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George Kunner, a bala de ouro do crime
11/10/2010
Autor(a): A BOCA MALDITA
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65340 George Kunner, a bala de ouro do crime ecce homo - A BOCA MALDITA
George Kunner, a bala de ouro do crime

GEORGE KUNNER, A BALA DE OURO DO CRIME


E lá estava ele com seu jeito arisco
Na mão direita o cigarro, no peito o crucifixo
Religioso fervoroso, cristão verdadeiro
Filho de Ogum, São Jorge seu padroeiro

São Jorge e o dragão, George e sua convicção
Santo e homem, dois guerreiros, cada um na sua missão
De olhar sereno, ligeiro, sempre ligado em tudo
Supremacia do gueto, um dos reis do submundo

Astuto, inteligente, gostava de ler
O crime sua profissão, literatura seu prazer
Direito, romance, manual de guerrilha
Filosofia Nietscheana, jornal e bíblia

Malandreado, ripado, articulado
Falar na gíria nem pensar, só se fosse necessário
George homem bandido, mas que tinha consciência
Que seu mundo era assim por pura conseqüência

Da injustiça social para com a classe pobre
Que sempre é retalhada com o braço forte
De um sistema injusto e muito poderoso
Aliado com a polícia e sempre contra todos

George estava cansado de tanta patifaria
Governo federal, senado, hierarquia
Entre a vida, a morte, o dinheiro e a cobiça
O que ele escolheu, foi o topo e a justiça

Com as próprias mãos, seu sangue e seu suor
A vingança do povo na sua garganta era um nó
Invadir o senado, seu sonho, sua utopia
E “O impossível não existe”, sua frase favorita

Preto até o osso, cachorro louco sempre firme
George Kunner, a bala de ouro do crime

Uns dois, três milhões, assalto, banco do Brasil
Um bom dinheiro pra comprar um monte de fuzil
O dinheiro era o bastante para o próximo passo
Que era ir pra Brasília e tomar o senado

Estudou bem a ação, tudo sob medida
Sabia a entrada e sabia a saída
Traçou a rota da fuga, quantos carros na fita
Interditou as ruas, obra de arte bandida

Coração partido ao meio, e na mão seu fuzil
Justiça com as próprias mãos no coração do Brasil
Invadiram o banco, pânico total
Situação controlada, pelo crime profissional

Nenhum tiro disparado, graças a deus
Todo mundo dominado e o dinheiro apareceu
Tudo estava indo bem, era só encher malote
Intimidar as testemunhas pra poder dar o pinote

Mas na hora da fuga, o plano falhou
Ninguém é perfeito e George Kunner errou
Uma pessoa na rua, que não tinha nada a ver
Começou a atirar só pra ver ladrão morrer

E uma bala disparada sem nenhuma aposta
Acertou George Kunner, como sempre pelas costas
A vida do crime é quase sempre assim
Pequenos detalhes significam o fim

Uma bala venenosa que veio rasgando o ar
Ecoando na mente sem piedade pra matar
Mata um homem ilustre, bandido, é fato
Mas que sempre procurou ajudar os mais fracos

E que virou ladrão, por falta de opção
Que preferiu não ser mendigo implorando compaixão
Porque o mendigo é honesto, comove a sociedade
Foi injustiçado e não lutou por igualdade

O mendigo se entregou, o sistema o dominou
A caridade pública é o que sempre conquistou
Porque sempre estendeu a mão desarmada
Implorando e se humilhando a troco de um nada

Mas George era o contrário, enfrentava a sociedade
Punha em risco a sua vida e a própria liberdade
George estendia a mão que estava sempre armada
Pra roubar a chance que sempre lhe foi negada

Pra roubar o direito, a igualdade e tudo aquilo
Que a sociedade nega até pro próprio mendigo
Que é o direito de lutar, de ter dignidade
O direito ao trabalho e a felicidade




[red][b]

Publicado no site: O Melhor da Web em 11/10/2010
Código do Texto: 65340
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