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DO VENTO 08/10/2011 |
| Autor(a):
WILLIAM MENDONÇA |
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DO VENTO
Sobre as ancas do vento, como um baio,
um querubim pintado de infinito,
branca a pele mais branca, uma viagem
que só termina quando o céu termina.
Nos cabelos do vento, não domado
porque é vento, me prendo, vou laçando
as estrelas pra quem amo, uma viagem
que é mais sonho e delírio que verdade ...
Quando acordar, do vento terei o cheiro,
mais perfume que brisa, querubim
metamorfoseado em nuvem clara.
Sobre o colo do vento, como um ninho,
deixaria meus desejos fecundados
se o vento não passasse assim, tão longe ...
(Parte do livro "Alguns sonetos que fiz por aí ...", de William Mendonça, disponível para download gratuito em www.williammendonca.com. Direitos reservados.)
Publicado no site: O Melhor da Web em 08/10/2011 Código do Texto: 83929 |
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