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Textos & Poesias || Evangélicas
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O Controle Efetivo da Mente
15/05/2019
Autor(a): Silvio Dutra
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O Controle Efetivo da Mente


Por
Silvio Dutra
Mai/2019
2
A474
Alves, Silvio Dutra
O controle efetivo da mente / Silvio Dutra Alves
Silvio Dutra Alves – Rio de Janeiro, 2019.
32p.; 14,8 x21cm
1. Teologia. 2. Vida Cristã. 3. Alves, Silvio Dutra.
I. Título.
CDD 252
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Se pudéssemos viajar no tempo e fazer uma visita ao Jardim do Éden, antes da Queda do homem no pecado, o que teríamos visto por lá?
Uma perfeita harmonia e comunhão em amor entre Adão e Eva, juntamente com o Criador, que os visitava a cada entardecer para conversar com eles, e certamente, instruí-los quanto ao que deveriam ser e fazer para não somente preservarem toda aquela comunhão perfeita em amor, paz e alegria.
Deus provavelmente lhes aparecia de forma visível, de uma maneira que lhes fosse familiar, como vemos em algumas páginas da Bíblia.
Eles foram advertidos do estado de morte que se seguiria automaticamente não somente sobre ambos, mas sobre toda a descendência deles, caso se afastassem da obediência devida ao Criador em toda as coisas, e especialmente em relação ao mandamento que lhes foi dado para não comerem do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal que ficava no meio do jardim.
Para evitar uma possível desobediência imediata, logo após o ato de criação de ambos, que não permitisse as experiências que eles
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deveriam ter por algum tempo não somente do amor de Deus, mas de uma observação e aprendizagem dos pensamentos, sentimentos, emoções, ações e reações que eram experimentados por suas mentes, estas foram mantidas sob um total controle e domínio da graça divina, no princípio, de maneira que podemos até mesmo imaginar que quando ambos viam ou se aproximavam da árvore do fruto proibido, deviam sentir provavelmente uma espécie de aversão somente pela ideia de lançar mão do fruto, ainda que não para comê-lo, pois eram capacitados pela graça divina que neles operava a terem tal sentimento, e assim, afastavam-se daquela árvore.
Muitas coisas estão envolvidas no fato de o homem ter sido criado à imagem e semelhança de Deus, de modo que deveria avançar em experiências pessoais no crescimento espiritual rumo à perfeição em maturidade, que incluía principalmente o ser confirmado na fé absoluta e irrestrita em Deus e em Sua palavra, de modo a entender que sem isto, o homem não pode funcionar naquele estado de obediência e santidade para o qual foi criado, pois esta obediência e santidade é vista na própria trindade divina.
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Como ter fé, contudo, sem que a obediência a Deus seja provada? Disto decorre que o homem deveria ter a sua obediência colocada à prova, e tal seria feito por meio de tentações, a da mulher pelo diabo, e a do homem pela própria mulher.
Não haveria, entretanto, qualquer interferência da parte de Deus para disparar tais tentações, porque Ele a ninguém tenta e nem mesmo pode tentar, porque a tentação tem a ver com o mal, com a intenção de produzir o mal, e isto não faz parte da natureza divina que é perfeita em santidade.
Satanás se apresentou para tentar arruinar a nova e recente criação de Deus, e provavelmente deve ter intentado se apresentar à mulher como um anjo de luz, mas tal não lhe foi permitido, senão que fosse feito por um dos seres que se encontra numa classe da fauna, que não está incluída entre os animais superiores, a saber, a dos répteis que rastejam sobre a terra, e que não emitem sequer sons distinguíveis como os mamíferos e pássaros, por exemplo.
Satanás não poderia falar portanto, através de um majestoso leão, ou de qualquer outro animal que causasse um grande impacto sobre o juízo da mulher fragilizando-a para a tentação. Mas, em sua grande bondade, Deus restringiu o diabo
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ao uso da serpente, de modo que até mesmo por suas faculdades naturais a mulher pudesse oferecer uma resistência à tentação, pois, seria natural questionar-se como a serpente havia alcançado tal sabedoria sobre a pessoa e os modos de Deus? Como um ser rastejante que não emitia sequer sons audíveis estava falando? Seria de se esperar que alguns questionamentos fossem levantados, e se chegar à conclusão de que algum outro ser invisível estava envolvido no processo, e com alguma intenção maligna, de modo a se prevenir de um possível ataque, pois, certamente, haviam sido alertados pelo Senhor através da ordem que lhes dera para cultivar e guardar o Jardim. Afinal, do que deveriam se guardar se não houvesse algum perigo a ser evitado?
Mas, não. Sequer a mulher se voltou para Deus para encontrar respostas e auxílio pela graça para não incorrer no ato de desobediência que estava sendo proposto pelo diabo.
Ela até citou o mandamento que havia recebido e a ameaça de morte que estava atrelada à desobediência do mesmo, mas não o fizera por temer os resultados e evitar o ato de desobediência por amor ao Senhor, e por dar alta estima e consideração à Sua Palavra, mas simplesmente para ver se haveria ou não a
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confirmação por parte da serpente quanto à validade daquela proibição.
Por que isto ocorreu? Porque a mulher, estando desprovida do comando absoluto da graça divina sobre sua mente, deveria recorrer ao Senhor, pois, na provação, importa que escolhamos a vontade de Deus, e recorramos ao auxílio da graça, pedindo-lhe que domine os nossos desejos e pensamentos que se apresentem para sugerir a transgressão da Sua vontade.
A mulher se permitiu olhar para a beleza do fruto proibido e sentir o seu aroma e aparência apetecível e o desejo de prová-lo tornou-se muito maior do que o desejo de obedecer a Deus e em consequência evitar toda a ruína e morte que estavam associadas ao ato de desobediência.
É importante que lembremos que até esse momento da tentação, a mulher não havia ainda pecado. O pecado não havia ainda entrado na natureza humana, conforme era o intento do diabo de fixa-lo lá, quando o ato da desobediência fosse consumado.
Ela não conhecia sequer o que era de fato o bem e o que era de fato o mal. O que estava em pauta
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era somente uma guerra entre escolher fazer a vontade de Deus ou a própria vontade, que em última instância era também fazer a vontade do diabo.
Daqui podemos extrair uma importante doutrina, a saber, se mesmo no estado de perfeição sem pecado, a mente pode ser tentada e fracassar, como ocorreu com Adão e Eva, muito mais nós, que carregamos o germe do pecado, devemos recorrer imediatamente a Deus, pedindo-lhe que domine a nossa mente, pelo poder da Sua graça, porque a mente se tornou independente pelo pecado, e é rebelde e oposta a Deus e à Sua vontade, e até mesmo, como veremos adiante, à nossa própria vontade em desejar praticar o bem.
Na verdade, a mente é apenas o palco em que o pecado ou a graça divina operam. Quem é independente é a nossa natureza pecaminosa, ou carne, ou velho homem, ou pecado, que nos inclina continuamente para o mal. Não está sujeito a Deus e nem mesmo pode estar. Por isso a carne deve ser crucificada e nos despojarmos dela.
A natureza corrompida se insinua sobre a mente e a domina, e nem mesmo nós temos qualquer domínio sobre esta mente
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independente e rebelde, que é assim em consequência da má natureza que em nós habita.
Podemos conhecer esta independência da mente por meio dos nossos sonhos. Podemos sonhar que estamos voando, dando saltos gigantescos, e fazendo muitas outras coisas que contrariem a própria razão normal. Criamos imagens bizarras as mais diversas, vemos rostos de pessoas que jamais conhecemos, e experimentamos sensações jamais sentidas, e tudo isto tem como diretor, roteirista, criador, e realizador, a nossa própria mente que comprova assim, para nós, que ela age independentemente da nossa própria vontade consciente.
Mesmo em estados de vigília e consciência é possível observar esta independência da mente inclusive à nossa própria vontade, pois não raro não desejamos concentrar nosso pensamento em alguma coisa, mas somos como que aprisionados pela vontade independente da mente que nos faz continuar pensando na coisa mesmo que não mais a desejemos. Poucos são os que conseguem se livrar do pensamento até que encontrem a resposta, mas uma coisa pode ser experimentada por aqueles que conhecem a Jesus. É Ele, que desde o princípio da criação,
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deve ter o total domínio e controle das nossas mentes. Ele é a cabeça, Ele é o Senhor. Todo pensamento deve ser levado cativo a Ele. Importa que governe sobre nossas mentes, vontades e coração.
A mente carnal não se sujeita a Jesus, e então como Ele faz para vencer esses pensamentos e imaginações independentes da mente que são pecaminosos? Nós recorremos a Ele em oração, pedimos-Lhe que sujeite a nossa mente rebelde, independente, pecaminosa, e que não a nossa vontade, mas a de Deus revelada na Sua Palavra, e o Seu inteiro domínio sobre nós, se manifeste esmagando estes pensamentos independentes, e que paz e domínio próprio sejam trazidos às nossas mentes e corações novos, recebidos na regeneração, e que são chamados de nova criatura ou novo homem.
É por meio de exercícios contínuos, em se sujeitar ao governo de Cristo, que nossas mentes são renovadas, deixando de agir segundo o padrão do mundo, e estando em tranquilidade e paz sendo dirigidas pela boa, santa e agradável vontade de Deus, conforme a temos revelada na Sua Palavra, ou até mesmo nas direções específicas do Espírito Santo para o modo como devemos pensar e agir nas situações cotidianas da vida.
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Mas voltemos ao Jardim do Éden, ainda por um pouco, para podermos entender todo este processo de atuação da nossa mente.
Antes de tudo, abriremos um parêntesis para explicar que é sem sentido o escândalo que muitos sentem sobre o relato de Gênesis de que foi uma cobra que falou à mulher. Disto concluem apressadamente que a Palavra de Deus não é digna de ser estimada porque desde o começo já manifesta algo completamente irracional e impossível de ser visto, a saber, que uma cobra fale, e não somente fale, mas expressando argumentos racionais tenha vencido o próprio homem, que é um ser racional.
Todavia, não temos ali uma figura, nem uma parábola ou metáfora, mas um fato real acontecido num determinado ponto da história da humanidade, e que foi crucial para determinar toda a condição de envolvimento com o pecado em que nos encontramos em todas as gerações.
É sabido, pelo conjunto das Escrituras, que não houve qualquer participação moral ou racional do animal serpente no episódio. Quem falou de fato foi o diabo, e não é para se admirar com tal possibilidade de comunicação de espíritos de
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anjos, caídos ou eleitos, com os homens, conforme pode ser visto em várias outras passagens das Escrituras.
Não foi o arcanjo Gabriel que anunciou tanto aos pais de João sobre o nascimento do Batista, assim como a Maria e a José sobre o nascimento de Jesus?
Os pastores em Belém não ouviram o cântico dos anjos, anunciando o nascimento de Jesus?
Abrimos este parêntesis não apenas como uma forma de ajuda ao céticos, mas para mostrar que estamos sujeitos a ser influenciados em nossas mentes, tanto por anjos do bem, quanto do mal, quando isto é permitido por Deus.
Falávamos que a fé necessita ser provada, e tanto o homem quanto a mulher fracassaram nesta prova, pois não somente não creram no que Deus havia falado, como não confiaram nEle para lhes ajudar a não caírem na tentação.
Eles passariam a ter fé depois, mesmo em seu novo estado de desobediência, pela forma como reagiram em relação aos atos de redenção que lhes foram apresentados por Deus e na forma de recepção humilde das maldições que lhes foram dirigidas como juízo sobre o pecado. Adão se
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alegrou com o fato de que da semente da mulher seria levantada ainda uma descendência que se oporia aos seguidores do diabo. Eva se alegrou com o nascimento do piedoso Sete, reconhecendo que Ele fora criado pela graça de Deus para compensar a perda de Abel e ser uma bênção para a sua geração.
Mas, esta reconciliação cobraria um preço terrível não ao próprio homem, mas ao próprio Deus, pois um desagravo da justiça divina deveria ser realizado para a expiação do pecado, para a remoção da culpa do pecador, para a reconciliação com o Criador ofendido.
A justiça do próprio homem foi totalmente arruinada aos olhos de Deus. Uma nova justiça deveria ser provida para o homem, e isto foi feito por meio da morte e ressurreição de Jesus.
Um novo coração e uma nova mente deveriam ser providos para o homem, para ser governado por eles, e não mais pela mente carnal terrena.
Tudo isto está claramente revelado nas páginas da Bíblia, e especialmente no Novo Testamento.
Tudo estava previsto no plano eterno de Deus, mas, provavelmente Adão não sabia de todos estes detalhes, e mesmo se soubesse, não seria
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uma garantia para que não caísse, pois vimos que o homem deixado a si mesmo, sem a provisão absoluta da graça operando sobretudo em sua mente, é um alvo fácil para a tentação, e sempre cairá se não recorrer imediatamente ao auxílio divino. E isto ficou devidamente comprovado na queda de Adão e Eva no Éden.
Esta é a razão de nos ser ordenado a vigiar e orar sempre para não cairmos em tentação.
A vida piedosa em fé deve ser exercitada diariamente submetendo nós todos os nossos pensamentos e ações em comparação ao padrão que nos é ordenado nas Escrituras.
Este é o bom combate da fé. Uma luta travada em nó mesmos, no nosso interior, na disputa da nossa mente pela carne ou pelo Espírito.
A quem daremos o governo?
Importa que Cristo governe sobre tudo, inclusive sobre nossas emoções e sentimentos, mas não teremos este governo caso não nos entreguemos a Ele voluntariamente.
Isto explica a necessidade de nossa autonegação que Ele nos ordena. De carregarmos a cruz diariamente para poder segui-lo.
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Nós devemos negar a nós mesmos para que Ele nos governe a partir de nossas mentes.
A razão disso é simples: dois não podem andar juntos se não estiverem em pleno acordo.
Como então cumprir a seguinte ordenança bíblica, especialmente no que é dito no verso 8: “4 Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos. 5 Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. 6 Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. 7 E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus. 8 Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.
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9 O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus da paz será convosco.” (Filipenses 4.4-9). Como pensar somente no que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável e de boa fama? Já vimos que isto é impossível à mente natural. Há uma luta no crente entre a velha e a nova naturezas. Mesmo quando anda no Espírito está sujeito aos ataques do velho homem em sua mente, e então como ter paz e o pensamento centrado nas coisas que são espirituais, celestiais e divinas, com firmeza de fé em sua mente e coração?
Vimos o quanto necessitamos recorrer a Jesus em oração, em exercícios espirituais continuados, até que adquiramos o hábito disso, para termos o seu governo estabelecido sobre nossas mentes independentes, pecaminosas e rebeldes, e nele acharemos paz. É a isto que Paulo se refere nos veros 6 e 7: “6 Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças.
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7 E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.”
Temos uma guerra para lutar que é feita de muitas batalhas, e isto até o final de nossas vidas. Mas, podemos achar a paz, pois Jesus é a nossa paz e aquele que nos conduz em triunfo nesta batalha. Se nos rendermos ao Seu governo, ele lutará por nós e sempre venceremos, e se alguma batalha for perdida por falta de vigilância, podemos retornar à condição de vitória pela confissão e arrependimento.
Este conflito interno foi descrito por Paulo no sétimo capítulo de Romanos, que transcrevemos a seguir: Romanos – 7 1 Porventura, ignorais, irmãos (pois falo aos que conhecem a lei), que a lei tem domínio sobre o homem toda a sua vida? 2 Ora, a mulher casada está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive; mas, se o mesmo morrer, desobrigada ficará da lei conjugal. 3 De sorte que será considerada adúltera se, vivendo ainda o marido, unir-se com outro homem; porém, se morrer o marido, estará livre
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da lei e não será adúltera se contrair novas núpcias. 4 Assim, meus irmãos, também vós morrestes relativamente à lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, a saber, aquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que frutifiquemos para Deus. 5 Porque, quando vivíamos segundo a carne, as paixões pecaminosas postas em realce pela lei operavam em nossos membros, a fim de frutificarem para a morte. 6 Agora, porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra. 7 Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás. 8 Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda sorte de concupiscência; porque, sem lei, está morto o pecado.
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9 Outrora, sem a lei, eu vivia; mas, sobrevindo o preceito, reviveu o pecado, e eu morri. 10 E o mandamento que me fora para vida, verifiquei que este mesmo se me tornou para morte. 11 Porque o pecado, prevalecendo-se do mandamento, pelo mesmo mandamento, me enganou e me matou. 12 Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom. 13 Acaso o bom se me tornou em morte? De modo nenhum! Pelo contrário, o pecado, para revelar-se como pecado, por meio de uma coisa boa, causou-me a morte, a fim de que, pelo mandamento, se mostrasse sobremaneira maligno. 14 Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado. 15 Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto. 16 Ora, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa.
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17 Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim. 18 Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. 19 Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. 20 Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim. 21 Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim. 22 Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; 23 mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros. 24 Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? 25 Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado.
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Jesus pisa na cabeça da Serpente, que agora virou um dragão, mas podemos também pisar juntamente com Ele. A forma de fazê-lo é pelo caminho inverso escolhido pelo primeiro casal no Éden, ou seja, dando inteiro crédito à Palavra de Deus e obedecendo a Sua vontade. É pela fé em Jesus que alcançamos a vitória. É somente por ter fé em Jesus que somos vitoriosos, pois tudo foi entregue à fé por Deus, e sem fé não é possível agradá-lo. Mas pela fé podemos vencer o mundo, o pecado, Satanás, pois tudo o que é necessário para isto já fez e tem feito por nós, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.
Finalmente, para uma completa compreensão da obra perfeita e poderosa que Deus planejou para a nossa redenção por meio da fé em Jesus, é importante que se frise que o pacto que Ele tem feito conosco é diferente do pacto que foi feito com Adão, pois lá havia um pacto baseado na obediência do próprio homem, de modo que caso obedecesse viveria eternamente, e caso desobedecesse morreria eternamente. É ainda por este pacto que são julgados todos aqueles que permanecem em Adão e não se encontram ligado a Cristo pela fé.
Mas em Cristo, temos um pacto, uma aliança diferente, que está baseado não no que fazemos, mas no que Jesus fez por nós. Não na nossa
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capacidade de obedecer perfeitamente a Deus, mas de crermos em Cristo para ser o nosso Salvador e Senhor, pois Ele e somente Ele é a nossa redenção, sabedoria, justiça e santificação, e também o nosso Salvador, Senhor, Garantia e Fiador. Tudo foi colocado pelo Pai em Suas mãos para ser o autor e o consumador da nossa fé. Para ser a nossa vida e a causa da nossa aceitação pelo Pai.
É principalmente a isto que Paulo se refere no sétimo capítulo de Romanos, enfatizando-se que ainda que tenhamos uma mente que está sujeita à ação do pecado residente, nós temos um meio de vitória sobre ele que nos foi provido por Deus Pai, na pessoa de seu Filho Unigênito. E ainda que percamos algumas batalhas nesta luta contra o pecado residente, a vitória final já está garantida em razão pelo modo com o qual Deus decidiu nos salvar, exclusivamente pela mera fé em Jesus Cristo. Por isso somente a Ele toda a glória, eternamente, Amém.
Sabendo que estamos ordenados por Deus para a vida eterna em Jesus Cristo, e que importa sermos provados na fé por diversas maneiras para sermos aperfeiçoados em santificação, então devemos ver as tribulações e aflições que aqui sofremos por uma perspectiva espiritual e eterna, sabendo que por meio delas estamos
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sendo amadurecidos em nossa confiança absoluta no Senhor e na Sua Palavra. Que a providência de Deus faz com que todas as coisas cooperem juntamente para o nosso bem, e que as aflições que aqui sofremos não podem ser comparadas com o imenso grau de glória ser ainda revelado em nós.
Tudo o que Adão perdeu tem sido reconquistado por nós em Cristo, por meio de quem somos mais do que vencedores sobre todas estas coisas.
O plano de Deus de ter muitos filhos semelhantes a Jesus Cristo continua em plena execução a partir do próprio Adão, e prosseguirá até que Ele restaure todas as coisas em glória.
Daí o apóstolo ter se expressado de forma tão triunfal em sua confiança em Cristo, no oitavo capitulo de Romanos: Romanos – 8 1 Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. 2 Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.
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3 Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado, 4 a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito. 5 Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito. 6 Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz. 7 Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar. 8 Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. 9 Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.
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10 Se, porém, Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito é vida, por causa da justiça. 11 Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita. 12 Assim, pois, irmãos, somos devedores, não à carne como se constrangidos a viver segundo a carne. 13 Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis. 14 Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. 15 Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai. 16 O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.
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17 Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados. 18 Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós. 19 A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus. 20 Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou, 21 na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. 22 Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora. 23 E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo. 24 Porque, na esperança, fomos salvos. Ora, esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera?
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25 Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos. 26 Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. 27 E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos. 28 Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. 29 Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. 30 E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou. 31 Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?
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32 Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? 33 Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. 34 Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós. 35 Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? 36 Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. 37 Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. 38 Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, 39 nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do
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amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. Jesus nos revelou pelo modo pelo qual Ele aqui viveu, como é que importa que vivamos diante de Deus. Ele nada fazia de si mesmo, senão pela direção e governo do Espírito Santo. Era somente a vontade do Pai que lhe importava obedecer e cumprir, como manifestou em diversas passagens. Se Ele, como Deus e Filho Unigênito assim viveu e ainda vive para obedecer a vontade do Pai, quanto mais nós que somos apenas criaturas recebidas por Deus por meio de adoção? “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10 venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;” (Mateus 6.9,10). “39 E, saindo, foi, como de costume, para o monte das Oliveiras; e os discípulos o acompanharam. 40 Chegando ao lugar escolhido, Jesus lhes disse: Orai, para que não entreis em tentação. 41 Ele, por sua vez, se afastou, cerca de um tiro de pedra, e, de joelhos, orava,
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42 dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua.” (Lucas 22.39-42). “28 Disse-lhes, pois, Jesus: Quando levantardes o Filho do Homem, então, sabereis que EU SOU e que nada faço por mim mesmo; mas falo como o Pai me ensinou. 29 E aquele que me enviou está comigo, não me deixou só, porque eu faço sempre o que lhe agrada.” (João 8.28, 29). Jesus foi batizado no Espírito Santo para dar início ao seu ministério terreno, e nós também somos batizados no Espírito Santo, para podermos fazer a vontade de Deus. Nossa mente não está portanto autorizada a agir de modo independente, especialmente quando esta independência age em sentido contrário à vontade divina. Foi por causa do pecado que a mente passou a ser escravizada pela natureza decaída para agir de modo independente, pecaminoso e rebelde. Ela deve ser sujeitada ao governo de Cristo para que seja dirigida pela nova natureza, e não pela velha.
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“Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo.” (2 Coríntios 11.3). “1 Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. 2 E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12.1,2). “11 Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele está? Assim, também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus. 12 Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente. 13 Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas
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ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais. 14 Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. 15 Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém. 16 Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo.” (I Coríntios 2.11-16).

Publicado no site: O Melhor da Web em 15/05/2019
Código do Texto: 139925
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