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salerajunior - GIOVANNI SALERA JÚNIOR
GIOVANNI SALERA JÚNIOR
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Agronegócio: vilão ou mocinho ???
31/05/2010
Autor(a): GIOVANNI SALERA JÚNIOR
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Agronegócio: vilão ou mocinho ???

      Desde o início do movimento ambientalista no Brasil surgiu um forte ativismo em torno da proteção da Floresta Amazônica.
      Então, a preservação da Amazônia tornou-se bandeira de várias ONG’s Ecológicas e entrou no discurso político de vários partidos. Assim, a salvar a Amazônia adquiriu um caráter romântico, sonhador, quase utópico.
      Volta e meia, são realizados shows e eventos envolvendo artistas com a finalidade de arrecadar verba para proteger indígenas ou seringueiros da Amazônia, como por exemplo, os debates promovidos pelo Cantor Sting, nos anos 80, e pelo Diretor e Cineastra James Cameron, em 2010.
      Não há dúvida que a preocupação com a conservação da Amazônia é algo que precisa ser valorizado, mas por outro lado isso fez surgir a idéia de que os produtores rurais são os responsáveis pela destruição desse importante bioma, por meio do desmatamento e das queimadas ilegais.
      Isso reforça no senso comum a necessidade de leis ambientais mais rígidas para impedir a suposta ocupação irresponsável da região Norte do país. E, recentemente, essa questão tem estado em alta com a discussão entorno da revisão do Código Florestal brasileiro (Lei Federal nº 4.771, de 15 de setembro de 1965).
      Assim, é possível ver um consenso da população urbana do Sul e Sudeste com essas questões que envolvem a preocupação com a maior floresta tropical do planeta. Em tudo isso há um lado bom, mas é preciso olhar além, pois por trás dessa aparente generosidade e disposição para ajudar o meio ambiente é possível ver também que há uma visão equivocada acerca do importante papel que os produtores rurais desempenham, especialmente daqueles que vivem no Norte do país.
      Em alguns casos é possível ver a questão ambiental tem um caráter fanático, até mesmo irracional por algumas pessoas que se dizem defensores da natureza. Mas, pelo que tenho visto a maioria das pessoas não sabe dizer exatamente como se deu a construção dessa imagem negativa acerca dos agropecuaristas.
      Não podemos ter uma visão equivocada sobre os agropecuaristas. Não podemos taxar o homem do campo de inimigo da natureza, pois os agricultores e pecuaristas, nem nenhum outro segmento pode sofrer preconceituosamente pelos problemas ambientais de nosso país.
      Hoje, é possível ver que na maioria das propriedades rurais há uma preocupação com a produção sustentável. Atualmente os produtores sabem que não há produção sem água ou em solos degradados. Eles sabem que nada cresce sem o equilíbrio da biodiversidade, tão importante para o controle de pragas e doenças.
      É certo que temos muitas questões que precisam ser melhoradas no campo e, também, nas cidades, e certamente que não conseguiremos resolver tais problemas com dissensões e desunião.
      Não é possível pensar na construção de um país melhor sem que a união esteja presente no nosso dia-a-dia. Verdadeiramente não conseguiremos alcançar esse objetivo se ficarmos buscando culpados ou fazendo alguém de bode expiatório. Para construirmos um mundo mais justo e ecologicamente equilibrado é preciso que todos, sem nenhuma exceção, estejam imbuídos nessa meta.

Ilha de Marajó – PA, Maio de 2010.

Giovanni Salera Júnior é Mestre em Ciências do Ambiente e    Especialista em Direito Ambiental.
E-mail: salerajunior@yahoo.com.br


Publicado no site: O Melhor da Web em 31/05/2010
Código do Texto: 56809
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