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Ecila Yleus - ALICE SUELI DANTAS
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CALOS CALEJADOS
20/12/2008
Autor(a): ALICE SUELI DANTAS
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CALOS CALEJADOS

Linhas que seguem entre orvalhos,
Entre espaços, entre frestas
Entre uma rotação e uma translação
Do infinito dos olhos de um ser ermita
De um mágico, um suicída, um louco.
Entre calejados calos, calo alejado,
Fragmentado, lento e escravizado
Nas alças dos lados adormecidos do ego
Dos contornos planetários, etereamente planos
Ou íngremes, mas que eterniza o belo e me redime,
E castra os desenganos.
Houve um teorema e um lema sem tema
Solto entre a boca e as mordidas epiléticas;
Untado ao mel e o amargo da língua sem saliva
Sucumbindo os lados incrédulos a vomitar o cético.
Houve uma ventania de areias cósmicas
Entre o eu que calo e o eu que grito
Faces em mim que imortalizo
E outras que apedrejo e extermino.
É o estreito caminho que me leva solta
E o largo caminho que me desperta presa
Que corta à horta, aorta, a hortaliça da mesa;
Ardendo em fogo segue a chama
Quem me sufoca ? Não são os dias,
Não são as oscilações do tempo
Nem a dor do dedo na ferida
E sim a flor sem espinhos,
O lado alado desgovernado,
A falta do momento, do instante inteiro,
A falta de mim em um mundo pensante
A falta do mundo falante, esbravejante,
A falta da vela no bolo.
Estamos em degeneração constante, somos cervantes
Vendo o outro como mutantes e imutantes,
Degenerativos contemporâneos.
Laços antigos são quebrados,
Quebram-se também sonhos e amigos,
Quebra-se a paz que é torturada,
Demolida, arranhada na calada da noite,
Ou em pleno meio-dia que faz dormir a infância.
Por demagogias estilizadas,
Por medos, desejos, traições e dinheiro
Ou por amores vãos e selvagens
Estamos perdendo a identidade
Perdendo à vontade de luta.
Falamos de amores, família, liberdade,
Mas não podemos sair às ruas livremente
Porque enchemos de luto nossas casas,
De medo nossas mãos,
De deformações nossas mentes.
Síndromes se estalam em nossas veias,
Estamos esteriotipados,
Somos o berço e o cajado
Somos o rio de leito vazio
Barco sem vela, remo sem direção,
Caminho, pegada, becos desertos,
Traços, laços, nós, cidades sem portas.
Visão: A terceira visão precisa ser o alerta,
Existe, verbaliza no ato surdo da fala,
A terceira visão que perpassa a transformação
Que pode ainda salvar o homem da inanição.





Publicado no site: O Melhor da Web em 20/12/2008
Código do Texto: 9181
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