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IGdeOL - IVO GOMES DE OLIVEIRA (IGDEOL)
IVO GOMES DE OLIVEIRA (IGDEOL)
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DIA DE FINADOS - NO JARDIM SUSPENSO DOS MORTOS
01/11/2009
Autor(a): IVO GOMES DE OLIVEIRA (IGDEOL)
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DIA DE FINADOS - NO JARDIM SUSPENSO DOS MORTOS

1) NO JARDIM SUSPENSO DOS MORTOS

Sobressalto!... Minha mãe chora copiosamente sobre o meu cadáver. Suas lágrimas umedecem o paletó preto que, lembro-me vagamente, aquele homem de face pálida e aparência distinta havia me vestido quando eu ainda jazia no frio mármore do necrotério. Tento articular alguma palavra de consolo à minha aflita mãe, mas os lábios que sinto ressecados não obedecem ao comando do meu cérebro. Não consigo desviar a atenção do perfil que se depara à minha frente. Flexiono os braços para abraçá-la e eles não se movimentam. Ouço à distância o murmúrio do vento e cânticos sonoros que aguçam a minha mente em redemoinho violento. Não tenho noção de tempo. O lugar onde me encontro parece-me frio e terrível. Medo e pavor apoderam-se do meu pensamento. Sinto-me perdido nos confins do Universo e as lágrimas que minha mãe derrama sobre o paletó que visto, vão, pouco a pouco, adentrando a casimira do seu feitio, aquecendo meu coração inerte. Sinto-me protegido por agradável sensação de afeto e me dou conta que não mais faço parte do mundo dos mortais e que sou mais um vivente no desconhecido mundo dos mortos.
Que serei eu nesta estranha paragem, com o corpo sem ação e sendo corroído pelos vermes que deslizam na minha carne sem ao menos pedirem-me licença para tanto?
Ah, seu eu soubesse! Teria tido mais carinho para com minha querida mãe durante a efêmera vida terrena. Agora as suas lágrimas são os medicamentos que amenizam as dores das feridas que esses minúsculos seres começam a fazer nas minhas entranhas.
Silencio... Silencio... Silencio...
Silêncio completo!


Publicado no site: O Melhor da Web em 01/11/2009
Código do Texto: 44169
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