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LÉO SANTOS
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Professoras
06/07/2012
Autor(a): LÉO SANTOS
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Professoras

Professoras, definitivamente, não me atraem. Nada contra quem goste, mas é que, sejamos sinceros, todo mundo sabe que professoras não têm sensualidade. Disse-me certa vez o grande filósofo amador, F. Dionízio, meu amigo: “- Noventa e nove por cento das professoras não são sexy, no entanto, muitas escondem no âmago uma ninfomania radical.” Como não senti vontade de conferir as palavras do meu camarada, tratei de ir, primeiramente, recusando o convite para jantar que uma vizinha professora me fez, dia desses. Porém, após uma insistência chata, aceitei, a contragosto. - Ai, que bom, amigo! disse-me num timbre de voz que considero, sinceramente, irritante, como se falasse com alguma criança ou com outra professora. Amigo! que amigo que nada. O que me me entedia é a tal da meiguice: - Ai, que bom, amigo! “Que maçada”, diria Fernando Pessoa. No apartamento dela, eu, logo de cara, quis dar meia volta e ir-me socar num bar onde houvesse bêbados e mesas de sinuca, pelo amor de Deus, a mulher estava de saia comprida, cabelo amarrado e óculos na cara. Tenha paciência. A camisa dela, vou lhe dizer, não tenho bem certeza, mas acho que era masculina, só podia, um troço quadrado, sem corte, sem desenho. Que horror. E cada colherada daquela polenta com rúcula que ela me deu pra comer descia-me arranhando a goela, nem tanto pela ruindade da comida, mas pelo papo sem atrativos: - Trabalhar com crianças é tão recompensador, o senhor nem sabe, elas são tão carinhosas, tão sinceras, é como se... E eu lá quero saber alguma coisa sobre crianças? Já nem casei por não aturar crianças. Assim que terminei o tal rango comecei a dar pinta de que estava de saída, mas ela teimou em me servir algo para beber: - O senhor aceita um café ou chá? Nunca pude descobrir de qual tenho mais nojo, café ou chá, eu estava sendo gentil até ali, mas, café ou chá, café ou chá... - Obrigado, mas não vou aceitar, fui sincero. Então ela atacou novamente: - Uma bebidinha? Bebidinha! Bebidinha! Até bebida alcoólica pra ela tem conotação infantil. Mas, confesso que o convite de certa forma me animou, talvez ela tivesse alguma cerveja por lá - valeria a pena arriscar? Aceitei e ela me veio com uma garrafa, uma taça e um saca-rolhas, disse que não sabia abrir porque, afinal de contas, nem bebia e que eu estaria fazendo um grande favor em tomar aquele vinho que há séculos estava guardado em seu armário. Abri, servi e fiquei ali bebendo e ouvindo mais um bocado de asneiras: - Fizemos uma apresentação, o senhor tinha que ver, todas as crianças vestidinhas de felino, com narizinho pintado e tudo, vou buscar as fotos pra lhe mostrar... Ai, meu saco! Ela quer me mostrar fotos de crianças fazendo teatrinho. Não! Tudo menos isso. - Querida, não é necessário, estou sem tempo agora, vou indo. Fui já levantando. Ela se frustrou: - Mas é cedo, disse-me com cara de cachorro perdido. Resolvi então dar uma última cartada, tanto faz, ela não me interessava mesmo, que ficasse brava ou ofendida, eu não estava nem aí: - Só faltou falarmos sobre sexo né, professora? Ela imediatamente pegou a garrafa de vinho e bebeu de “gute-gute” quase a metade, depois tirou um pé de sapato e jogou no interruptor, desligando a lâmpada. Fiquei meio apavorado, não enxergava um palmo adiante dos olhos. Ela me empurrou, caí sentado no sofá. Me assustei, fiquei perdido, não sabia o que estava acontecendo, então, falei: - Minha senhora, eu acho que... Levei um golpe no pescoço que até hoje me dói e caí deitado sem uma gota de ar pra respirar. Ela havia tirado a roupa e sentado na minha cara.

Publicado no site: O Melhor da Web em 06/07/2012
Código do Texto: 93294
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