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ANTONIO CARLOS RICARDO SILVEIRA
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SOLIDÃO DA CAMPANHA
26/11/2008
Autor(a): ANTONIO CARLOS RICARDO SILVEIRA
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SOLIDÃO DA CAMPANHA

Quando se fica solito
Na solidão da campanha,
Entre um palheiro e a canha
O peão vai chimarriando;
Vendo o céu se emponchando
Pois o sol já fôra embora,
Brotam recuerdos na mente
Modos de passar-se a hora.

Certa feita, passei por isto
Sentei num tronco da figueira,
Olhos fixos pra porteira
Chuliando algum movimento;
Nem o assovio do vento
Que pra mim acho bonito,
Quis me fazer companhia
Fiquei mateando solito.

E ali me pus a pensar
Por que tantas diferenças,
Tanta reza, tanta crença
Pra que rico, pra que pobre;
Branco, preto, sangue nobre...
Nenhuma valia tem,
Pois quando nos chega a morte
Acabou, somos ninguém.

E quando chiou a coruja
Num galho da minha figueira,
Me deu uma tremedeira
Pois dizem que avisa a morte;
Senti uma saudade forte
Da gente desaparecida,
Mãe, pai, amigos e amigas...
Que Deus levou-lhes a vida.

Entre um mate e uma pitada
Se alongou meu pensamento,
Será Deus nesse momento
Que pega e manda levar?
Te aparta, manda matar...
Que se roda o teatino,
Ou nascemos sinalados
Pela marca de um destino?





Seja lá quem for que mande
   Todos vão pra um só lugar,
De nada adianta pensar
Como, quando, a que hora;
Se amanhã, se agora...
O certo é que vamos ir,
Com pecados, sem pecados
Um dia vamos partir.

Pensei fazer um pedido
Se é que adianta fazer,
Pra no dia em que eu morrer
Me levem pra um Campo Santo;
Me larguem em qualquer canto
Não quero nada bonito,
Pois na solidão da campanha
É triste ficar solito.






Publicado no site: O Melhor da Web em 26/11/2008
Código do Texto: 5950
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