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EDILOY  FERRARO - EDILOY ANTONIO CARLOS FERRARO
EDILOY ANTONIO CARLOS FERRARO
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CHUVAS E TEMPORAIS ( CONTO)
14/12/2010
Autor(a): EDILOY ANTONIO CARLOS FERRARO
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68559  CHUVAS E TEMPORAIS ( CONTO) EDILOY  FERRARO - EDILOY ANTONIO CARLOS FERRARO
CHUVAS E TEMPORAIS ( CONTO)

temporal anunciado, o céu tingia-se de cinza carregado, nos varais as vestes presas, agitadas num corre corre levantando pó no quintal. redemoinhos brotados do chão em espirais, levantando terra em poeiras.

O alvoroço das galinhas buscando refúgios, mães afoitas com as roupas ameaçando voar levadas pelo vento ensandecido, parecendo ter vidas próprias, sedentas de se libertarem das amarras dos pregadores, dança , desritmada, tresloucada.

Imagens fantásticas que chegam quando os sons dos ventos, batendo, uivantes , transportam-me àqueles momentos inesquecíveis. Na ventania, a chegada do minuano feroz. Naquela tela viva, de tons proféticos, apocaliptícos, feito o dilúvio anunciado, tinha um quê de festa, de quebra da monotonia que invadia aquelas vidas plácidas.

Tudo se movia, ganhando agitações frenéticas, o ranger das janelas, portas e portões, tudo revolvido, ameaçado, fora de lugar, revolucionado, contrapondo com a harmonia das coisas estáticas, imóveis, tingindo em outras nuances as cores da paisagem rotineira e maçante daquelas vidas.

Olhos meninos, curiosos, atrevidos, buliçosos, sem atinar riscos e perigos, apenas, tão somente, o gozo pelas sensações trazidas na balbúrdia e temores dos adultos, uma agitação festiva, quebrando a tediosa paz daqueles dias, iguais e modorrentos. No corre-corre, ervas queimadas, Santa Bárbara invocada em preces mal balbuciadas, tremidas, temerosas do desconhecido, manifesto em raios coriscantes e estrondosos, fazendo os animais encolherem-se assustados. Vendavais bem vindos, a adrenalina pulsante na adversa paz de cemitério dominante nas pessoas e    paisagem.

A água beijava o chão ressequido rescendo cheiro bom de terra suada, evolando nas narinas olores de mato molhado, passava arrastando o que encontrava, vulcão em erupção, em lavas, chuva em lamas. Em bátegas,    impiedosa, encharcava o terreno, furiosa    chocando-se com as paredes da casa, como querendo demolir suas alvenarias e nos por a descoberto. O lar acolhedor, verdadeira barricada contra a borrasca ameaçadora, nos protegia contra as forças do sinistro, trazendo conforto e aconchego, unindo a todos naqueles momentos, como soldados em batalhas em suas trincheiras. Onde os ataques externos, nos confrangiam em temores,e a nossa tática inteligente era a resistência pacífica de    esperar    apenas o inimigo perder    seus ímpetos, como quem descarregasse toda a fúria, até quedar-se aliviado e pacificado, com as armas sem munição.

Um chá quente e saboroso para espantar o frio trazido pelas águas, servido com bolachas e manteiga, animava a soldadesca. Restariam seqüelas, talvez algumas aves morressem, galhos quebrados, telhas levantadas, um rescaldo do combate a ser averiguado quando tudo serenasse,    perdia – me, absorto e sério, em cogitações como um general averiguando sua tropa, após sangrento confronto.

As árvores,agitavam suas folhas, vergavam sobre a força do temporal, resistiam bravamente ao tormento travado na natureza. O dia se despedia precoce, tisnado no plúmbeo das horas enevoadas, ausentes as luzes do astro rei.    Meio da tarde, escurecida, noite abreviada.
Ninguém colocava o pé fora, quem ousaria ?    Sob a condescendência dos adultos, todos anistiados dos deveres de ir à escola, coisa boa, motivos de alegrias mal dissimuladas em faces de falsa insatisfação.
No novo amanhecer, céu azul, límpido de nuvens, terra úmida, sol aquecendo e secando, hora de buscar as pipas, estilingues e bolas de gude, a brincadeira recomeçava...

E da janela, chuviscos amenizados, buscava o guarda-chuvas e, em passos saudosos e meditativos, lograva as ruas, não mais o menino, apenas o adulto pensante de um tempo, onde as chuvas me fazia feliz, hoje, traz-me incômodos...


*TEXTO SELECIONADO PARA FIGURAR NA ANTOLOGIA DE CONTOS FANTÁSTICOS, EDITORA CBJE, RIO DE JANEIRO/RJ, EDIÇÃO JANEIRO 2011

Publicado no site: O Melhor da Web em 14/12/2010
Código do Texto: 68559
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