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A POESIA CONTEMPORÂNEA
25/01/2011
Autor(a): IVO GOMES DE OLIVEIRA (IGDEOL)
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A POESIA CONTEMPORÂNEA

A POESIA CONTEMPORÂNEA
Ivo Gomes de Oliveira (IGdeOL)


A Poesia é forma de expressão literária que surgiu simultaneamente com a Música, a Dança, o Teatro, em época remota à Antiguidade história. Na própria fala estão as raízes poéticas. Sabe-se que a comunicação imediata entre duas pessoas se dá pela palavra e pelo gesto, que estão tanto mais intimamente ligados quanto mais primitivo for o grupo. O gesto complementa a fala, na proporção em que esta é limitada em sua inteligibilidade. Assim é que os gestos foram marcando o tom e o ritmo das palavras, até a caracterização dos primeiros contadores de seus feitos, as caçadas, e dos feitos da sua tribo, as guerras. A saliência cada vez maior do indivíduo que contava para outros o que ouvia, acarretou a procura de fins artísticos em relação à narrativa.

O primeiro valor artístico destacável das narrativas primitivas foi o ritmo, a música da palavra já cantada ou simplesmente articulada. E até nas revoluções mais radicais das formas poéticas o ritmo continua a ser o elemento-chave da expressão. É certo que a motivação rítmica das formas poéticas varia entre o passado e o presente, com também a sua perspectiva imediata: a fonética. Com o desenvolvimento cultural, os aspectos primários do ritmo e do som começaram a adquirir cores intelectuais, indivíduos que pensavam não mais em função estrita dos problemas da comunidade. Novas sugestões foram aparecendo e permitindo à narrativa constituir-se em formas fixas. Ensaístas e filósofos já se preocupavam então com a essência da poesia, numa tentativa de desligá-la da matriz onde fermentara com outras expressões, que também foram conquistando autonomia e passando, por características afins, à qualidade de gêneros. A poesia, ligada à estrutura narrativa, é a expressão artística que mais discussões têm suscitado em relação à sua essência.

Como qualquer arte a poesia também sofre mutações de conformidade com o estilo de época, isto é sofre uma tendência literária vinculada ao estilo de época que advém de um conjunto de normas que costuma atender aos padrões de gosto e às exigências ideológicas da classe social dominante, a qual seleciona as manifestações artísticas a que se dá maior projeção e muita vez condena ao esquecimento formas artísticas de outras camadas sociais. Assim, as tendências literárias no Brasil foram classificadas da seguinte forma: Quinhentismo, Barroco, Arcadismo, Romantismo, Realismo, Naturalismo, Parnasianismo, Simbolismo, Pré-Modernismo, Modernismo, Pós-Modernismo e Literatura da Atualidade, esta última, o motivo do presente estudo.

A POESIA CONTEMPORÂNEA BRASILEIRA E SUAS MANIFESTAÇÕES.

A cultura brasileira vivenciou nas últimas décadas um período de acentuado desenvolvimento tecnológico e industrial; entretanto, neste período ocorreram significativas crises no campo político e social.

Os anos 60 foram repletos de uma grande euforia política e econômica, com amplos reflexos culturais, tais como: Bossa Nova, Cinema Novo, teatro de Arena, as Vanguardas e a Televisão.

A crise desencadeada pela renúncia do presidente Jânio Quadros e o golpe militar (1964) que derrubou João Goulart colocaram fim nessa euforia, estabelecendo-se um clima de censura e medo no país.    Houve a edição do AI-5; fechamento do Congresso Nacional; censura nos jornais, revistas, filmes, músicas; perseguições e exílio de intelectuais, artistas e políticos. A cultura então usou disfarces ou recuou.

A conquista do tricampeonato mundial de futebol em 1970 foi capitalizada pelo regime militar e uma onda de nacionalismo ufanista espalhou-se por todo o país, alienando as mentes e adormecendo a consciência da maioria da população por um bom período de tempo. Usava-se o clichê: “Brasil – ame-o ou deixe-o”; cantava-se “Meu Brasil eu te amo” e a cultura marginalizou-se.

Em 1979, um ato presidencial fez o otimismo e a esperança renascerem naqueles que discordavam da política praticada pelos militares daquele período, o Presidente João Figueiredo sancionava a lei da anistia, permitindo a volta dos exilados, artistas, políticos e outros.

Na década de 80 inicia-se uma mobilização popular pela volta das eleições diretas, que só veio a se concretizar em 89, com a posse de Fernando Collor de Mello, cassado em 1991.    E m 1995 houve a eleição e posse do presidente Fernando Henrique Cardoso.

Nesse período acima registrado desenvolveram-se as manifestações literárias a partir de duas linhas principais, que são as seguintes:

a) De um lado, a permanência de alguns autores já consagrados como João Cabral e Carlos Drummond de Andrade acompanhada do surgimento de novos artistas como Lygia F. Telles e Dalton Trevisan, ligados as linhas tradicionais da literatura brasileira: regionalismo, intimismo, urbanismo, introspecção psicológica.

b) De outro lado, a ruptura com valores tradicionais que se dispersaram através de propostas alternativas ou experimentais, buscando novos caminhos ou exprimindo de maneiras pouco convencionais as tensões de um país sufocado pelas forças de repressão. Nessa vertente nascem o concretismo, a poesia Práxis, os romances e contos fantásticos e alegóricos.

O professor Domício Proença Filho, citado por Faraco e Moura, defende a idéia de que “nas três últimas décadas, a cultura brasileira tem vivido sob o signo da multiplicidade seja na área política, social ou artística”.

Quanto à Poesia atual há nestas duas constantes:

a) Uma reflexão cada vez mais acurada e crítica sobre a realidade e a busca de novas formas de expressão; mantém no painel da literatura nomes sagrados como João Cabral, Mário Quintana, e Drummond.

b) Afirmação de grupos que usavam técnicas inovadoras como: sonoridade de palavras, recursos gráficos, aproveitamento visual da página em branco, recortes, montagens e colagens.

As principais vanguardas poéticas prendem-se aos grupos: Concretismo, Poema-Processo, Tropicalismo, Poesia-Social e Poesia-Marginal.

Concretismo: O concretismo foi idealizado e realizado pelos irmãos Haroldo e Augusto de Campos e por Décio Pignatari. Em 1952 esse movimento começou a ser divulgado através da revista “Noigrandes”, mas seu lançamento oficial aconteceu em 1956, com a exposição Nacional da Arte Concreta em São Paulo.

Vários poemas desse período não apresentam versos; jogam com a forma e o fundo, aproveitando o espaço gráfico em sua totalidade, brincam com o significado e o significante do signo lingüístico, rejeitam a idéia de lirismo e tratam de forma inusitada o tema. O poema é como um quadro, sem ligações com o universo subjetivo; esse objeto concreto é passível de manipulação e permite múltiplas leituras (de cima para baixo; da direita para a esquerda; em diagonal, etc.),

Como se pode perceber retomam procedimentos que remontam às vanguardas do início do século, tais como o Cubismo e Futurismo. Seus recursos são os mais variados: experiências sonoras, diagramação, criação de neologismos e outros. O poeta é um artesão da civilização urbana, sintonizado com o seu tempo.

Em 1962, Mário Chamie lidera um grupo de dissidente, contra o radicalismo dos “mais concretos” e instaura a poesia-práxis e faz uma espécie de manifesto: “as palavras não são corpos inertes, imobilizadas a partir de quem as profere e as usa... As palavras são corpos-vivos. Não vítimas passivas do contexto.”

Poema-Processo: Outra variante do Concretismo foi uma radicalização ainda maior – o poema – processo -, criação de Wladimir Dias Pino e Álvares de Sá, utilizando, sobretudo signos e dispensando o uso da palavra.

Tropicalismo: Foi um movimento musical popular que se originou ainda na década de 60, nos festivais de MPB realizados pela TV Record, que projetaram no cenário nacional os jovens Caetano Veloso, Gilberto Gil, o grupo os Mutantes e Tom Zé, apoiados em textos de Torquato Neto e Capinam e nos arranjos do maestro Rogério Duprat.    Com humor, irreverência, atitudes rebeldes e anarquistas os tropicalistas procuravam combater o nacionalismo ingênuo que dominava o cenário brasileiro, retomando o ideário e as propostas do Movimento Antropofágico de Oswald de Andrade. Dessa forma, propunham a devoração e deglutição de todo e qualquer tipo de cultura, desde as guitarras elétricas dos Beatles até a Bossa Nova de João Gilberto e o “nordestinismo” de Luiz Gonzaga. Os textos são caracterizados pela ironia e paródia, humor e fragmentação da realidade, enunciação de flashes cinematográficos aparentemente desconexos, ruptura com os padrões tradicionais da linguagem, como pontuação, sintaxe, etc. Suas influências foram fundamentais na música, mas repercutiram também na literatura e no teatro. Com o AI-5, seus representantes foram perseguidos e exilados. A partir daí, a linguagem artística ou se cala ou se metaforiza ou apela para meios não convencionais de divulgação.

Poesia Social: A poética da resistência teve como seu principal mentor o maranhense Ferreira Gullar, que, em 1964, rompe com a poesia concreta e retoma o verso discursivo e temas de interesse social (guerra-fria, corrida atômica, neocapitalismo, terceiro mundismo), buscando maior comunicação com o leitor e servir como testemunha de uma época. Após o golpe militar e o AI-5, empreende uma verdadeira “poesia de resistência”, ao lado de outros escritores, artistas e compositores entre os quais J.J.Veiga, Thiago de Mello, Affonso Romano de Sant’Ana, Antônio Callado, Gianfrancesco Guarnieri, Chico Buarque, Oduvaldo Viana Filho e outros.

Poesia Marginal: Uma manifestação de denuncia e de protesto a partir dos anos 70, quando se iniciou uma explosão de literatura geradora de poemas espontâneos, mal-acabados, irônicos, coloquiais, que falam do mundo imediato do próprio poeta, zombam cultura, escarnecem a própria literatura. A profusão de grupos e movimentos poéticos, jogando para o ar padrões estéticos estabelecidos, mostra um poeta cujo perfil pode ser mais ou menos assim delineado: jovem, seu campo é a banalidade cotidiana, aparentemente não tem nem grandes paixões nem grandes imagens, faz questão de ser marginal, assim se intitulando. Algumas das suas características são o experimentalismo, moralidade, ideologia e irreverência. A divulgação dessa obra foge ao tradicional. São textos fechados em muros, jornais, revistas e folhetos mimeografados ou impressos em gráficas de quintal e vendidas em mesas de restaurantes, portas de cinemas, teatros e centros culturais, nas ruas e esquinas, happening e shows musicais.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Registra-se que alguns poetas atuais não se filiam a nenhuma dessas tendências citadas, ou constituindo obra pessoal ou seguindo novos caminhos, ainda muitos novos e incertos para serem catalogados; ou retomando a linha criativa de poetas já consagrados, como Drummond, Murilo Mendes e João Cabral.    São eles, entre outros, Adélia Prado, Manuel de Barros, José Paulo Paes, Cora Coralina.

Pode-se também afirmar que na poesia contemporânea manifesta-se o cotidiano,                            o comum, o ordinário, a desmistificação    dos mitos e a mitificação da experiência pessoal e que há um grande problema na    poesia brasileira, é que ela ainda vive em pequenos grupos de amigos, ainda não chegou ao grande público, há poucas discussões e encontros sobre poesia.    As discussões que existem se referem a uma poesia estilista, cheia de citações e referências apenas compreensível a um público seleto, letrado e bem alimentado.

Finalizando, cita-se Garcez:

(...) a poesia por seu caráter, edificante e revolucionário, de questionar a realidade tem que chegar ás calçadas, às ruas, aos guetos, enfim a todos, sem exceção, por que quando questionamos a nossa realidade racional damos vozes a nossa irracionalidade emocional e inconsciente, que é o que precisamos para entender que o ser humano necessita de algo bem mais caro que o dinheiro pode comprar.



REFERÊNCIAS

FARACO & MOURA. Língua e Literatura. vol. 3 Ed. São Paulo: Ática. 1994

Teoria Literária. Disponível em:    Acesso em: 12jun.2010

GARCEZ. F.F. A poesia contemporânea em debate. Disponível em:    Acesso em: 12jun.2010

Literatura Contemporânea. Disponível em Acesso em:12jun.2010


Publicado no site: O Melhor da Web em 25/01/2011
Código do Texto: 71079
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