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massimo - RICARDO DE BENEDICTIS
RICARDO DE BENEDICTIS
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LEGGENDA (LENDA) - O JULGAMENTO DAS FORMIGAS
31/08/2010
Autor(a): RICARDO DE BENEDICTIS
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LEGGENDA (LENDA) - O JULGAMENTO DAS FORMIGAS

LEGGENDA (LENDA) - O JULGAMENTO DAS FORMIGAS
Em São Luis – Capital do Estado do Maranhão, há uma lenda muito interessante, segundo a qual, no velho mosteiro de Santo Antonio, em tempos coloniais, os padres perceberam que seus suprimentos de farinha vinham    caindo, assustadoramente.
Designados pela irmandade para investigarem tais absurdos, alguns padres trouxeram o resultado das suas averiguações. Tratava-se de um grande formigueiro que estava instalado em local próximo à dispensa onde eram depositados os alimentos. E as formigas alimentavam-se fartamente da farinha, que os padres transformavam em pães e bolos que eram servidos em suas refeições diárias.
Depois de muita discussão sobre que fim teria que ser dado ao formigueiro, quando uns eram favoráveis ao simples extermínio das formigas, outros pugnavam pelo indulto, e em não se chegando a um plausível consenso, resolveu-se pela realização de um julgamento, necessariamente revestido de todos os ingredientes de um julgamento tribunalesco, composto de um juiz, um advogado de defesa, um advogado de acusação, um conselho de sentença – constituído de sete testemunhas, além de um escrivão, um sub-escrivão, dois oficiais de justiça e um porteiro dos auditórios. A diferença para os júris populares de hoje, era o fato de a platéia ser constituída apenas de padres e seus superiores da Santa Madre Igreja, pertencentes à irmandade de Santo Antonio.
É bom lembrar que la chiesa (a igreja) acostumara-se aos tribunais    inquisitoriais, conhecidos por Tribunais do Santo Ofício ou Santa Inquisição, em cujos julgamentos, grandes gênios da humanidade foram queimados vivos, por acharem que a Terra era redonda e que não era o centro do Universo, mas apenas um planeta do Sistema Solar; enquanto outros, para terem sua pena convertida em serviços comunitários, eram obrigados a desmentirem suas observações de anos e anos, em prol da evolução humana!
Ainda reinava este clima abominável da Idade das Trevas, quando os padres do velho mosteiro de Santo Antonio, de São Luis do Maranhão, constituíram o tal tribunal para julgar o formigueiro.
O Juiz autorizou ao Porteiro dos Auditórios que fizesse o pregão. Imediatamente o pregoeiro anunciou em alta voz o edital de julgamento:
- De ordem do Sr. Juiz da Santa Madre Igreja, está aberto o presente julgamento que se dá, tendo de um lado a Santa Madre Igreja, aqui representada pelo Sr. Promotor, de outro lado como Réus, milhões de formigas que compõem o formigueiro localizado na parte inferior frontal à dispensa deste mosteiro, representada neste julgamento pelo Advogado de Defesa. Determino aos senhores meirinhos que conduzam até seus assentos as sete testemunhas que formam o conselho de sentença, todos padres da Santa Madre Chiesa e para economia processual, todos juntos farão o juramento de praxe, conduzido pelo Meritíssimo Juiz – presidente deste Tribunal.
O Juiz, solenemente declara:
- Todos de pé. Repitam o juramento, cujas orações, terão que ser repetidas ao pé da letra após serem por mim proferidas: Juro dizer a verdade. Somente a verdade. Nada mais que a verdade.
- Cumprida a formalidade do juramento, sentem-se.
- Vamos iniciar o julgamento do formigueiro e para apresentar a defesa dos réus, concedo a palavra por 30 minutos ao Sr. Advogado de defesa.
Levantou-se um jovem padre, aparentando cerca de 30 anos de idade que fez uma belíssima exposição dos fatos, concluindo que as formigas não poderiam ser condenadas, uma vez que estavam agindo pelo princípio da sobrevivência. Necessitavam alimentar-se para viver. Além disso, não tinham raciocínio para entender o certo e o errado. Em dado momento, o Promotor protestou, mas o Magistrado não aceitou sua argumentação e a defesa prosseguiu sua oração. Ao final, o advogado de defesa pediu a absolvição do formigueiro sugerindo que o administrador do mosteiro relocasse a dispensa para um outro piso, uma vez que existiam celas vagas e até em melhores condições de ventilação para abrigar tais alimentos. A defesa agradeceu a atenção que lhe foi dispensada, alegando, então que voltaria, se necessário, na réplica.
O Juiz passou a palavra ao Promotor que fez um alongado discurso.    Em toscas palavras, um padre careca e de barbas longas, vociferava contra os réus. Contou em detalhes que os irmãos haviam flagrado os réus carregando grãos de farinha nas costas. O crime era perpetrado à noite, às escuras, enquanto os padres dormiam.    Queria que todo o formigueiro fosse queimado vivo. Assim, segundo sua retórica, o bem estaria sobrepujando o mal.
Volta e meia o tal Promotor    encarava os jurados que passivamente o escutavam. E chegou a ameaçá-los ao pedir a condenação das formigas.
- Isso aqui é um tribunal. Nada de sentimentalismos    pagãos. As formigas roubaram nossos alimentos e devem pagar com a vida. Portanto, exijo que todo o formigueiro seja queimado vivo!

Conta-se que esse júri levou dois dias e que, ao final, os jurados resolveram absolver os réus, tendo o Juiz determinado ao administrador do mosteiro que transferisse os sacos de farinha para outro local...

Não se sabe que fim levou o tal formigueiro. As controvérsias são extravagantes e é voz corrente em São Luis, de que o processo em tela existe em arquivo, mas não está liberado ainda pela Santa Madre Chiesa, por tratar-se de assunto de Estado. Mais ou menos como acontece com as vítimas    do golpe militar de 1964 e tantos outros    eventos semelhantes que ocorrem neste mundo, quando os ditadores atentam contra a vida dos cidadãos, sempre desafortunados que contrariam interesses.

Na verdade, há controvérsias até sobre o resultado do júri e a sorte do formigueiro. Há quem garanta que o formigueiro foi queimado e que as formigas foram sacrificadas vivas.
Que horror!!!







Publicado no site: O Melhor da Web em 31/08/2010
Código do Texto: 63082
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