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SAGA II 06/08/2009 |
| Autor(a):
DECIO VEDOVELLO |
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SAGA II
Capítulo 3 - O CAÇA FANTASMA
Da conversa mole dos adultos,bem ou mal,o garoto entendeu que fantasma era a visão me-
donha e apavorante do reaparecimento de alma
penada que amedrontava pelo sobrenatural,sen
do que para as bandas da região velha da ci-
dade,local onde o vento assobiava nos telha-
dos,havia uma casa mal-assombrada.
Mesmo os mais valentões evitavam passar lá
e as crianças abriam o berreiro,só em ouvirem
falar dela.
O pequenucho era brioso; coragem não lhe
faltava,tanto que assitira ,de costa e olhos
fechados,ao apavorante filme "King Kong".
Tomou uma decisão.
Estacionou,sob a escada,a "baratinha" con-
versível "MARI",armou-se do estilingue goia-
beira e saiu de fininho,desapercebido dos pa-
rentes,tomando o rumo do morro dos ventos ui-
vantes. Pelo caminho foi carregando o bolso
com munição,seixos e calhaus,para enfrentar a
abantesma,bruxa ,o quer que fosse.
Na quebrada da esquina de uma rua torta e
poeirenta topou com a malfadada e descuidada
habitação:-um velho sobrado cinzento,com bei-
ral desbeiçado pedindo conserto e pintura,la-
deado por mato crescido.
Desconfiado,o aventureiro,como se nada qui
sesse,assuntou os arredores e volteou o casa-
rio; depois,confiado,atirou a primeira pedra.
Meia hora passada e já não havia vidraça
inteira;a assombração,a alma penada ou o fan-
tasma era de nada.
Lampeiro e desassombrado tomou o caminho
de sua casa.
A conta do "bombardeio" apareceu dias de-
pois,a ser paga pelos desarvorados genitores.
Mais uma vez,o caçador de fantasmas foi de
lombo quente para a cama.
Capítulo 4 - O CÁRCERE PRIVADO
Corretivo,disciplina,o ensino se fazia ne-
cessário e assim foi levado ladeira acima até
chegar ao presídio:O Colégio dos Anjos,já de-
vidamente orientado quanto a candura do aluno
Entregue aos cuidados da porteira,uma guar
diã com uma bata preta a esconder o corpo e
uma camalha branca a ocultar o semblante, foi
aprisionado numa carteira com tarefas a cum-
prir. Chegada a hora do recreio o infante se
viu,momentaneamente,a salvo ds vistas das car
cereiras e escapuliu para o pomar.
Como o filho das selvas grimpou os galhos
de uma árvore,passou para o muro e foi pescar
nas águas do chafariz da praça,continuando a
fuga até o quintalão de sua casa.
Lá chegando deparou com os aflitos poli-ciais tentando explicar, aos pais ,a escapada
anjinho.
Isso se repetiu enquanto lá estudou,ou me-
lhor,lá frequentou.
Cidade do Bom Clima,1934
Publicado no site: O Melhor da Web em 06/08/2009 Código do Texto: 35869 |
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