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vedovello - DECIO VEDOVELLO
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Textos & Poesias || Recordações
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A Cama
04/09/2009
Autor(a): DECIO VEDOVELLO
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38636 A  Cama vedovello - DECIO VEDOVELLO
A Cama

            "Fiz a cama na varanda
               me esqueci do cobertor,
               deu o vento na roseira
               me cobri toda de flor".

      A cama fofa ou de armação,usada por don-
zelas,ou cortezãs, tendo um baldaquino a sus-
tentar o cortinado,evita qualquer incômodo    e
indiscrição,enquanto elas dormitam.

      "Local de sonhos, essa fonte de poesia e
de ações generosas,é para muitos a recordação
das belas primícias do prazer".

      Quando despertas as mulheres se metem na
cama para resguardar,às vezes,a intimidade de
seus atos,pois possuídas ou levadas por furor
deitam e rolam. Às vezes,o leito é arrebenta-
do,quer pela fadiga do material,quer pelo ím-
peto dos usuários.

      Quem tem fama deita na cama    que é lugar
quente,mas tome cuidado,pois quem faz a    cama
pode acordar na lama.

                  - USUFRUCTÁRIAS -

      ALTAIR - biriba trigueira e trelosa,    de
cabeleira negra trançada, de boca úmida, mãos
acariciantes e quentes,mas de pés frios.
      Ingênua, mas curiosa, se meteu em camisa
de onze varas ao mexer na vara dum bom paren-
te que sabia malhar em ferro frio.
     
Qual o primo que da prima não roubou beijos?
      "Ela se abandona ao beijo roubado,
         a perna bem torneada,o seio macio
         e as pálpebras cerrada,ao primo amado
         entrega o corpo nu,belo e luzidio".

      Várias foram as ocasiões que a jovem foi
à fonte,sem jamais quebrar o pote.      
      Temendo o diz-que-diz familiar,orientada
pelo seu mestre,que em boca fechada não entra
mosca e que quem não tem cão caça com gato, a
rapariga deu o pulo de gata escaldada.
      Soube disfarçar os arranhões,arrumou    um
noivo dos sertões goianos e lá montou numero-
sa prole.

      DORA - nativa da cidade do Tonico Gomes,
na propalada casa da flor da    idade, dizendo ter sido lograda pela balda dum camafonje, a-
dentrou no quarto quente de Heso, adredamente
preparado,e tal foi o seu descuido que teve a
cuidada flor desfolhada e o vaso quebrado.
      A moçoila, que    não era do frevo nem do maracatu, ficou em fraldas de camisa e bailou
o ameleio a dois. Extasiada com o ensaio inu-
sitado, pediu bis e tris, apeando    da cama de
pernas bambas e quartos prostrados.
      Como o que é bom dura pouco,essa cidadã
aparecida,após completar os estudos práticos com aquele personal trainer, poz a tranca na
porta meio-arrombada e    tratou de se arrumar
com um desavisado tiradentes.

   "Em vão a luz da crepitante vela
   do amante clareia o corpo ardente;
   queres aquele idílio - em tua mente bela
   uma lembrança - no teu seio quente.
   Companheira de noite mal dormida,
   uma folha d'árvore da vida
   - estrela que anuncia a luz da aurora -
   do canto do amor nota perdida,
   do encanto de quem ADORA".

      WILMA - oriunda    do    interior    paulista,
frequentou o leito na flor da idade,levou pau
na idade de ferro, para na idade legal entrar
na idade do ouro.
      Cognominada Espanadora da Lua,não dada a
fazer castelos de areia,bem raposeira, se di-
plomou na escola de Snotra,no curso extensivo
de Kama,com mestrado de Komo.
      Estudou e formou-se com louvor em clari-
neta de Dafnis.
      Mulher, de incrível edacidade,levou dois
exauridos    desgraçados ao leito de Locusto e,
utilizando de sua língua de fogo, os queimou,
em vida,na sua câmara ardente.
      De tempo em tempo, essa    vivaracha    toma
chá de sumiço para    retemperar suas    energias
e vergonhas.
      Com um delgado sendal as partes    cobre,
de quem vergonha é natural reparo,mas as ver-
nhosas partes não cinge.
           
            "Amanhã todo esse fogo
            o tempo irá apagar;
            inflamai a alma logo.
            Amai! a noite vos chama,
            enquanto houver uma chama
            querem vosso corpo afagar".

     
      ANNA - ariana das alterosas,sabedora que
o peixe e os homens morrem pela boca, tem    as
respostas na ponta da língua,sem ter papas na
boca. Insidiosa,se fazendo de imatura,se dei-
xou enlear por empavesado tabaqueador    que    a
tomou sem camisa para a cama, mesmo esta nào
estando quente.
  
               Da mão à boca se perde,
               muitas vezes,a sopa...
                                                                 
      O consorte hasteou a bandeira e ela riu à bandeira despregada quando ao cessar o fogo
ele apresentou a bandeira branca, para depois
arriar a bandeira.
     
      Como devota de São Felisberto,recolheu e
curou muitos enervados,com seus préstimos.

      "A frouxa luz da alabastrina lâmpada
      lambe voluptuosa os bons contornos...
      Oh! deixa aquecer os seios divinos
      com o doido afagar dos lábios mornos".

      Soube como ninguëm corrigir a disgrafia
pela disfasia mas, não tendo a língua morta,
se deu bem no pífaro.
      No bailarico dançou conforme a música,e
jamais caiu da corda bamba,mesmo vivendo nas
nuvens.
      "O perfume é o envólucro invisível         
      que encerra as formas da mulher bonita;
      bem como a brasa em chama visível
      a bela dona habita.


      SENHORA - paulista,amiga de Lada, vinda
linda do pé da serra,a ninguém deu o pé, mas
em pé e trajada, é uma graça de encher os o-
lhos da cara,a qualquer vista,armada ou nua.
      Inexperiente,quase enfiada no vestido de
cogula bem negra de religiosa, caiu na espar-
rela ao ir na conversa dum melífluo e ardilo-
so mequetrefe.
      Permitiu-lhe abrir sua cancela, deixando
a novilha ir para o brejo e quase se atolar.

               "Brilha à luz toda faceira
               um belo semblante num sorriso,
      crê-se em feitiço,crê-se em feiticeira".

      A moça passou maus bocados,(mesmo    sendo
um bombocado),andou no arame se    equilibrando
com a sombrinha,para tapar o sol com a penei-ra e    não deu com os burros nágua.
      Como a união faz a força,apoiada por Ca-
mele, a jovem resolveu se unir    em conúbio, e
por vontade própria se vestiu e se mitrou    de
cardinalessa "in petto".
      Unida a Calianara,ela deu uma guinada de
l80 graus, exigindo e    obrigando o capitulado
esposo enfiar a viola no saco e engolir fari-
nha a seco.
           
            "Sempre alegre e radiosa,
            de encantos ornada,em langor
            da quente cama a jovem esposa
            se levanta;linda e bela flor".      
           
      Infeliz ou felizmente,ela tem que se vi-
rar e contorcer,quando segura e escorrega pe-
lo pau de sebo,erguido pelo cara-metade,meti-
do a sebo.
                                                        
               "Colhei-a com doçura,
               erguei-a com cautela...
               Oh! frágil criatura,
               tão jovem e tão bela"!

                                                Penedo,1962


                                                                    
                                                                                                                 








                                                                                                                                                                                                                                      



















  
                       










           

















                                                           













                                                                                                                                                              








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Código do Texto: 38636
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