçou de emoção. 
pela avenida passaram dois carros 

militares com recrutas armados. 
era a vida fardada daqueles tempos. 
por isso mesmo, os acontecimentos 
mais doces e fulgurantes 

foram se reunir em quase festa 
na lavoura de poetas caídos e semeados
e na sonata de beethoven. 
ainda havia esperança.

____________________________________

Tradução italiana de Manuela Colombo


Beethoven e la caduta dei poeti

la sonata per piano n° 11,
opera 22, di beethoven, subito
nel primo dei suoi quattro
movimenti, lancia per aria

semicrome da quella sala
al secondo piano del palazzo delle arti,
con finestre affacciate al parco comunale.
è l’anno 1977. la melodia che dilaga,

strutturata in re, fa, re, sembra
trattenere la sera, far ristagnare il tempo,
finché all’allegro del secondo movimento
cominciano a cadere poeti dagli alberi,

cadono come frutti, uno ad uno i poeti
cadono dagli alberi del parco,
non s’era più visto cotanto fenomeno
in città da quando quell’apparecchio,

verso la metà del secolo,
tentò di bombardare le nuvole
per stimolare la pioggia. tanti
poeti, poeti a frotte

precipitati dagli alberi.
e quando il minuetto del terzo
movimento ampliò, con la mano
sinistra del pianista, la danza

delle semicrome, il terreno
del parco era ormai un campo
fiorito di poeti. il maestro,
che eseguiva la sonata, andò

alla finestra, accese una sigaretta
dopo averla infilata con cura nel bocchino
di madreperla, tossicchiò, sentì
una fitta pungente e nostalgica

per la sua italia, e scosse il capo
per il disagio nell’osservare quello scenario
di poeti caduti. il rondò
del quarto movimento ora

cominciava. belo horizonte, 
di solito così frugale
di avvenimenti, esibì
la sua fenomenologia di poeti

in caduta, in quella vegetabilità
così bizzarra di frutta e frutti.
l’accordo che beethoven più tardi
avrebbe usato nell’appassionata contagiò

gli occhi del maestro della bellezza
di quell’arpeggio. l’italiano
quasi singhiozzò d’emozione.
lungo il viale passarono due mezzi

militari con reclute armate.
era la vita in divisa di quei tempi.
proprio per questo, gli avvenimenti
più armoniosi e fulgidi

vennero a congiungersi quasi in festa
alla messe di poeti caduti e sparpagliati
e alla sonata di beethoven.
c’era ancora speranza.


Publicado no site: O Melhor da Web em 22/04/2017
Código do Texto: 134767
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