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kuryos - Silvio Dutra
Silvio Dutra
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O Modo de Aplicação da Graça
10/09/2019
Autor(a): Silvio Dutra
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O Modo de Aplicação da Graça



Deus criou o primeiro casal e ordenou que se multiplicasse a sua descendência até que se enchesse a face da Terra, sendo que dentre estes se proveria de alguns para estarem com Ele para sempre, por meio da transformação deles para além da natureza terrena, dotando-os de uma nova natureza espiritual, para assim, poderem estar em comunhão com eles, uma vez que Deus é espírito, e convém ser adorado, servido e amado em espírito.
Estes escolhidos para serem adotados como filhos de Deus, o seriam por pura misericórdia, em razão da condição caída deles no pecado, e que sob a justiça divina encontravam-se sob a condenação de morte eterna, de modo que o próprio Deus assim se expressou quanto à Sua soberania em julgar os seres morais que havia criado como homens:
“Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão.” (Romanos 9.15).
O apóstolo o aplica no contexto do seu ensino sobre a eleição:
“6 E não pensemos que a palavra de Deus haja falhado, porque nem todos os de Israel são, de fato, israelitas;
7 nem por serem descendentes de Abraão são todos seus filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência.
8 Isto é, estes filhos de Deus não são propriamente os da carne, mas devem ser considerados como descendência os filhos da promessa.
9 Porque a palavra da promessa é esta: Por esse tempo, virei, e Sara terá um filho.
10 E não ela somente, mas também Rebeca, ao conceber de um só, Isaque, nosso pai.
11 E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama),
12 já fora dito a ela: O mais velho será servo do mais moço.
13 Como está escrito: Amei Jacó, porém me aborreci de Esaú.
14 Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum!
15 Pois ele diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão.
16 Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia.
17 Porque a Escritura diz a Faraó: Para isto mesmo te levantei, para mostrar em ti o meu poder e para que o meu nome seja anunciado por toda a terra.
18 Logo, tem ele misericórdia de quem quer e também endurece a quem lhe apraz.” (Romanos 9.6-18).
Agora, não é pelo fato de que são poucos os escolhidos de Deus, nem por isso Ele deixou de exigir um comportamento responsável perante Ele, segundo a obediência à Sua Lei, e especialmente à natural que imprimiu na consciência de todo homem, quanto ao que seja justo e injusto, inclusive aos que não são escolhidos, de modo que vemos vários juízos divinos que foram e têm sido exercidos em toda a história da humanidade, em razão dos pecados que são praticados na Terra.
Além destes juízos temporais e localizados há um juízo eterno de fogo consumidor, determinado para ser realizado no Dia do juízo final, quando todos comparecerão perante Ele, em espírito para prestarem contas de suas obras.
Nós temos uma grande certeza quanto a isto, conforme revelado nas Escrituras, pelo que sucedeu aos anjos eleitos que foram preservados na presença de Deus no céu, e os anjos caídos que foram sujeitados ao abismo e à condenação eterna.
Então, quanto a ter misericórdia de quem quer, isto se aplica aos que Ele elegeu no Seu amor eletivo, para serem poupados, e aos não eleitos para serem condenados.
Só há um meio de um ser moral viver de modo santo, obediente e agradável a Deus, a saber, sujeitando-se totalmente a Ele, em ser educado e revestido pela Sua graça, e onde há rebelião e resistência contra isto, não há alternativa para Deus senão a de submeter o rebelde a um juízo de condenação eterna.
Se aos anjos caídos não foi exibida qualquer misericórdia, todavia aos homens caídos esta tem sido mostrada a todos os que se arrependem em têm fé em Cristo para ser o Senhor e Salvador deles, unindo-se a Ele em espírito.
Assim, para aqueles que vivem na prática do pecado, resistindo à graça de Deus que está sendo oferecida em Jesus, livremente, pela pregação do Evangelho, por mais bem-sucedidos que eles sejam nas coisas deste mundo, melhor seria que nunca tivessem nascido, porque se morrerem nesta condição de incredulidade, segundo as palavras do próprio Senhor Jesus Cristo, estarão chorando e rangendo os dentes sob um fogo atormentador que jamais se apagará pelos séculos dos séculos sem fim.
Pior ainda será para todos aqueles que chegaram a ter algum conhecimento da verdade do evangelho e não se firmaram nela, e especialmente ser serviram de motivo de escândalo para outros por terem se intrometido no ministério da Palavra, conforme dizer do apóstolo Pedro:
“17 Esses tais são como fonte sem água, como névoas impelidas por temporal. Para eles está reservada a negridão das trevas;
18 porquanto, proferindo palavras jactanciosas de vaidade, engodam com paixões carnais, por suas libertinagens, aqueles que estavam prestes a fugir dos que andam no erro,
19 prometendo-lhes liberdade, quando eles mesmos são escravos da corrupção, pois aquele que é vencido fica escravo do vencedor.
20 Portanto, se, depois de terem escapado das contaminações do mundo mediante o conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, se deixam enredar de novo e são vencidos, tornou-se o seu último estado pior que o primeiro.
21 Pois melhor lhes fora nunca tivessem conhecido o caminho da justiça do que, após conhecê-lo, volverem para trás, apartando-se do santo mandamento que lhes fora dado.
22 Com eles aconteceu o que diz certo adágio verdadeiro: O cão voltou ao seu próprio vômito; e: A porca lavada voltou a revolver-se no lamaçal.” (II Pedro 2.17-22).
Deus é a Majestade Soberana e eternas do céu, o único Senhor e Criador do universo e tudo o que nele há, de maneira que faz o que quer e não deve explicação de seus atos a qualquer um, e importa ser conhecido, obedecido e amado por todos aqueles que trouxe à condição de existência eterna, porque seres morais não podem ser aniquilados, e se pudessem, talvez Deus o fizesse, para por um fim ao sofrimento daqueles que são Seus inimigos.
Mas, importa que o castigo seja eterno para que aqueles que foram eleitos, ou mesmo outros que Deus vier a criar depois deles, tenham um exemplo objetivo da aplicação da justiça divina no castigo daqueles que resistem à Sua vontade, para que o Seu temor esteja sempre diante deles, de modo a jamais desejarem se afastar da Sua graça, pela qual são preservados de pecar.
O dia do Juízo está cada vez mais próximo, sobretudo em nossos dias em que o evangelho já foi anunciado em todas as nações, o que é um sinal de que o edifício da Igreja já se encontra em sua forma final, de maneira que se manifeste a volta de Jesus a este mundo.
Felizes são aqueles que a bem de suas almas dão a devida consideração ao ensino da Palavra de Deus quanto ao que é necessário para se escapar do citado Juízo.
Não terá sido por falta de oportunidade, que sendo concedido por Deus que vivessem por tanto anos neste mundo, nunca se voltassem para ouvir e praticar as verdades que são anunciadas por toda parte, e especialmente na Bíblia, que hoje se encontra ao alcance de qualquer pessoa, inclusive de forma eletrônica e digital.
Todo aquele que se voltar para Cristo e buscando arrepender-se de seus pecados, será por Ele recebido e jamais será lançado fora, conforme a Sua promessa. E fiel é o que prometeu.
Apesar de todo o amor, bondade e misericórdia de Deus para com os pecadores, não são poucos os que questionam a eleição alegando que isto não é justo, a saber, salvar alguns e sujeitos outros à condenação.
Todavia que injustiça ou falta de amor e bondade há da parte de Deus quando elege alguns para serem salvos, quando todos sem exceção deveriam ser condenados justamente?
Acrescente-se que esta eleição para que pudesse ser efetivada exigiu o alto preço de satisfação da justiça divina pelo sacrifício do próprio Senhor Jesus Cristo no lugar dos transgressores.
Não se trata apenas de eleger para livrar da condenação, mas para que os eleitos venham a ser as pedras vivas de um edifício espiritual perfeito e santo, de modo que para tanto, há necessidade de busca voluntária deste aperfeiçoamento espiritual em Jesus Cristo, e é evidente que não são poucos os que não se sujeitam a isto.
Não se pode negar a Deus o Seu infinito poder e onipresença e onisciência, pelos quais pode conhecer de antemão a todos, segundo estas disposições favoráveis ou desfavoráveis, antes que sejam chamados à existência.
Não foi este o caso de Jeremias, que respondeu favoravelmente ao chamado de Deus para ser profeta para as nações, como tem sido de fato até os nossos dias, por tudo o que Deus nos deu a conhecer através dele, por sua palavra? O Senhor declara que conheceu Jeremias antes mesmo de formá-lo no ventre de sua mãe, e o mesmo testemunho nos é dado pelo apóstolo Paulo quanto à sua chamada para o ministério apostólico.
“1 Palavras de Jeremias, filho de Hilquias, um dos sacerdotes que estavam em Anatote, na terra de Benjamim;
2 a ele veio a palavra do SENHOR, nos dias de Josias, filho de Amom e rei de Judá, no décimo terceiro ano do seu reinado;
3 e também nos dias de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá, até ao fim do ano undécimo de Zedequias, filho de Josias, rei de Judá, e ainda até ao quinto mês do exílio de Jerusalém.
4 A mim me veio, pois, a palavra do SENHOR, dizendo:
5 Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e, antes que saísses da madre, te consagrei, e te constituí profeta às nações.
6 Então, lhe disse eu: ah! SENHOR Deus! Eis que não sei falar, porque não passo de uma criança.
7 Mas o SENHOR me disse: Não digas: Não passo de uma criança; porque a todos a quem eu te enviar irás; e tudo quanto eu te mandar falarás.
8 Não temas diante deles, porque eu sou contigo para te livrar, diz o SENHOR.
9 Depois, estendeu o SENHOR a mão, tocou-me na boca e o SENHOR me disse: Eis que ponho na tua boca as minhas palavras.
10 Olha que hoje te constituo sobre as nações e sobre os reinos, para arrancares e derribares, para destruíres e arruinares e também para edificares e para plantares.” (Jeremias 1.1-10).
Há então esta chamada especial da parte de Deus para alguns dos eleitos, não somente no sentido da salvação e inclusão na Sua família celestial, mas para a execução de ofícios especiais para a construção do edifício da Igreja, e para repreender, exortar até mesmo reinos e nações.
Não há de se questionar jamais a justiça, a bondade e a misericórdia de Deus em razão da eleição, porque esta não é realizada mediante méritos, qualificações ou grandeza dos escolhidos. Ao contrário, até mesmo os que são desprezíveis e que nada são para o mundo, Deus escolhe para si, porque não faz acepção de pessoas.
“26 Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento;
27 pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes;
28 e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são;
29 a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus.
30 Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção,
31 para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor.” (I Coríntios 1.26-31).
A porta da salvação pela graça, mediante a fé, estará aberta para qualquer um que vier a Cristo para fazer dEle o Seu soberano Senhor, e para ser salvo por Ele, e na plena certeza de que não será rejeitado, se o fizer pelo motivo correto, a saber, o de desejar servi-lo em santidade de vida.
Há também aqueles que objetam que o modo de justificação, ou aplicação da graça a pecadores não é algo racional e lógico, porque se todos são considerados culpados debaixo da cabeça de Adão, por terem recebido toda a sua herança genética dele, como pode agora Deus justificar alguns por simplesmente crerem em Cristo, pois, neste caso, eles não estavam ligados a Ele antes de serem justificados.
Entretanto, os tais não sabem que há de fato uma descendência em Cristo para a justificação, uma vez que todo aquele que nEle crê é nascido dEle por um novo nascimento espiritual, pois assim como Adão é a cabeça designada por Deus para a geração natural da humanidade, Cristo é a cabeça para a geração espiritual, pois o primeiro foi feito apenas alma vivente, mas o último é espírito vivificante.
Ele é designado nas Escrituras como Príncipe da Paz, Pai da eternidade etc. É pai dos que alcançam a vida eterna porque é nEle que eles são gerados de novo, por um novo nascimento que lhes comunica uma nova natureza espiritual, de modo que são chamados de novas criaturas em Cristo Jesus.
Por isso Jesus lhes ordena que a ninguém chamem, ou considerem, no que é relativo à vida eterna e à salvação, de Mestre, Guia ou Pai, porque Ele foi escolhido da parte de Deus para ser isto para eles, e somente Ele.
De modo que se alguém deseja ter vida eterna, deve ir a Cristo para recebê-la e a nenhum outro.
Ele é a Videira verdadeira pela qual os ramos vivem.
Ele veio para nos dar esta vida, que é vida em abundância, porque é a Sua própria vida que nos é comunicada através do Espírito Santo.
Assim, há uma ligação real dos crentes com Cristo, muito maior do que a que há entre eles e Adão, ligação esta que a propósito há de desaparecer totalmente, porque tudo o que receberam de Adão está determinado a desaparecer. Esta é a razão porque este corpo físico deve morrer ou ser transformado em corpo sobrenatural e espiritual recebido de Cristo no dia do arrebatamento.
Cristo é a pedra fundamental do edifício sobre o qual está sendo erigido para a glória de Deus.
Ele é o Pastor de um só rebanho de muitas ovelhas.
Ele é o marido de uma esposa sem mancha, ruga ou qualquer coisa semelhante.
Ele é a cabeça do corpo formado por crentes.
Por vários modos as Escrituras designam a união vital de Cristo com os eleitos. Eles estão unidos pelos laços indestrutíveis de um amor eterno, e que os conduz a uma comunhão íntima de uns com os outros, o que, a propósito, nunca houve em relação a Adão e à sua descendência natural.
Destacaremos adiante algumas citações de Thomas Boston, sobre o modo de realização da eleição divina.
Antes de tudo, devemos perguntar: Como Cristo, o Filho de Deus, tornou-se o segundo Adão? E então, como o pacto foi feito com ele?
Primeiro, como Cristo, o Filho de Deus, se tornou o segundo Adão? Isso nós podemos ver em duas coisas.
1. O Pai quis e planejou que seu próprio Filho, a Palavra eterna, deveria, com o propósito de misericórdia para com a humanidade perdida, assumir sua natureza e tornar-se homem. Ele viu que o sacrifício e a oferta de animais não responde ao caso; a dívida era maior do que a ser paga a essa taxa; a redenção de almas não poderia ser gerenciada, mas por uma pessoa de infinita dignidade: portanto, tendo proposto que o atributo querido da misericórdia ilustrado no caso da humanidade perdida, ele quis que a natureza humana se unisse no tempo à natureza divina, na pessoa do Filho.
E aqui está o Filho, como a Palavra eterna, a segunda pessoa da Trindade gloriosa, não tendo nenhuma relação mais próxima com o homem do que como seu soberano Senhor Criador, prontamente concordou: Heb. 10: 5,6 " Por isso, ao entrar no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste; antes, um corpo me formaste; não te deleitaste com holocaustos e ofertas pelo pecado. "- Verso 7, " Então, eu disse: Eis aqui estou (no rolo do livro está escrito a meu respeito), para fazer, ó Deus, a tua vontade." O Verbo eterno consentiu em ser feito carne, para que toda a carne não pereça: ele consentiu em se tornar homem, em união pessoal numa natureza humana, isto é, um corpo verdadeiro e uma alma racional, de acordo com o destino eterno de seu Pai. Esta foi uma instância de condescendência incrível. O consentimento do mais alto monarca de deixar de lado sua vestes de majestade, vestir-se de trapos e tornar-se um mendigo, não é para ser comparado com isso. Nem o consentimento do mais alto anjo para se tornar um verme, não deve ser nomeado em um dia com o eterno Filho de Deus, que é igual ao Pai, por seu consentimento em se tornar homem: porque distância entre a natureza divina e a humano é infinita; enquanto a distância entre a natureza angelical e a natureza dos vermes da terra, é apenas finita.
Agora, o efeito disso foi que, por meio disto, o Filho de Deus foi constituído Mediador substancial, ou Mediador em relação à natureza, entre Deus e o homem. Sendo desde a eternidade Deus igual ao Pai, ele ficou tão relacionado ao céu: e tendo desde a eternidade consentido em se tornar homem, ele permaneceu relacionado à terra: pois, embora ele não assumisse realmente a natureza do homem até a plenitude dos tempos designados pelo Pai; ainda, uma vez que ele desde a eternidade consentiu em assumi-lo, e foi impossível que seu consentimento faltasse em vigor, ele foi reconsiderado por lei, para todos os efeitos, como se ele tivesse realmente encarnado.
Um tipo disso em sua mediação substancial era a escada de Jacó, que foi "posta sobre a terra, e o topo dela alcançou o céu", Gen 28:12. Um emblema claro da natureza divina e humana em Cristo, como Mediador substancial, havia um caminho aberto para uma comunicação pela paz entre o céu e a terra. Assim, nosso Senhor Jesus aplica a si mesmo: João 1:51: "Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem.", como na escada de Jacó, Gn 28:12.
2. O Pai o escolheu para liderar a eleição; para ser o último Adão, chefe federal e representante da vontade soberana deve lançar-se sobre vasos de misericórdia e registrados no livro da vida; uma cabeça e representante com quem ele pode fazer a nova aliança para a vida e salvação para eles.
E para isso também ele prontamente concordou, consentindo em ser o último ou o segundo Adão, chefe e representante da eleição; para sustentar suas pessoas, e transacionar em seu nome: Isa. 43: 1: "Eis-me aqui e os meus eleitos em quem a minha alma se deleita". Salmo 89:19: "Exaltei um escolhido dentre o povo." 1 Cor. 15:47," O segundo homem é o Senhor do céu."
A brecha entre Deus e o homem era maior do que para ser eliminada por um mero intermediário, que viaja entre as partes em desacordo, reconcilia-os com palavras simples. Não poderia haver aliança de paz entre Deus e os pecadores sem reparação dos danos causados à honra de Deus através do pecado, e sem honrar a santa lei por uma obediência exata: mas essas coisas estão além do alcance deles, Cristo o Filho de Deus diz: "Eis que eu venho; estou contente em tomar o lugar deles, e
me colocar no lugar deles como um segundo Adão."
Agora, o efeito disso foi que, por esse meio, ele foi constituído no último Adão, ou o segundo homem, 1 Coríntios. 15:47; Mediador oficial ou Mediador em respeito ao ofício, entre Deus e o homem, 1 Tim. 2: 5, 6, "Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos." Sendo chamado de seu Pai para aquele cargo, e tendo abraçado a chamada, ele foi investido no ofício e tratado como tal, antes do mundo começar, Tito 1: 2. E de fato ele, e ele apenas, estava apto para isso. As duas famílias do céu e da terra estão em guerra,
não poderia haver paz entre eles, a não ser através de um mediador.
Em segundo lugar, deve ser perguntado: Como o pacto foi feito com Cristo como segundo Adão? E isso também pode ser considerado em duas coisas.
1. O Pai projetou um certo número de homens perdidos, para ser os membros constituintes daquele organismo escolhido para a vida eterna, de cujo corpo Cristo seria a cabeça designada; e ele os deu a Cristo para esse fim: Filipenses 4: 3, "Meus cooperadores de trabalho, cujos nomes estão no livro da vida". João 17: 6: "Eles eram teus, e tu mos deste". Estes foram uma companhia escolhida, a quem a graça livre e soberana escolheu dentre a humanidade, com um propósito de amor, e deu ao segundo Adão por uma semente; por qual motivo se diz que ele foi escolhido nele, Ef. 1: 4; estando no decreto de eleição posto sobre ele como a pedra fundamental, para ser edificado sobre ele, e obter salvação por ele, 1 Tes. 5: 9; cujo decreto, no que se refere aos membros eleitos, é, portanto, chamado livro da vida; sendo como se fosse o rolo que o Pai deu ao segundo Adão, eleito, contendo os nomes daqueles designados para ser sua semente, para receber vida por ele.
Agora, nosso Senhor Jesus, em pé como segundo Adão, chefe da eleição, aceitou o presente de determinadas pessoas eleitas ou escolhidas por seu Pai: João 17: 6: "Eram teus, e tu mos deste." Verso. 10, "todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas; e, neles, eu sou glorificado."
Quando a aliança foi feita entre o Pai e o Filho, nenhum dos eleitos estava em existência; e ele aceitou o presente deles, tendo o prazer em tomá-los em particular por seu corpo místico, pelo qual ele fez o pacto com seu pai. E, em sinal disso, ele manteve como seu o livro da vida contendo seus nomes, que, portanto, é chamado de livro da vida do Cordeiro, Apo 21.27.
2. O Pai propôs-lhe como segundo Adão, a nova aliança para a vida e salvação para eles, em todo o teor, promessas e condições das mesmas; tratando nele com todas aquelas pessoas particulares da humanidade perdida e que foram eleitas para a vida, e dadas a ele, assim como ele tratou com toda a humanidade em Adão na primeira aliança. As promessas aqui propostas foram realmente grandes e gloriosas; mas com a condição ou termos em que foram propostas, eram extremamente altos.
No entanto, como o primeiro Adão, permanecendo como chefe e representante de todos a sua semente natural, entrou na primeira aliança com Deus, aceitando a promessa, nos termos e condições nela propostos, que ele se comprometeu a cumprir; então nosso Senhor Jesus sendo elevado como segundo Adão, cabeça e representante das pessoas particulares da humanidade perdida, por nome de eleitos para a vida, e dados a ele como sua semente espiritual, entrou na segunda aliança com seu pai; aceitando suas promessas, mediante os termos e condições nela proposto; consentindo e se envolver em cumprir a mesma, para eles. E assim a aliança da graça foi feita, e concluiu, entre o Pai e Cristo, o segundo Adão, desde toda a eternidade; sendo a segunda aliança, em relação à ordem e manifestação para o mundo, embora tenha sido a primeira a existir: 1 Cor. 15:47, "O segundo homem é o Senhor do céu. " Isa. 53:10, "verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos." Tito 1: 2: "Na esperança da vida eterna, que Deus que não pode mentir prometeu antes que o mundo começasse." Salmo 40: 6-8: "Sacrifícios e ofertas não quiseste; abriste os meus ouvidos; holocaustos e ofertas pelo pecado não requeres. Então, eu disse: eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito; agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei."
(Poucos chegam a entender que a salvação dos eleitos foi toda ela baseada na aliança feita na Trindade divina antes mesmo da criação do mundo. O Pai garantiu prover todos os meios necessários para fortalecer o Filho e guardá-lo e protege-lo para a realização da Sua grande missão. O Filho se comprometeu na aliança a fazer tudo o que fosse necessário para que os eleitos fossem redimidos, justificados e glorificados, e o Espírito Santo, por Sua parte, em regenerá-los e santifica-los. Muitas outras operações estão envolvidas nesta aliança que foi feita na Trindade, especialmente entre o Pai e o Filho, de modo que tudo o que fosse necessário para o aperfeiçoamento dos eleitos até a condução deles à glória final fosse realizado sem qualquer falha. É nesta aliança que repousa a segurança eterna da salvação dos crentes, e não neles próprios, como nem mesmo poderia ser, uma vez que sendo criaturas, estão sujeitos à fraqueza, e indubitavelmente ficariam perdidos em qualquer aliança que fosse feita diretamente com eles, tal como foi o caso de Adão.)
Agora, Cristo, o segundo Adão, dando esse consentimento, levou sobre ele um caráter triplo, de peso e importância sem paralelos.
(1.) O parente-redentor na aliança,
(2.) A garantia da aliança, e,
(3.) O Sacerdote da aliança.
A mediação de Cristo percorre toda a aliança. E há várias outras partes dessa mediação, que respeitando às promessas de aliança, pertencem à sua administração. Mas estas que eu tenho agora mencionado, respeitam à condição da aliança e, portanto, pertencem à sua realização.
I. Cristo, o parente-redentor da aliança
Nosso Senhor Jesus Cristo, o segundo Adão, dando seu consentimento na aliança, como lhe foi proposto pelo Pai, se sustentou como parente
redentor na aliança: Jó 19:25: "Eu sei que meu Redentor vive, e que ele se levantará no último dia na terra ".
Segundo a lei de Moisés, quando um homem não era capaz de agir por si mesmo, afirmar e usar seu próprio direito, que era semelhante a ele, tinha o direito de agir por ele, entrando em seu lugar e ficando de pé à sua direita. E este foi
chamado seu Goel; o que significa corretamente um parente-redentor. Daí que a palavra às vezes é traduzida como parente; como em Números 5: 8, "Se o homem tiver nenhum parente (Goel) para recompensar a transgressão." Rute 3:12, " Eu sou teu (Goel) parente próximo: no entanto, existe um parente (Goel) mais próximo do que eu.”
Às vezes é convertido em Redentor; como Prov. 23:11, "Seu (Goel) Redentor é poderoso." Isa. 47: 4, "Quanto ao nosso (Goel) Redentor, o Senhor dos Exércitos é o nome dele." Alguém que está agindo nessa capacidade, é chamado a fazer a parte do parente, ou redentor, por direito de parentes, Rute 3:13; e 4: 6.
No entanto, alguém pode se recusar a fazer a parte do parente; como    o parente-redentor de Rute fez, que renunciou ao seu direito a Boaz, e em sinal tirou seu próprio sapato e o deu a Rute 4: 6, 7, 8.
Agora, Cristo, o segundo Adão viu pecadores, seus parentes bastante arruinados e incapazes de agir por si mesmos. Nenhum deles conseguiu resgatar a si mesmo e muito menos seu irmão. Nem os anjos, próximos a eles no mundo racional, não se intrometem na redenção; tendo certeza que eles não poderiam ter deixado de estragar sua própria herança, nem também não livraram seus pobres parentes. Se ele deveria ter recusado, e tirado o sapato para eles, ou para qualquer outro de toda a criação, não houve quem se atrevesse a recebê-lo, nem o pé nele. "Eu olhei", diz ele, “e não havia quem me ajudasse, e admirei-me de não haver quem me sustivesse; pelo que o meu próprio braço me trouxe a salvação, e o meu furor me susteve.", Isa. 63: 5. Ele assumiu o caráter de seu parente-redentor; e dele, como tal, Jó fala na passagem prevista, que eu imagino ser assim expresso no original: "Eu sei, que meu parente-redentor vive:
e fim ele se levantará sobre o pó." Em que palavras Jó conforta-se com a visão de Cristo como seu parente-redentor vivo, mesmo em seus dias, em relação à sua natureza divina; e como o último ou o segundo Adão (em oposição ao primeiro, Êx 4: 8, 9; Dt 24: 3, 4.) a saber, o último ou o segundo Adão Redentor, em oposição ao antigo ou primeiro destruidor de Adão; acreditando firmemente que aquele que se une a si    na natureza humana, deve com certeza levantar-se sobre o pó da terra e fazer a parte do parente para ele; como o outro, tendo o fôlego da vida respirou em suas narinas, levantou-se e estragou tudo.
Agora, havia quatro coisas que o parente-redentor deveria fazer por seu parente, incapaz de agir por si mesmo; tudo o que Cristo, o segundo Adão assumiu no pacto.
1. Ele deveria se casar com a viúva de seu parente falecido, para levantar sementes para seu irmão. Boaz foi lembrado por Rute, cap. 3: 9, "Disse ele: Quem és tu? Ela respondeu: Sou Rute, tua serva; estende a tua capa sobre a tua serva, porque tu és resgatador." Compare os versículos 10–13; cap. 4:10; e Ezequiel 16: 8. “estendi sobre ti as abas do meu manto e cobri a tua nudez; dei-te juramento e entrei em aliança contigo, diz o SENHOR Deus; e passaste a ser minha."
Nossa natureza estava em condição confortável e frutífera, enquanto a imagem de Deus impressa então em Adão permaneceu com ele; mas essa imagem está sendo removida, na morte espiritual causada por seu pecado, houve uma absoluta esterilidade, quanto aos frutos da santidade, em nossa natureza assim deixada. Mas o nosso parente-redentor consentiu em se casar com a viúva. Ele se comprometeu a assumir a nossa natureza humana em particular, tomando sua carne da família de Adão. Assim foi previsto, que seu corpo não deve ser feito de nada, nem de qualquer coisa que não foi derivada de Adão como original. Foi uma partida baixa, de fato, para ele; e teria sido assim, mesmo que a família de Adão estivesse em seu estado primitivo e esplendor: mas agora era considerado em profundidade de pobreza e desgraça. No entanto, sendo necessário para a nossa redenção, ele o consentiu, como nosso parente-redentor.
Assim, na plenitude do tempo, ele foi feito de uma mulher, filha da família de Adão, Gal. 4: 4, e também era filho de Adão, Lucas 3: 23–38. Assim, foi lançada uma base para o casamento místico dos crentes com ele; qual casamento místico não pertence à condição e ao cumprimento da aliança adequadamente, chamado. E o grande fim, subordinado à glória de Deus, pela qual essa união mais íntima e combinada com a nossa natureza foi penetrada pelo nosso parente-redentor, era para torná-lo novamente frutífera nos frutos da verdadeira santidade: e sem ele nossa natureza teria permanecido sob absoluta esterilidade nesse ponto, do mesmo modo que a natureza dos anjos caídos.
2. Ele deveria resgatar a herança hipotecada de seu pobre parente, Lev. 25:25, "Se teu irmão ficar pobre, e tiver vendido algumas de suas possessões, e se algum de seus parentes vier para resgatá-la, ele deverá resgatar aquilo que seu irmão vendeu; "ou melhor", então virá em seu parente-redentor, que está perto dele; e ele resgatará aquilo que seu irmão vendeu." Nosso pai, Adão, se tornou pobre através do trato fraudulento do tentador com ele, pois vendeu completamente a herança da vida eterna por um pedaço de fruta proibida: e seus filhos ainda mais pobres, através de sua própria culpa pessoal, haviam se colocado cada vez mais longe da vida eterna.
Eles não poderiam ter levantado entre todos, o que teria resgatado tanto quanto a parte de um homem. No entanto, exceto que fosse redimido, eles nunca poderia ter tido acesso à herança. Portanto, o segundo Adão, como Parente-redentor, assumiu o ônus da redenção sobre si mesmo, e concordou em pagar o preço dessa compra; "morrendo por nós, para que possamos viver junto com ele ", 1 Tes. 5:10. (Com isto, foi também cumprida a exigência da Lei, pois era dever do parente-próximo resgatar o que foi perdido pelo parente pobre. Nosso Senhor cumpriu perfeitamente a Lei, para que morrendo sob a Lei, pudesse ser justificado para ser o nosso pleno Redentor.)
3. Ele deveria resgatar seu pobre parente em cativeiro, pagando o preço de sua redenção: Lev. 25:47, "Quando o estrangeiro ou peregrino que está contigo se tornar rico, e teu irmão junto dele empobrecer e vender-se ao estrangeiro, ou peregrino que está contigo, ou a alguém da família do estrangeiro,", verso 48: "depois de haver-se vendido, haverá ainda resgate para ele; um de seus irmãos poderá resgatá-lo:" Verso 52 " Se restarem poucos anos até ao Ano do Jubileu, então, fará contas com ele e pagará, em proporção aos anos restantes, o preço do seu resgate."
Sendo vendido nos lombos de nosso primeiro pai, fomos escravizados sob a maldição da lei. Então nós somos por natureza os escravos da lei e, consequentemente, escravos do pecado e de Satanás, para nunca ser libertados sem resgate, o valor total de muitas almas. Esse resgate foi declarado na aliança; ou seja, que o    parente-redentor deve dar-se em resgate por seus pobres parentes: e ele concordou com isso, para adquirir a liberdade deles, 1 Tim. 2: 5, 6. O resgate foi grande, alma por alma, corpo por corpo; uma pessoa de infinita dignidade para seus pobres parentes em cativeiro. Mas ele consentiu em assumir a forma de um servo, para que eles sejam libertado; entediado na porta da lei, para que eles possam ser libertados de sua escravidão.




Publicado no site: O Melhor da Web em 10/09/2019
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