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A BIBLIOTECA DE ALEXANDRIA - Comentando a História
05/04/2011
Autor(a): RICARDO DE BENEDICTIS
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A BIBLIOTECA DE ALEXANDRIA - Comentando a História

Situada no norte do Egito, Alexandria foi fundada por Alexandre, o Grande, no século IV a.C. O Farol de Alexandria - uma das Sete Maravilhas do mundo antigo, e uma das maiores bibliotecas da Antiguidade, fazem da segunda maior cidade egípcia um centro cultural dos mais respeitados. Atualmente com mais de 4 milhões de habitantes, em torno de uma orla de mais de 20 quilômetros, Alexandria é uma cidade linda.

A BIBLIOTECA
A Biblioteca de Alexandria, foi construída por Ptolomeu Filadelfo no início do século III a.C. para "reunir os livros de todos os povos da Terra" – funcionava em duas edificações. Uma era a ‘Mãe’ e a outra, a ‘Filha’. Este templo do saber levou mais de mil anos para ser destruído, segundo os historiadores e as muitas versões lendárias, depois de vários incêndios.

Em 22 de dezembro de 640, o general Amr Ibn al-As, o emir dos agareus, conquistou Alexandria, ficando a cidade sob o domínio do califa Omar.

Logo que chegou a Alexandria, Amr conheceu João Filopão, ancião já avançado em anos, comentador de Aristóteles, cristão, da irmandade dos "filopões", com o qual Amr gostava de conversar e para aprender seus vastos conhecimentos.

OMAR MANDA DESTRUIR A BIBLIOTECA
A biblioteca que tivera quase 1 milhão de manuscritos, depois de sucessivas perdas, restavam ainda cerca de 200 a 400 mil. João Filopão pediu a Amr Ibn al-As, a liberação dos livros restantes, que estavam sob poder do general. Ele prontificou-se a escrever para o soberano Omar e passado algum tempo, o emissário de Omar trouxe a sentença: " se seu conteúdo está de acordo com o livro de Alá, podemos dispensá-los, visto que, nesse caso, o livro de Alá é mais do que suficiente. Se, pelo contrário, contém algo que não está de acordo com o livro de Alá, não há nenhuma necessidade de conservá-los. Prossegue e os destrói".

Ao receber tal ordem, Amr mandou distribuir os livros entre os mais de 4 mil banhos públicos de Alexandria, para serem usados como combustível e, segundo consta, foram necessários seis meses para queimar todo o material. Apenas os trabalhos de Aristóteles teriam sido poupados.

LUCIANO CANFORA
O historiador italiano Luciano Canfora, em seu livro "A Biblioteca Desaparecida", acredita que a grande biblioteca tenha sucumbido a vários incêndios, e muitos deles por obra de homens tidos como cultos. O incêndio provocado por Amr sob a ordem do califa Omar, teria sido o “último dos últimos”.

HOSNI MUBARAK CONSTRÓI A NOVA BIBLIOTECA
A idéia de reerguer a mais formidável biblioteca de todos os tempos, surgiu no final dos anos 1970 - na Universidade de Alexandria. Em 1988, o então presidente egípcio, Hosni Mubarak, afastado neste mês de fevereiro de 2011 do poder – após 30 anos de ditadura, pôs a pedra fundamental, mas as obras da nova biblioteca foram iniciadas em 1995. O suntuoso edifício de 11 andares, custou US 212 milhões, grande parte paga pela UNESCO e foi inaugurada em 2002.

Com uma sala de leitura de 38.000 m2, a maior do mundo, seu acervo, tem capacidade para contar com 5 milhões de livros. Simultaneamente, podem trabalhar na Biblioteca de Alexandria cerca de 3.500 pesquisadores que têm ao seu dispor, 200 salas de estudo.

A extinção da Biblioteca de Alexandria traz em si motivações políticas. E é sempre bom frisar que as versões são inúmeras, quanto aos autores da destruição daquele patrimônio cultural da humanidade.

DUAS BIBLIOTECAS
Eram duas bibliotecas. Uma era a Mãe e a outra, a Filha. Ambas sofreram toda sorte de atentados durante a beligerância de séculos e séculos entre os povos asiáticos africanos e europeus que faziam as guerras de conquista. O Egito era cobiçado, não só pelos seus templos, pirâmides, o próprio rio Nilo, mas pelos tesouros que dormiam nas tumbas dos antigos faraós.

Independente da cobiça externa, até hoje, a região é uma espécie de vulcão, sempre pronto a entrar em erupção. A sede de poder, o fanatismo religioso e a incompreensão entre os homens, dá lugar à barbárie sem fim.

Na destruição da Biblioteca de Alexandria, acusações pesam contra Julio Cesar, muçulmanos, cristãos e pagãos, como os seus destruidores, mas os árabes negam de pé junto que tenham sido eles, os autores de tal barbárie!
Na verdade, um conjunto de ataques bárbaros, destruiu parte de uma civilização da mais de 6 mil anos, guardada no interior dos templos e das pirâmides egípcios.

Fontes:
Luciano Canfora, in "A Biblioteca Desaparecida"
Enciclopédia Barsa
Enciclopédia Britânica
Wikipedia
www.historiadomundo.com.br
educaterra.terra.com.br/
www.bibalex.org/
www.educ.fc.ul.pt/docentes



Publicado no site: O Melhor da Web em 05/04/2011
Código do Texto: 74570
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