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A Doçura da Vida Sem Rumo (Carlos Rodolfo Stopa) (+tradução italiana)
25/08/2018
Autor(a): MANUELA
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A Doçura da Vida Sem Rumo (Carlos Rodolfo Stopa) (+tradução italiana)

Passa o cão.
É um cão assim, forte, destemido,
Está sempre pronto ao sexo ou à luta,
Não demonstra nenhum traço de carência,
Tem a sadia massa corporal bem distribuída,
Não é um belo animal, mas tampouco é feio.

Não escapa a um olhar arguto
Que se trata de um cão sem rumo -
Vive muito bem sem Deus,
Não sabe de onde veio,
Não sabe para onde vai,
Não sabe por que aqui e não ali,
Não sabe por que neste tempo e não em outro;
E mais: dá ares de não se importar com a metafísica,
Ou com o absurdo de sua própria existência -
Vive, nutre-se da própria falta de rumo!

Tem os olhos atentos aos detalhes da rua,
Mas, como é próprio de um cão,
Não se comove com tristezas,
Desgraças não lhe ferem a sensibilidade,
Endureceu-se na defesa contra os semelhantes;
Alguns temem a vagueza do seu olhar - por que será?

E passa o cão.
Vai-se, imbuído em seus passos,
Curte a desimportância dos olhares,
Curte a doçura da vida sem rumo.
Vai-se, apenas vai-se.
[Um alívio para aqueles a quem sua presença incomoda]
_____________________________________


Tradução italiana de Manuela Colombo


Il piacere della vita senza scopo

Passa il cane.
È un cane così, forte, impavido,
è sempre pronto al sesso o alla lotta,
non mostra alcuna traccia di disagio,
ha una sana massa corporea ben distribuita,
non è un bell’animale, ma neppure è brutto.

Non sfugge ad uno sguardo acuto
che si tratti di un cane senza uno scopo -
vive molto bene senza Dio,
non sa da dov’è venuto,
non sa dove sta andando,
non sa perché è qui e non lì,
non sa perché in questo momento e non in un altro;
e poi: dà l’impressione di infischiarsene della metafisica,
o dell’assurdità della sua stessa esistenza -
vive, si nutre della propria mancanza di scopo!

Ha gli occhi attenti ai dettagli della strada,
ma, come è tipico di un cane,
non si abbandona a tristezze,
le sventure non scalfiscono la sua sensibilità,
s’è indurito nel difendersi dai propri simili:
alcuni temono l’indecifrabilità del suo sguardo - chissà perché?

E passa il cane.
Se ne va, assorto nei suoi passi,
si espone all’insignificanza delle occhiate,
si espone al piacere della vita senza scopo.
Se ne va, appena se ne va.
[Un sollievo per quelli a cui la sua presenza dà fastidio]


Publicado no site: O Melhor da Web em 25/08/2018
Código do Texto: 138172
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