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josemiraolongo - JOSEMIR TADEU DE SOUZA
JOSEMIR TADEU DE SOUZA
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a dança do Jongo.
03/03/2011
Autor(a): JOSEMIR TADEU DE SOUZA
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a dança do Jongo.

Aproveitando-se da ausencia dos seus senhorios, que rumavam para as festas realizadas em suas igrejas, os negros, reuniam-se e promoviam festas de sua cultura, onde destacava-se o Jongo, oriundo da região da Angola, e inserido no Brasil colonial, pelos negros escravos das fazendas cafeeiras, no Centro-Sul do Brasil.    Com os negros da Angola, fizeram-se avindas as danças de umbigada, (muito difundidas na região Congo-Angola),
Nas danças de Umbigada, a mais comum, a mais popular, é o Semba (derivando-se para samba, no Brasil), que significa umbigada, no dialeto quimbundo. A umbigada é uma caracteristica derivada do Jongo.
A umbigada faz-se também presente, no samba-de-roda, no tambor-de-crioula, na pernada, no Iundu, no batuque, no coco e em outras danças trazidas para o Brasil pelos negros angolanos.
Apenas os mais velhos partipavam do Jongo, onde a sabedoria era disputada pelos jongueiros, através dos pontos (cantos), onde era utilizada uma linguagem cifrada (gíria), que tinha por finalidade dificultar o significado do que se fazia manifestar através da letra do ponto. A dança do Jongo, desenvolvia-se nos terreiros, onde era acesa uma fogueira, para aquecer os jongueiros, além de aquecer os couros dos tambores, quando os mesmos apresentavam um som abafado, "rouco", e nessa fogueira também assavam-se batatas e amendoins.
Normalmente o jongo é executado sob o som de dois tambores, um mais grave denominado caxambu ou tambu e um mais agudo, conhecido pelo nome de candongueiro. Em algumas regiões, a esses tambores são associados um chocalho, chamado guaiá e um tipo de cuíca, que produz um som grave, arrastado (mais rouco), que é conhecida como angoma-puita, tambor de onça ou roncador.
O cotidiano dos negros, era o que geralmente estava inserido nas letras dos cantos ou pontos, utilizados na dança do jongo.
No ritual do jongo, a entrada era representada por um ponto, que saudava o santo do dia e outras entidades. No prosseguimento da dança, um outro ponto era entoado pelo cantador, saudando e louvando o lugar, os jongueiros seus antepassados, o anfitrião (jongueiro mais sábio do lugar), além de todos os que ali se faziam presentes.
Durante toda a noite, eram cantados pontos, que animavam e alegravam as pessoas, descontraindo-as, e de quando em vez era lançado um desafio, que consistia no cantador lançar um ponto, que os demais cantadores iam repetindo, até que um jongueiro decifrasse e desatasse o ponto. Em algumas oportunidades, no terreiro era entoado o ponto do feitiço, lançado por um determinado jongueiro contra o rival, a quem ele queria enfeitiçar.
O final da roda de jongo, trazia o raiar de um novo dia, que era saudado por todos da roda, que se despediam e retornavam a sua rotina de trabalho pesado e escravo, nas fazendas de café.

Até hoje nos terreiros, o jongueiro que não consegue entender ou revidar o canto, que contra ele era lançado como feitiço, sente-se mal, o que segundo eles, evidencia a pouca fé do jongueiro enfeitiçado, que por momentos perdia a proteção das entidades.

josemir tadeu de souza

Publicado no site: O Melhor da Web em 03/03/2011
Código do Texto: 72978
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