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JuAlmeida - Juliana B.
Juliana B.
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Texto mais recente: Ascensão ao Desconhecido



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Textos & Poesias || Desilusão
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Aranhas
27/12/2010
Autor(a): Juliana B.
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69146 Aranhas JuAlmeida - Juliana B.
Aranhas

   A rosa negra presa em seus cabelos refletia de alguma forma tudo o que deveras sentia. Fruto de tudo que nunca quis revelar. A metrópole sozinha, e ela. O chão coberto de algo que se movia, mesclado ao respingo de sangue. Mas com a visão turva, o que conseguiria ver senão um feixe de luz vermelha originado de nuvens preto breu?
   Ao caminhar, se observa no reflexo de um vidro de prédios abandonados. Tudo sempre do cinza para o preto. A boca vermelha, cabelo longo, vestido preto e a rosa... Sempre a rosa...
   Assustadoramente subiu até os últimos andares do tal prédio. Antes quisera ela ter visto as aranhas que a veneravam. O chão preto se movia de aranhas! Céus, como isso pôde acontecer?
   De alguma forma eu passei a entender tudo o que acontecia à minha volta. A boca, tal qual emana coisas boas e ruins, por algum motivo brilhava em vermelho; não tão chamativa quanto o sol que me iluminava naquele momento. Talvez de sangue? O sangue que bebeu de seu companheiro para os prósperos que em breve viriam? O cabelo longo de já tempos sem ser aparado, refletiam o que tudo eu havia em uma vida passado. O vestido tecido pelas respeitosas aranhas, que curiosamente me serviam, havia de mirar a silhueta que o acompanhara; mas somente por elas.
   E a rosa... Guardava muito mais do que só o que eu sentia, ela me resguardava por inteiro. ‘Mas não era para ser branca, papai? Eu não era uma delicada e singela, cheia de espinhos, rosa branca?’.
   Rainha de tudo aquilo, rainha de mim. Sozinha de todos e sozinha de mim. Mas as aranhas que nunca me ofenderam... Tecem uma seda negra que antes cinza era, pior a cada instante.
   E no meu coração, que atualmente sofre por cada ínfimo impulso, eu o vejo morto, ainda assim, me olhando como alguém de valor, mas criando uma barreira que se comparariam as pálpebras; antes usadas para fazê-lo manter as lágrimas, hoje me poupa de uma preciosa verdade...

Publicado no site: O Melhor da Web em 27/12/2010
Código do Texto: 69146
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