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Briga de Faca (Trechos da Pelaja de Zé Francisco contra o lobisom de santana do Ipanema)
14/05/2009
Autor(a): ISLAN LISBOA
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Briga de Faca (Trechos da Pelaja de Zé Francisco contra o lobisom de santana do Ipanema)

Na Feira do Passarinho, por mais que tentasse manter a calma, estava sempre de guarda levantada, tocava a peixeira por debaixo da camisa cada vez que alguém esbarrava nele.
Pegou a gaiola e foi embora. Antes de ir para casa tomou ainda uma dose de misturada, em um dos últimos toldos abertos, sentiu o orelha esquentar, comeu uma fatia de queijo manteiga para tira-gosto. Na hora de pagar, o vendedor disse que era por conta da casa.
− Apruveite cabra safado! Hoje é teu último dia na terra!
Ele ouviu alguém gritar estas palavras do outro lado da rua. Colocou a gaiola no chão, e virou-se letamente. Era João Epifânio, conhecido como João Diabo.
− Ninguém me chama de cabra safado!
− E Ninguém fica no meu caminho! Nóis vamo desempatá na faca!
A correria foi geral, uns se trancaram em casa, outros de esconderam do jeito que puderam. Em pouco tempo ficaram apenas os dois na rua. João Diabo, de faca em punho, caminhou em direção a Francisco. Este também retirou sua faca da bainha.
− Eu ouví muita história a teu respeito Zé Francisco! Eu vô lhe dizê uma coisa: Tu é um home que faiz gosto matá! Diferentemente desse borra bota que o povo me pagá pra dá cabo! Tu vai sê meu escravo no inferno!
−Mais antes eu vô mandá você pra lá primêro!− Respondeu o caboclo.
Um avançou no outro. Ficaram se estudando em círculos. Zé Francisco deu a primeira investida com a faca. Atingindo apenas o ar. O matador aproveitou-se deste erro e consegui atingi-lo no braço.
―O que foi que eu lhe disse? Hoje é teu último dia!
Não restavam dúvidas de que aquele homem possuía uma habilidade descomunal empunhando armas brancas, e que para vencer, o caboclo tinha que calcular melhor seus movimentos.
O pistoleiro golpeia Zé Francisco, acertando também o vácuo. O sertanejo tenta se valer da mesma tática de contra-ataque de Epifânio. Não consegue, o erro do pistoleiro foi apenas um estratagema para aproximar-se de seu rival. Ele fere Francisco no abdômen.
− Eu inventei a briga de faca! Antes de acabá cum a tua raça... vô te sangrá que nem se sangra um porco!
Aquele homem era louco, fazia isso com um sorriso no rosto, jogava a faca de uma mão para a outra, para ele era como se fosse uma brincadeira. Se quem observava achava que não dava para piorar, ao recuar, Zé Francisco tropeça e cai no chão. Ele para um lado, sua faca para outro.
João Diabo aproveita a oportunidade e atira-se sobre ele. Só que o caboclo consegue repeli-lo com os pés. Agora, ambos estão no chão, mas Francisco ainda está desarmado.
Rapidamente agarra-se com Epifânio, a luta agora é pela faca. Os dois rolam pelo solo e caem de uma pequena ribanceira. Silêncio total, até se ouvir um grito.
Os curiosos correm para ver. As mulheres colocam as mãos na cabeça em sinal de desespero, os homens não acreditam no que veem. Devagar, João Epifânio se levanta, deixando Zé Francisco no chão, coberto de sangue.
Quem olhou atentamente, percebeu que o pistoleiro está com sua própria faca cravada na barriga. Ele dá três passos e cai. O sertanejo se levanta.
− Calma minha gente! Eu tô intêro! Esse sangue é dele! O cabra de péia disgraçô minha camisa!
Francisco aproximou-se de João Diabo, que agonizava no chão e falou:
―E foi eu quem inventô o pulo do gato!
―E vocês aí! O que é tão fazeno parado? Vão buscá ajuda! O cabra ainda ta vivo!
―Dêxa essa peste morrê aí!― exclamou um curioso.
―Não! Filho de Deus ou do capeta, ele tem conta pra acertá cum a justiça! O cum a dos home, o cum a de nosso sinhô! (...)


Publicado no site: O Melhor da Web em 14/05/2009
Código do Texto: 25177
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