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A Cosmologia e o Big Bang
10/12/2008
Autor(a): GIOVANNI SALERA JÚNIOR
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A Cosmologia e o Big Bang

O ramo do conhecimento humano que se dedica ao estudo do Universo como um todo, incluindo as teorias sobre sua origem, sua evolução, sua estrutura e o seu futuro é chamado de “Cosmologia”. Esse ramo do conhecimento é muito vasto e conta com a participação de um grande número de estudiosos, tais como: filósofos, teólogos, antropólogos, historiadores, físicos, químicos, astrônomos e biólogos.
Cada um desses estudiosos estuda a origem e organização do Universo seguindo pontos de vista próprios de cada uma das áreas do conhecimento às quais estão vinculados. Por exemplo, os teólogos (sacerdotes, clérigos, médiuns, padres, bispos, pastores, etc.) estudam a origem e organização do Universo seguindo princípios e dogmas religiosos associados à revelação divina e/ou espiritual.
Já, os antropólogos e historiadores estudam como cada povo e etnia enxergam o Cosmos através do registro e análise dos mitos cosmogônicos. Esses mitos explicam a origem de todas as coisas (seres vivos, espíritos, deuses, astros, planetas, fenômenos naturais, etc.) e suas respectivas relações.
Antropólogos e historiadores estudam as “múltiplas visões do Cosmos” como frutos da cultura local, sendo, portanto, inviável sua utilização fora do contexto social onde cada uma dessas visões se originou. Ao contrário disso, a maioria dos teólogos adota uma visão de mundo com caráter mais abrangente, generalista e exclusivista, ou seja, os teólogos, de modo geral, acreditam que só há “uma única explicação” para a origem do Cosmos, e que tal explicação, por ser única, acaba descartando as demais.
Há ainda um terceiro rol de pesquisadores formado quase que exclusivamente por astrônomos e físicos que está envolvido nesse tema complexo, mas sob um enfoque bastante específico. Eles estudam da origem do Universo e de seus sistemas astronômicos, como o nosso Sistema Solar, utilizando métodos e princípios bastante diferentes daqueles utilizados por teólogos, antropólogos e historiadores. E foi nesse ramo científico que surgiu a “teoria do Big Bang” (Grande Explosão).
Mas, antes de abordar diretamente a “teoria moderna do Big Bang”, é preciso apresentar um breve histórico da “Cosmologia”.
O filósofo, matemático e astrônomo grego Anaximandro de Mileto (610-546 aC) é considerado o fundador da Cosmologia, através de sua obra escrita em prosa, que versa sobre o Cosmos e as origens da vida.
Depois dele, o astrônomo e matemático grego Cláudio Ptolomeu (100-170 dC) apresentou uma série de explicações astronômicas que ficaram conhecidas como “Sistema de Ptolomeu”. A teoria de Ptolomeu dizia que a Terra é imóvel e fica no centro do Universo. Esse sistema dominou o pensamento científico ao longo de toda a Idade Média sob o aval da Igreja Católica.
O “Sistema Ptolomáico” só foi posto de lado, em 1543, pelo astrônomo polonês Nicolau Copérnico (1473-1543 dC) ao propor o “Sistema Heliocêntrico”, que dizia que os planetas giravam em órbitas circulares ao redor do Sol. Essa teoria de Copérnico afirmava que o Sol ocupa o centro do Universo e a Terra, girando uma vez a cada dia completo sobre seu eixo, completava em um ano uma volta em torno do Sol. Por contestar o “Sistema Ptolomáico”, Copérnico foi duramente criticado, principalmente pela Igreja Católica, por negar que a Terra era o centro do Universo.
O modelo proposto por Copérnico foi modificado pelo sistema de órbitas elípticas descrito pelo astrônomo e filósofo alemão Johannes Kepler (1571-1630), que juntamente com o físico e astrônomo italiano Galileu Galilei (1564-1642) começaram a revolução científica que culminou com o físico inglês Isaac Newton (1642-1727) publicando a obra “Princípios matemáticos da filosofia natural”, em 1687, sobre a “gravitação universal”. Essa lei afirma que todos os corpos no espaço e na Terra sofrem a ação de uma força chamada de gravidade, o que contribuiu para validar as idéias propostas por Copérnico e para pôr, finalmente, em total descrédito o “Sistema Ptolomáico”.
As contribuições desses cientistas provocaram uma revolução na forma como se via a origem e organização do Universo. Desde essa época, o pensamento científico no mundo ocidental se desvinculou dos conhecimentos e dogmas religiosos do cristianismo, aflorando daí inúmeras idéias contestando a origem do Universo como fruto da ação divina.
É nesse contexto que, em 1917, o astrônomo holandês Willen de Sitter desenvolveu um modelo não estático do Universo. Em 1922, esse modelo foi adotado pelo matemático russo Alexander Alexandrovich Friedmann (1888-1925) e, em 1927, pelo sacerdote belga Abbé Georges Lemaitre (1894-1966), que introduziu a idéia do núcleo primordial. Lemaitre afirmava que as galáxias são fragmentos proporcionados pela explosão desse núcleo, dando como resultado a expansão do Universo. Esse foi o começo da “teoria do Big Bang” (Grande Explosão). Em 1948, a “teoria do Big Bang” foi modificada pelo físico russo naturalizado americano George Anthony Gamow (1904-1968).
Gamow disse que o Universo se originou numa gigantesca explosão e que os diversos elementos que hoje se observam foram produzidos nos primeiros instantes após essa “Grande Explosão”, quando a densidade e a temperatura extremamente alta fundiram partículas subatômicas, transformando-as nos elementos químicos. Por causa de sua elevadíssima densidade, a matéria existente nos momentos iniciais do Universo expandiu-se rapidamente. Ao expandir-se, o hélio e o hidrogênio esfriaram e se condensaram em estrelas e galáxias.
Desde meados do século passado, a “teoria do Big Bang” vem ganhando inúmeras contribuições de diversos estudiosos, como por exemplo, os americanos Arno Allan Penzias (1933-) e Robert Woodrow Wilson (1936-), e o britânico Stephen William Hawking (1942-), que passaram a ter detalhadas informações de imagens e dados disponibilizados por radiotelescópios, satélites e sondas espaciais.
Atualmente, o interesse em estudos que tratam da origem e organização do Universo tem envolvido um número cada vez maior de países, instituições e, consequentemente, de recursos financeiros. Mas, vale lembrar que ainda hoje, em pleno século XXI, mesmo com o aumento do número de cientistas, equipamentos extramente modernos e recursos financeiros elevados contribuindo para o fortalecimento da “teoria do Big Bang”, ainda assim, as teorias baseadas em mitos cosmogônicos e princípios e dogmas religiosos se mantém bastante presente nas mais diferentes esferas de nossa sociedade.

Publicado no Jornal Chico, edição n. 30, p. 05, de 16/03/2007. Gurupi – Estado do Tocantins.

Giovanni Salera Júnior é Mestre em Ciências do Ambiente e Especialista em Direito Ambiental.
E-mail: salerajunior@yahoo.com.br


Publicado no site: O Melhor da Web em 10/12/2008
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