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ADRIANO ALVES
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O FIASCO DA DIPLOMACIA BRASILEIRA (AIATOLULA)
21/05/2010
Autor(a): ADRIANO ALVES
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O FIASCO DA DIPLOMACIA BRASILEIRA (AIATOLULA)

                                                      Nas últimas semanas vimos mais uma vez o despreparo e falta de senso do presidente Luís Inácio Lula da Silva e da diplomacia brasileira. Jornais mundo à fora chamaram o acordo celebrado entre Brasil, Turquia e Irã de fiasco da diplomacia brasileira, alegando que o governo de Teerã simplesmente manipulou e se aproveitou da inocência do Presidente Lula e de seus diplomatas.

                                                      É inegável que existe em todos os povos do mundo um sentimento de anti-americanismo. Também não podemos ignorar que os Estados Unidos são uma nação imperialista e que o petróleo do Irã atrai a atenção americana e das demais potencias mundiais. Mas não podemos utilizar esses elementos para justificar a “tresloucada” atuação brasileira na crise do enriquecimento de urânio no Irã dos Aiatolás.

                                                      No entanto não podemos fazer vistas grossas e deixar de constatar que mais uma vez a diplomacia brasileira buscou os holofotes da mídia internacional e mais uma vez defendeu os posicionamentos errados e, ao final, saiu “com o rabo entre as pernas.

                                                      As questões do Oriente Médio, em especial a questão do programa nuclear iraniano são por demais complexas e emaranhadas. É muita pretensão achar que uma só nação pudesse, com algumas horas de conversa e um mísero acordo trilateral, por fim a conflitos que se estendem há séculos naquela região. Diria até que é um verdadeiro delírio achar que essa nação solitária que resolveria tais questionamentos bélicos seria justamente o Brasil, que sequer tem experiência diplomática em conflitos deste porte.

                                                      A história mostra que a região do Oriente Médio é um verdadeiro caldeirão de conflitos étnicos-religiosos. Os povos que habitam nessa região sempre foram altivos e defensores de seus ideais libertários. Daí a existência de conflitos ser uma constante nessa região. Conflitos oriundos não só entre os povos que ali habitam, mas principalmente conflitos contra qualquer tipo de invasão externa, seja cultural, seja religiosa, seja ideológica ou mesmo econômica. Daí a grande aversão a qualquer ingerência dos governos americano ou israelense na região. Portanto, facilmente se conclui que o problema do programa nuclear iraniano não é passível de soluções simplistas, e em especial não está sujeito ao efeito do    famoso “jeitinho brasileiro” para por fim aos problemas.

                                                      Esse é o cenário atual. Temos de um lado a República Islâmica, com seu conturbado passado de guerras, situado em uma região problemática, e atualmente comandada por um governo fundamentalista, o qual não respeita os mais simples direitos fundamentais e impõe a censura. Além desses agravantes temos o fato de que o governo Iraniano mantém a atuação de grupos terroristas, em especial o Hesbolá. A isto se somam as denúncias de fraude na eleição do presidente Mahmud Ahmadinejad e a brutal repressão contra as manifestações populares após as eleições. Tudo isto, temperado pelo risco cada vez mais real de o governo iraniano desenvolver armas nucleares e não obedecer às sanções das demais potências nucleares e da Organização das Nações Unidas.

                                                      As implicações políticas do nascimento de mais uma potencia nuclear no mundo são enormes e podem levar a uma hecatombe atômica. Diante de problema tão intrincado as grandes nações do mundo se debruçaram sobre o problema e chegaram à conclusão de que apenas sanções maiores poderiam por fim aos avanços das pesquisas bélicas de enriquecimento de urânio no Irã.

                                                      Nesse contexto, em que a via diplomática já se mostrara inviável, até mesmo porque Teerã não cumprira todos os acordos assinados anteriormente, surge a diplomacia brasileira encabeçada pelo Presidente Lula, o qual diante de tantos elogios internacionais anteriores esta se sentindo o salvador do mundo. Mesmo o bom senso de todas as demais nações indicando ser necessário o endurecimento nas sanções aplicadas ao governo islâmico, surge no meio de campo, sem ser chamado o governo brasileiro. Mesmo tudo indicando ser inútil qualquer tipo de acordo com o Irã, o Presidente Lula, sem qualquer conhecimento da causa histórica dos problemas, teimou que sua lábia e o “famoso jeitinho brasileiro” seriam suficientes para acabar com conflitos de séculos no Oriente Médio. Ledo engano. E um engano que manchará a imagem do Brasil com um todo.

                                                      O resultado de tudo isto? Mais um fiasco do governo e da diplomacia brasileira. Lula e sua comitiva simplesmente fizeram papel de bobos, de inocentes úteis para que o governo do Irã ganhasse tempo para avançar com suas pesquisas.    Talvez o impasse já tivesse se resolvido com sanções mais pesadas ao Irã de Ahmadinejad não fosse a tosca tentativa brasileira de arrancar um acordo de troca de urânio.

                                                      A grande verdade é que o Presidente Lula inebriado pelos elogios internacionais que andou recebendo ultimamente está padecendo de megalomania. Acha que pode tudo, que pode o impossível, que é Deus e que pode com o simples ar da sua presença resolver o conflito do Oriente Médio, atropelando os demais interlocutores do cenário internacional.

                                                      Porque ao invés de procurar os holofotes da glória na crise do Irã a diplomacia brasileira não se voltou para resolver os conflitos locais do MERCOSUL. O Brasil deixou de arrecadar bilhões de dólares no comércio direto com a União Européia, simplesmente porque os membros do MERCOSUL não se entendem e não comercializam como bloco organizado. Tal questão está muito mais ligada aos destinos do Brasil que a questão iraniana e geraria dividendos para o Brasil.

                                                      Temos ainda, a questão do tráfico de drogas e de armas na tríplice fronteira Brasil/Paraguai/Bolívia, o qual impacta diretamente no aumento do consumo de drogas e na violência de grupos armados em São Paulo e Rio de Janeiro, principalmente. Estes sim são problemas diplomáticos sérios e que estão por ser resolvidos há tempos. Mas claro, não dá ao Presidente Lula o mesmo status que a questão irianiana poderia dar.

                                                      Ainda falando em América Latina, temos a questão das Farc na Colômbia. Porque não um esforço diplomático conjunto no auxílio ao governo colombiano?    E o desmonte da democracia na Venezuela e na Bolívia, porque o Itamarati não quer atuar nessas frentes de batalha?

                                                      A resposta a todas estas perguntas é uma só o governo brasileiro e o Itamarati não estão preocupados em resolver conflitos diplomáticos vitais para o país. Como sempre as aspirações do povo brasileiro são as últimas coisas nas quais nossos governantes eleitos pensam. Lula e nosso corpo diplomático estão na verdade colocando de lado o interesse do Brasil e buscando honra e gloria internacional para a figura do Presidente Lula. Ele está seduzido pela fama de estadista global e não quer que os holofotes sobre ele se apaguem, por isso buscou insensatamente a aproximação com o Irã, para se manter no palco dos eventos, agiu mais uma vez como uma criança fazendo “macaquices” para chamar a atenção dos adultos a sua volta.

                                                      E essa busca pelos holofotes da imprensa, empreendida por Lula e pelo Itamarati, certamente trará sérios prejuízos para o Brasil. Depois do fiasco em nível global encenado por Lula e Celso Amorin, a posição do Brasil vai ser confundida com a do Irã. Nesse caso, os Estados Unidos, que ainda são a maior potência global, podem criar todo tipo de empecilho às pretensões de nossa diplomacia emergente de exercer um novo protagonismo na cena global. E bem ou mal, todos nós sabemos que a realidade é que os EUA são um parceiro global vital que pode fortalecer ou restringir as aspirações das novas potências. Em resumo o disparate “lulista” do momento trará sérios inevitáveis conseqüências econômicas, políticas, diplomáticas e arranhará a imagem do país perante as demais nações civilizadas.


Publicado no site: O Melhor da Web em 21/05/2010
Código do Texto: 56256
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