Espaço Literário

O Melhor da Web



Busca por Autores (ordem alfabética)
Busca Geral:
Nome/login (Autor)
Título
Texto
jessebarbosa - JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
Cadastrado desde: 11/06/2008

Texto mais recente: COMEDORES DE SOBRAS



Necessita estar logado! Adicionar como fã (necessita estar logado)
 
Recado
Contato

Conheça a Página de JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA , agora só falta você!
http://www.poesias.omelhordaweb.com.br/pagina_autor.php?cdEscritor=405

 
Textos & Poesias || Social
Imprimir - Impressora!
Imprimir
COMEDORES DE SOBRAS
11/06/2008
Autor(a): JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
VOTE!
TEXTO ELEITO
0
Após 100 votos, o Texto Eleito será exibido em uma página que irá reunir somente os mais votados.
Só é permitido um voto por Internauta por dia.
Achou o texto ótimo, VOTE! Participe!
ELEJA OS MELHORES TEXTOS DA WEB!
COMEDORES DE SOBRAS

                                                                        COMEDORES DE SOBRAS



No penúltimo halo da antemanhã,
Pessoas saem de seu humilde viveiro
Para buscar o combustível do corpo
Em um quase longínquo desterro.


E, ao chegar a seu destino,
                  A feira,
Esperam pacientemente
O ocaso da efervescência
Da harmonia desarmônica
Dos sóis de quem vende e de quem compra.



Então, quando advém a hora ansiada,
Afluem sôfregas ao encontro do tapete
De frutas, legumes e verduras
            Que cobre o chão
Onde, sob os afagos rudes do dia-a-dia,
Rodas, sapatos, pés desnudos ou de sandálias
Apressada e inescrupulosamente pisam.


Ah, e como a fome delas
                     É canina e ao mesmo tempo conformista:
Um ancião desempregado
Amaina o vácuo em sua barriga
Com uma suculenta manga dormida.
Ah, quando alguém se depara
Com a horrenda fronte da fome
   ------ Sentada no trono de sua opulência ferina ------
Deslinda que o nojo é luxo;
Não uma alameda a ser seguida.





Algumas, ao regressar a seu ninho,
Comutam refugo em lucro:
O que na feira era lixo;
Na carente vila de casebres
É auspicioso fruto rentável, celeste, divino.


No entanto, para a hoste de grisalhas
Barbas engravatadas e garbosas,
Este paraíso da lídima e visceral miséria
É nada mais que um moribundo resquício
De seu passado sem rosas e azaléias.


Não, mas estas pessoas:
Estas pessoas sabem
Que a miséria cintila até o ponto
Em que assoma a dor nas vistas;
Que ela é viva, concreta, fenece, fere,
Queima e alucina.
E ela o faz de inúmeras maneiras:
Maneiras que a mais poderosa verve
Nunca sequer imagina.


Sim, todavia alheias aos mais atrozes sofismas,
Elas prosseguem crentes na vida:
Sempre a segurar a ponta do rabo
Daquilo que crêem ser a esperança,
Apesar do crepúsculo, das mazelas,
Das chagas em abundância,
Da dor, da amargura e da desabonança!
Enfim,    elas prosseguem,
Mesmo com o mar infinito de desamor,
De inclemência, da ausência de ternura
E do culto da sentimental distância.   
Sim, estas belas pessoas continuam a hastear,
Embora não saibam,
O estandarte do vislumbre de uma vindoura era magnânima.
  
   JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA




Publicado no site: O Melhor da Web em 11/06/2008
Código do Texto: 4361
AQUI VOCÊ INTERAGE DIRETAMENTE COM O(a) AUTOR(a) DA OBRA! DEIXE UM COMENTÁRIO REFERENTE AO TEXTO! É FÁCIL, É LEGAL, VALE A PENA!
Caderno Comente esse Texto - Seja o primeiro a comentar!
Obras do(a) Autor(a):


Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.