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A loura platinada
03/05/2008
Autor(a): CARLOS CUNHA / o Poeta sem limites
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A loura platinada


Chayra era uma loura platinada, mas não se pode dizer que tinha muito glamour. Seus cabelos pálidos alourados estavam sempre puxados, para formar um rolo ordenado em seu pescoço. Os olhos azuis, também bastante pálidos, mostravam nela inteligência, por trás das lentes grossas que usava. O rosto apesar de bastante inexpressivo, mostrava feições límpidas e miúdas. Era na verdade uma secretária muito competente e não uma funcionária somente eficiente e aceitável. Tinha subido em sua carreira não por seus encantos, mas por ser capaz de decorar qualquer coisa, não importando a quão complicada fosse, e reproduzir datas, horas e nomes sem precisar consultar nenhum apontamento. Era também muito bonita e dona de um corpo escultural. Sempre vestindo roupas austeras e recatadas, não conseguia esconder as curvas maravilhosas dele e exalava muita sexualidade natural no seu comportamento e ao andar.
Seu chefe, presidente de uma firma internacional, estava ciente de que devia á ela muito mais do que o dinheiro podia pagar. Sua memória, sua experiência, seu julgamento nos problemas que surgiam no dia a dia no trabalho, e sua cabeça fria e equilibrada, eram insubstituíveis. Ele, como também todos os outros funcionários da firma, morria de tesão por ela, mas ficava na dele por não querer misturar as coisas e acabar perdendo a melhor funcionária que tinha.


Com a chegada do final do ano, os funcionários da empresa resolveram fazer uma festa para se confraternizarem. Festejarem, além do sucesso obtido por todos no ano que terminava, e também beberem e se divertirem. Marcaram a data e o local, estando todos presentes no acontecimento.
Chayra foi á última a chegar e deixou todos os colegas de boca aberta quando a viram. Ela usava um vestido negro agarrado ao corpo, com um corte ao lado, que deixava a mostra sua perna longa e bela quando andava. Os cabelos, enfeitados com uma rica tiara de pérolas, estavam soltos e lindos cachos escorriam por suas costas, descobertas também pelo enorme decote do vestido, até quase sua cintura. O rosto dela tinha traços delicados sem os óculos que normalmente usava, pois no lugar deles tinha lentes que deixavam seus olhos com a cor de um céu num dia brilhante. Seu chefe foi o primeiro a cumprimentá-la:

      - Você está linda Chayra!

      - Bondade sua Dr. Ricardo, só me produzi um pouco.

      - Só que vamos deixar o Doutor de lado, afinal isto é uma festa e você pode muito bem me chamar de Ricardo.

      - Acho que não, pois todos aqui trabalham conosco e gostaria de continuar lhe tratando com respeito para não haver mal entendidos.

      - Ta você é que sabe, ele respondeu meio sem jeito e acrescentou. Pelo menos me deixa eu te servir uma taça de champanhe?

      - Eu aceito Dr. Ricardo, estou mesmo com sede, ela disse e com muito charme pegou a taça que lhe foi estendida.


Logo Chayra estava rodeada pelos colegas de trabalho que encantados a tratavam com gentileza e veneração. Todos, menos ela, beberam bastante e várias vezes teve que se fazer de desentendida pelas cantadas dos mais afoitos, o que fez sem dificuldade e com muita classe. Seu chefe não teve mais oportunidade de ficar a sós com ela, mas não tirava os olhos dela o tempo todo.
Quando saiu da festa e estava na calçada a espera do táxi que havia pedido, o Dr. Ricardo a abordou.

      - Você veio sem seu carro?

      - Está na oficina e eu tive de vir de táxi. Já chamei outro pra ir embora

      - Pois dispensa que eu vou te levar.

      - Não precisa não Doutor, o senhor mora em outra direção e isso vai lhe dar muito trabalho.

      - Não vai ser trabalho nenhum Chayra, eu vou adorar ter alguns minutos só com você. Ta na hora de eu conhecer melhor a secretária eficiente que trabalha ao meu lado á tantos anos. Vamos até meu carro que eu te levo.


Durante todo o percurso eles conversaram bastante e os olhos dele não conseguia esconder o desejo que sentia por ela, apesar de se comportar com respeito e só lhe ter pedido que lhe chamasse pelo nome enquanto estavam sós. Quando chegaram á frente do prédio em que ela morava, ele se despediu respeitosamente dela com um beijo na mão e lhe disse:

      - Obrigado Chayra, pelo bate papo gostoso e pela companhia agradável.

      - Eu é que te agradeço a gentileza de ter me trazido Ricardo, mas a champanhe da festa estava bastante quente e tenho uma bem gelada lá em cima. Sobe comigo para tomar uma última taça.


No outro dia Chayra voltou ao trabalho. Vestia-se com a austeridade costumeira e seus cabelos estavam novamente presos. Cumprimentou a todos educadamente, enquanto seu chefe pensava: “Tantos anos ao lado dela sem conhecer a mulher e a fêmea fogosa que ela é. Minha mulher e meus filhos que me perdoem, mas depois desta noite a terei como amante para sempre”.






Publicado no site: O Melhor da Web em 03/05/2008
Código do Texto: 3039
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