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joseluizdaluz - Comendador José Luiz da Luz
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Textos & Poesias || Surrealistas
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A cripta
13/04/2012
Autor(a): Comendador José Luiz da Luz
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90341 A cripta joseluizdaluz - Comendador José Luiz da Luz
A cripta

A cripta.         
De cor plúmbea a cripta sempre parece.
As cruzes secas são qual panteões.
Despojos e resquícios de paixões.
E mirra o sopro, tudo se apodrece.

É casa soturna dos olvidados,
e nela o corpo seco    irá    jazer.
Pela compunção, refrega, viver,
neste mar de dores dos encarnados.

Vêm os viventes que a terra maldizem,
da cripta pelo seu cheiro que exala.
Lívidos que a voraz terra avassala.
- lodo também seremos. Frios, dizem...

Jaz um corpo na terra hiante e fria.
De quem no rastro do prazer bebera.
Que à tez sensível lasciva vivera.
Hoje é mirrado o sangue, sem orgia.

Todas as sedes e fomes fenecem.
Estatua inerte de terra adornada,
faminta toda lascívia é sugada.   
Seca o seio, os sussurros emudecem.

Morrer! ... libertar a alma do cativo.
Sorver a carne, apagar os sentidos.
A boca ressequida, sem gemidos.
Vermes tragam, o outrora corpo altivo;

Tragam o falo alvo, e o falo esquálido;
Seios da virgem e da meretriz;
Todos os sonhos deste mundo vis!
Ao pó retorna, o corpo que era cálido.

A grande luz que em nós deve luzir.
É saber, não ser um corpo em torpor.
Pensar em ser o corpo, abarca a dor,
ao horror da decomposição vir.

Mais que um frio corpo na escuridão,
há uma centelha que jamais se apaga.
Fina luz, do espírito se propaga.
Livre do peso voa à imensidão.

O corpo tomba, o espírito voa.
Vai procurar sua paz almejada.
Deixa a terra, o louro, a mão calejada.
Pois o amor praticado é uma coroa.



Publicado no site: O Melhor da Web em 13/04/2012
Código do Texto: 90341
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