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AFFONSO MANTA - O Poeta do século XX - Um pouco de biografia - Homenagem póstuma
18/08/2010
Autor(a): RICARDO DE BENEDICTIS
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AFFONSO MANTA - O Poeta do século XX - Um pouco de biografia - Homenagem póstuma

Homenagem de Ricardo De Benedictis
Poções, Sudoeste da Bahia, Terra do Divino Espírito Santo, registra em sua história, um personagem que é sua maior referência na Poesia: Affonso Manta Alves Dias...
Manta nasceu em Salvador, na rua da Poeira 57, a 23 de agosto de 1939. Em dezembro daquela ano veio para Iguaí e, aos 10 anos de idade, para Poções, onde concluiu o curso primário no Grupo Escolar Alexandre Porfírio, no final de 1950.
Era filho de Olinda Manta Dias, de prendas domésticas e Ary Alves Dias, médico, vereador, presidente da Câmara e prefeito em exercício, de Poções. Teve vários irmãos, entre eles, Irundy (odontólogo) Armando (médico).
Primo, em quarto grau do poeta Castro Alves, pela via paterna, sua obra está contida nos livros "A cidade Mística e outros poemas" (1980), "O Retrato de um poeta" (1983), "Canção da rua da Poeira e outros poemas" (1991) e "No Meio da Estrada" (1994). Muitos dos seus poemas permanecem inéditos.
A genialidade gera a Arte Virtuosa que aproxima o homem de Deus... A genialidade angústia, solidão... e a inquietude, naqueles que não são compreendidos ao seu tempo... Assim foi com Leonardo Da Vinci, Gregório de Matos, Beethoven, Mozart, Castro Alves, Van Gogh, Affonso Manta... e tantos outros... Esse vulcão intelectual que leva o o artista virtuoso a comportamentos não convencionais, explica Castro Alves quando disse “eu sinto em mim, o borbulhar do gênio” ... genialidade indelével na Poesia de Affonso Manta, Rei dos Poetas Brasileiros do século XX...
Ele abominava as “igrejinhas”, criadas por intelectuais para se auto-promoverem... tão comuns em nossos dias...
Em Salvador, Affonso passou pela faculdade de Ciências Sociais da UFBA, abandonando o curso no terceiro ano. Casa-se com Carmem, passa a ensinar em cursinhos e é aprovado no concurso dos Correios. Sua classificação foi excelente, valendo-lhe a nomeação para o cargo de Inspetor, na Rua da Alfândega, no Rio de Janeiro.
No Rio, o poeta teria duas crises, afastando-se dos Correios para tratar da saúde; daí veio a separação da Carmem e a aposentadoria, em 1975. A partir de então, passa a residir em Poções, com seus pais.
Em 1981, compõe o poema “O Kremlin” cuja profecia se cumpriu com a Perestroika... quase uma década depois...

O KREMLIN
"O Kremlin é um antro de malfeitores,/de frios assassinos e impostores/que se fazem de deuses humanistas./O Kremlin é um covil de trapaceiros/mascarados de heróis e justiceiros,/ envergonhando até os comunistas./O Kremlin é um sacrílego atentado/contra o que é belo e contra o que é sagrado,/um crime contra a luz do verdadeiro./O Kremlin é uma sombria ameaça,/como uma nuvem negra de fumaça,/ escurecendo a paz do mundo inteiro./O Kremlin é uma Besta militar./O Kremlin quer domar e subjugar/os homens e as nações em pleno dia./Os homens e as nações que exigem juntos/o direito de ter os seus assuntos/livres da intervenção da tirania./O Kremlin vai ruir com os fariseus./O Kremlin vai virar, com fé em Deus,/um montinho de cinzas fumegantes,/quando a espada de fogo da justiça/fulminar este mundo de carniça,/que fede como nunca se viu antes..."
Num estado pós crise, o poeta compõe “O Louco”
"Enlouqueci, um girassol nasceu na minha boca./Os pássaros já estão fazendo ninho/ Atrás da minha orelha./ Enlouqueci, o azul explodiu em fevereiro./Vou conhecer Londres/no meu bergantim de pirata".
Quem o visse pela rua, em sua auto-análise... “Com estrelas na testa de rapaz,/Com uma sede enorme na garganta,/Lá vai, lá vai, lá vai Affonso Manta/Pela rua Lilás./O rei da extravagância, o sem maldade,/O campeão da originalidade,/O peregrino astral.”
Mas quem vivesse a sua realidade... “Quem me dera estar santo de uma vez./E enlouquecer de luzes de repente./Mas conservando toda a lucidez./ Viver sem limite, em plena graça,/Na paz de uma razão incandescente/Capaz de dar relâmpagos na praça.”
Sua definição de poesia é pura poesia... “A poesia tem os olhos inocentes./Inocentes de saberem tudo./A poesia é um pássaro branco/ Voando na velocidade da luz...”
Em "O Rei Feliz", ele decreta: “Elevo meus amigos a barão,/ Marquês, visconde, duque e tudo o mais./ Tenho uma côrte sem ter cortesão./ Recebo honras sem me alterar jamais.”


Publicado no site: O Melhor da Web em 18/08/2010
Código do Texto: 62064
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