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REFÚGIO DA ALMA (Góticos)
04/04/2011
Autor(a): EDUARDO EUGÊNIO BATISTA
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74532 REFÚGIO DA ALMA (Góticos)  Setedados - EDUARDO EUGÊNIO BATISTA
REFÚGIO DA ALMA (Góticos)


Construí num delirante sonho, o meu castelo lilás,
De telhado negro, adornado por tétricas gárgulas.
Tem suas aberturas de cores prateada e dourada,
Que longe brilham nesta minha fantástica morada;
E das suas grandes pedras do fundamento,
Crescem os lindos limos verdes do tempo.

Está dentro de um lago em névoas azuis ondulantes,
E dali ele sobressai augusto em imagens delirantes.
Deste mundo que eu já abandonei por sofrimento,
Agora caminho na direção da sua ponte levadiça,
A sua alma em vida deu-me então o consentimento,
Virei uma presa em um novo lar que me enfeitiça.

Adentrei no grande saguão e reparo a linda decoração,
Foi assim mesmo que eu imaginei em meu pensamento,
Seus móveis magníficos e frios, de madeiras seculares,
Com aquelas cortinas roxas que se arrastam até o chão,
As paredes em granitos cinza dão um ar de isolamento,
Os tapetes colossais de peles animais, em sepulcros ares...

Antigos candelabros queimam as velas vermelhas,
Enquanto pareço ser vigiada por olhos de centelhas,
Uma luz me guia escadaria acima até meu quarto reservado,
O véu de entrada vem até mim, e leve, cobre a minha cama;
E um som fúnebre começa a tocar o meu corpo encantado,
Sinto que em outra dimensão eu estou, alguém me chama...

Na mesinha de cabeceira encontro um cálice de cristal,
Com um líquido espumante e atraente, com cheiro forte,
E antes que eu por inteira me arrepiasse deste meu mal,
Entornei esta poção, mesmo que minha vida seja a morte.
Não foi com o sono eterno que eu me deparei, mas sim uma grande dor,
Por eu nunca ter amado ninguém e carregar isto em meu corpo sofredor.

Noutro dia..., daquela leve letargia eu me acordei hipnotizada,
Fui atraída a um salão onde vi a estátua d'uma criatura alada,
Então me ajoelhei diante dela em seu pedestal de santuário,
Era um anjo que com sua espada me ameaçava muito feroz,
Não me deu nenhum castigo, admirável e gélido ele pôs-se a ler o meu mortuário,
Mesmo que eu tentasse protestar, eu apenas o escutava, pois me faltava à voz.

Triste em minha memória não esquecida, do meu passado não distante,
Recolhi-me em choro e fechei-me como crisálida na minha sina errada,
O anjo em seu poder me transformou numa fada humana tão exuberante...,
Que dali em diante eu nunca mais deixei o meu castelo, onde fui enterrada.

E mesmo que hoje eu seja uma alma,
Que em vulto só traz a luz que acalma,
Em encantamento onde tudo eu deixei...,
Para sair do meu corpo e viver um sonho ideal;
Eu não me livrei desta angustia que é o meu mal,
Onde procurei o meu ego, mas jamais o encontrei.



Adônis 777

Publicado no site: O Melhor da Web em 04/04/2011
Código do Texto: 74532
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