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JuAlmeida - Juliana B.
Juliana B.
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Texto mais recente: Ascensão ao Desconhecido



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Inafiançável
29/12/2010
Autor(a): Juliana B.
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Inafiançável

   Observei um dia, enquanto caminhava por uma rua numa tarde ensolarada, um menino que se entretinha com seus dois pedaços de graveto - ao lado de uma moça, que julgava a princípio ser sua babá - criando todo tipo de forma que sua imaginação o deixava fantasiar. Não estranhei, o garoto tinha lá seus 12 anos e na época não tinha muito com o que brincar.
   Anos depois, resolvi fazer uma visita àquela velha rua, onde um dia morei. Vi de novo o mesmo indivíduo, mas bem mais velho e não tão diferente de quando o mirei há tempos atrás. Preocupado, refletia ainda com seus fiéis gravetos a riscar na terra algo que lhe distraísse dos problemas mundanos. Não me aproximei, não era muito da minha conta. Apenas me sentei no meio-fio e aproveitei por um tempo a brisa que me contornava, sem fitar tanto o rapaz.
   Não muito depois notei uma velha encapuzada sentada no banco de uma praça próximo de onde estávamos. Ela chamou o rapaz numa voz rouca e fez um gesto com os dedos para que se aproximasse. Cochichou. Ele, perplexo, ficou, por uns instantes parado e boquiaberto, pensando. Tentou negociar com a velha que lhe oferecia algo, fazendo gestos como quem não queria e tinha de sair dali o mais rápido possível. Ela não questionou, e o deixou ir.
   No outro dia, saí da velha casa e vi o rapaz sentado no mesmo local, só que sem sua fina e alongada distração, em prantos. Resolvi ir até ele; receosa e terna, diga-se já de passagem. Entendi algo como uma morte de alguém próximo e o consolei como quem não tinha muita intimidade, mas tinha pena de um rosto tão jovem ser escondido por trás de tantas lágrimas. Afinal, o rapaz mais vomitava soluços que palavras.
   Toquei no assunto de tê-lo visto com a velha vestida de preto um dia antes, e ele tornou-se de repente sério e me olhou como se temesse algo maior do que pudesse controlar.

– A velha disse que sabia de meus problemas, que queria me ajudar a resolvê-los, mas disse que já tinha maturidade, que não precisava. Mas o pior de tudo foi ouvir de alguém totalmente estranho tantos detalhes de minha vida turbulenta.
– Como ela quis ajudá-lo? – Perguntei curiosa.
– Minha mulher estava com alguns problemas com o bebê, e ela disse que resolveria se me entregasse o que havia de mais valioso...
– Então – Concluí – você resolveu analisar o que significasse à altura e calculou que não valia à pena.
– Eu nem ao menos sei o que me seja de tão valioso senão minha mulher e meu filho... Com medo da aparência, sem dizer da coincidência dos fatos, eu a menosprezei.

   Por um tempo cheguei a pensar em criar uma cachoeira de perguntas sobre o dia em que o vi há muito tempo naquela mesma rua, numa posição parecida, mas concluí que devia ser demais para sua cabeça e o poupei. Mas algo realmente não dava para ignorar:

– Quem morreu, rapaz? –Disse num tom manso.
Lágrimas brotaram de seus olhos e escorreram pela bochecha até chegar a seu queixo.
– Justamente minha mulher, junto a meu filho... Eu iria viajar com eles hoje para um vilarejo aqui perto, mas depois disso vejo que é melhor providenciar sua partida... – Disse o jovem enxugando os fios de lágrima que já haviam marcado um rastro em seu rosto.

   Dias depois do estranho ocorrido, voltei à minha cidade, um pouco descansada, mas ainda com aquela triste história ocupando de forma faminta meus pensamentos. Como de costume, saí do carro e nem me lembrei da bagagem que ficou no porta-malas. Abri com certa dificuldade a porta, me sentei no sofá e liguei a tevê. Passava uma reportagem de algo que há pouco aconteceu no vilarejo perto da cidade onde estava. Ele havia sido incendiado por completo durante aquela noite, devido a uma indústria de aerossóis abandonada nas redondezas; ainda com alguns detalhes mais que nem me dei o trabalho de gravar, quanto mais de citá-los aqui.
   O que realmente havia aquela velha conversado com o rapaz? (...)


Publicado no site: O Melhor da Web em 29/12/2010
Código do Texto: 69266
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