Espaço Literário

O Melhor da Web


Parceria de Sucesso entre o site Poesias www.omelhordaweb.com.br e o www.efuturo.com.br
Confira. Adicione seus textos nele. O eFUTURO já começou.

Indicamos:Efuturo.com.br - Efuturo é uma Rede Social de Conhecimento, Ensino, Aprendizado Colaborativo, Jogos Educativos e Espaço Literário.


Busca por Autores (ordem alfabética)
Busca Geral:
Nome/login (Autor)
Título
Texto
IGdeOL - IVO GOMES DE OLIVEIRA (IGDEOL)
IVO GOMES DE OLIVEIRA (IGDEOL)
Cadastrado desde: 07/05/2009

Texto mais recente: AO MESTRE



Necessita estar logado! Adicionar como fã (necessita estar logado)
 
Recado
Contato

Conheça a Página de IVO GOMES DE OLIVEIRA (IGDEOL) , agora só falta você!
http://www.poesias.omelhordaweb.com.br/pagina_autor.php?cdEscritor=2027

 
Textos & Poesias || Datas Especiais
Imprimir - Impressora!
Imprimir
A PARTICIPAÇÃO DA MAÇONARIA NO XV DE NOVEMBRO DE 1889
12/11/2009
Autor(a): IVO GOMES DE OLIVEIRA (IGDEOL)
VOTE!
TEXTO ELEITO
0
Após 100 votos, o Texto Eleito será exibido em uma página que irá reunir somente os mais votados.
Só é permitido um voto por Internauta por dia.
Achou o texto ótimo, VOTE! Participe!
ELEJA OS MELHORES TEXTOS DA WEB!
A PARTICIPAÇÃO DA MAÇONARIA NO XV DE NOVEMBRO DE 1889

Pesquisa: IGdeOL

Fica difícil para nós, que pertencemos à era da comunicação, entendermos como um grupo de pessoas podia, no final do século dezenove, conspirar contra o governo e contra a corte, e ainda fazer suas idéias se espalharem com rapidez e segurança.
A conspiração tinha de ser feita de pessoa a pessoa, de grupo a grupo, de boca a ouvido. Mesmo os incipientes meios de comunicação, panfletos e jornais, não podiam ser usados.
Nesse panorama, houve um meio de comunicação que demonstrou ser eficiente e seguro: nas reuniões em Lojas maçônicas. Vez por outra, a reunião de maçons em lugares reservados. Foi dentro do meio maçom que as idéias da República frutificaram desde cedo.
A Maçonaria já dera mostras de sua força nos episódios da Independência e da Libertação dos Escravos.
Mesmo após a Independência, o Brasil não estava contente, pois ainda se atrelava a uma Monarquia Portuguesa.
Segundo Gustavo Barroso, “A República foi, no Brasil, obra duma propaganda persistente, oculta e sutil, trabalho nitidamente maçônico, em que as Lojas se serviam das Forças Armadas, depois de arrancarem todas as escoras do trono”.
A Revolução Francesa, incrementando os anseios de liberdade, exerceu influência sobre o povo brasileiro. A própria doutrina da Revolução Francesa era já o reflexo, a conseqüência dos ensinamentos da Maçonaria. Os enciclopedistas, semeadores das idéias da Revolução, eram maçons, e o próprio lema da Revolução Francesa nada mais era que o resumo da doutrina maçônica: Liberdade, Igualdade, Fraternidade.
Influenciados pela Revolução Francesa, os maçons brasileiros encontraram um único caminho fértil para propagar suas idéias de liberdade: criar Lojas maçônicas.
Sem esquecer que já na época da Independência, os maçons tinham querido implantar a República, olhemos as datas mais próximas da Proclamação.
Em 1870, quinze homens fundaram o “Clube Republicano” e seu primeiro presidente foi o maçom Quintino Bocaiúva.
No mesmo ano, o Grão-Mestre da Maçonaria, Saldanha Marinho, redigiu o célebre “Manifesto de 1870”, assinado por 57 homens ilustres, na maioria maçons.
Oradores, como Saldanha Marinho, Lopes Trovão, Silva Jardim, Francisco Glicério, Nilo Peçanha, Aristides Lobo, Quintino Bocaiúva, Campos Sales, Rangel Pestana, Assis Brasil, José do Patrocínio, Prudente de Morais, Ubaldino de Assis, Sampaio Ferraz – todos maçons – passaram a pregar nos auditórios e nas ruas aquilo que discutiam a portas fechadas: a República.
Na data de 1°. De setembro de 1870, passou a ser publicado diariamente o jornal “A REPÚBLICA”, órgão oficial do Partido Republicano, que tinha entre seus redatores cinco maçons. O jornal foi invadido e destruído pelo governo em 23 de fevereiro de 1873.
Em 1°. De janeiro de 1878, o Governo Monárquico passou a cobrar o chamado “imposto do vintém”, que incidia sobre cada passagem de bonde. O maçom Lopes Trovão proferiu violento discurso na praça, em São Cristóvão, perto do Palácio do Imperador. Logo em seguida ao discurso, ele leu uma representação que deveria ser entregue a D. Pedro II, mas quando a massa popular se dirigia ao Palácio, teve seus passos cortados pela polícia. O povo voltou-se então para o centro da cidade, mas, no caminho, foi alcançado por um mensageiro do imperador, que declarou a Lopes Trovão que D. Pedro estaria disposto a recebê-lo com uma comissão.    Trovão não aceitou o convite do Imperador e mandou dizer a ele que: “A soberania nacional reside no povo e não na coroa”.
Contando com a participação de um grande número de maçons foi fundado em 21 de abril de 1881, o Clube Tiradentes, com o objetivo de fazer propaganda da República.
Por ocasião da eleição para deputados no ano de 1884 havia três declaradamente republicanos: Prudente de Morais e Campos Sales, por São Paulo e, Álvaro Botelho, por Minas Gerais.    Os três participavam da maçonaria.
No ano de 1886, houve a chamada Questão Militar, em que os militares encabeçados por Deodoro da Fonseca, se revoltaram contra atitudes tomadas pelo Governo Monárquico, principalmente pelo então primeiro-ministro Visconde de Ouro Preto.
Benjamim Constant, homem culto e maçom convicto, tornara-se ídolo da Escola Militar e aos próprios alunos demonstrava seus ideais republicanos.
No dia 23 de outubro de 1889, em uma visita de oficiais chilenos à Escola Militar, Benjamim proferiu violento discurso, protestando os indisciplinados, insubordinados e desordeiros que os partidários do Governo atiravam às faces do Exército.
Três dias depois de entrar na sala de aula da Escola, o então coronel Benjamim Constant foi recebido pelos alunos com uma chuva de florões e com vivas à República.
O maçom Francisco Glicério, observando a distância que aumentava entre o Governo e o Exército, saiu de São Paulo para o Rio de Janeiro e ali se reuniu na casa de Deodoro da Fonseca, junto com outros, entre eles: Aristides Lobo, Benjamim Constante, Quintino Bocaiúva, Rui Barbosa, major Frederico Sólon Ribeiro, almirante Wandenkolk, Frederico Lorena, todos maçons para tramarem a queda da Monarquia. Deodoro era favorável à queda do primeiro-ministro Ouro Preto, mas à conservação da Monarquia, mas Benjamim Constant apresentou a eles argumentos e o marechal acabou por se convencer, dizendo as seguintes palavras: “Eu respeito muito o Imperador, está velho e eu queria acompanhar-lhe o caixão ao cemitério, mas já que ele quer, faça-se a República”.
Naquela mesma noite, 32 oficiais do 1°. E do 9º. Regimento firmaram um pacto de sangue com Benjamim Constant, dando a ele plenos poderes para agir em nome dos que assinaram o documento. Não se registra na história o nome do redator, mas, pelos termos usados pressupõe-se que foi um maçom.
Combinaram que o golpe seria desfechado no dia 20 de novembro. Benjamim ficou com a missão de conversar com o ministro da Guerra, Floriano Peixoto, que também era maçom.
Saindo da reunião, começaram a espalhar as ordens revolucionárias.
No dia 13 de novembro, os maçons já sabiam que o Governo tinha conhecimento da futura revolta.
Nessa noite reuniram-se o major Sólon, Benjamim e Quintino Bocaiúva, e acharam conveniente antecipar o golpe para o dia 15, mas Benjamim disse que não poderia ser assim, porque justamente no dia seguinte, 14, teria uma reunião com amigos do Clube Naval, onde lhes explicaria o andamento dos acontecimentos, e somente nessa reunião poderia marcar a antecipação do que já havia sido combinada. Os três concordaram e Benjamim se dirigiu ao Clube. Logo se espalho a notícia de que Benjamim estava preso junto com outros. A notícia era falsa.
Quintino Bocaiúva mandou um emissário ao Clube que voltou dizendo que conversara com o coronel Benjamim e que o movimento ficara marcado para o dia 17.
Quintino se reuniu de novo com o major Sólon e lhe expôs que, se demorassem mais um pouco, o movimento abortaria. Resolveram os dois, precipitarem os acontecimentos e proclamar a República.
Dirigiram-se à casa de Deodoro e o convenceram a antecipar o golpe. No dia 15, Deodoro, logo de manhã assumiu o comando das forças militares e marchou para a Praça da Aclamação. Diante do portão do Quartel General, Deodoro conferenciou com o brigadeiro Almeida Barreto, outro maçom, que se recusou a atirar as forças do Governo contra os revolucionários.
O coronel Silva Telles, comandante do 1º. Regimento de Cavalaria se dirigiu ao primeiro-ministro, o Visconde de Outro Preto, e este lhe perguntou:
- Que querem os senhores?
- A Brigada quer a retirada do Ministério.
Então, Ouro Preto determinou ao ministro da Guerra, Floriano Peixoto, que enfrentasse os revolucionários. Mas Floriano, que já havia aderido ao movimento desde o dia 13, disse-lhe que não se lançaria contra os irmãos brasileiros.
Nesse momento, o Visconde de Ouro Preto compreendeu que já não lhe restava mais nada a fazer. Floriano convidou Deodoro para subir ao Gabinete do presidente do Ministério. Estava vitoriosa a revolução. Os soldados e populares presentes prorromperam em gritos: Viva a República!
O primeiro Governo Republicano foi constituído de maçons, a saber:
- Presidente da República: marechal Deodoro da Fonseca;
- Ministro do Interior: Aristides Lobo;
- Ministro da Fazenda e Ministro Interino da Justiça: Rui Barbosa;
- Ministro da Guerra: coronel Benjamim Constant;
- Ministro da Marinha: chefe de esquadra Eduardo Wandenkolk;
- Ministro das Relações Exteriores e Ministro Interino da Agricultura, Comércio e Obras Públicas: Quintino Bocaiúva;
Algum tempo depois, foi nomeado ministro da Agricultura titular: Demétrio Ribeiro.

Ao completarmos 120 anos de República uma reflexão:

“É hora de iniciarmos uma nova revolução: Acabar com a falta de seriedade e resgatar a moralidade, e isso começa por nós mesmos”.


Publicado no site: O Melhor da Web em 12/11/2009
Código do Texto: 45394
AQUI VOCÊ INTERAGE DIRETAMENTE COM O(a) AUTOR(a) DA OBRA! DEIXE UM COMENTÁRIO REFERENTE AO TEXTO! É FÁCIL, É LEGAL, VALE A PENA!
Caderno Comente esse Texto - Seja o primeiro a comentar!
Obras do(a) Autor(a):


Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.