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Ecila Yleus - ALICE SUELI DANTAS
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OS ESPELHOS
22/12/2008
Autor(a): ALICE SUELI DANTAS
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9344 OS ESPELHOS Ecila Yleus - ALICE SUELI DANTAS
OS ESPELHOS

A primavera e o espelho inteiro,
O mato, o cheiro do mato, o orvalho,
A terra molhada, o capim amassado,
O estrume das vacas.O espelho? Amarrado.
Um mundo primitivo e um espelho amigo.
Tão ingênuo, eu e ele, no canto da sala da parede.
Fui prego no desejo do espelho,
Um mundo dominou-me com voz de comando.
Os grãos de café, vermelhos, avermelhados,
Verdes, amarelados, quase negros, cereja
Avivam a voz que dá às ordens
E Orquestram o mundo em acordes.
O grande espetáculo, eu ele, um diante do outro,
O espelho me olhando atravessado.
As cores novas no brilho da face perdem a firmeza.
Primeiras quebras das certezas e do quadro inacabado.
As cores da minha primavera foram-se desbotando.
Cultivar os seus jardins de acácias, tulipas,
Saborear gordas jabuticabas, mangas, carambolas
Na inquietude das noites foram sentimentos de terno encanto,
Ao Contemplar a riqueza das horas em minúncias,
Contando as estrelas e os pirilampos,
Ou olhando nos olhos dos morcegos, das corujas
O sabor negro de suas dúvidas,
Despertou os vultos da noite, o sono, o corpo e o espelho.
Por muitas vezes o espelho embasava o amanhecer,
Mas o frescor saudável das madrugadas,
O leite espumante na porta de casa pareciam buscar
o mugido das vacas, agarrar o dia pelas ventas
E dizer: chega de correr estrada afora.
Entre a aurora dos anos fiquei a sorver
Os leves sonhos e os grandes voôs noturnos do espírito.
Agora os pequenos enganos estão ali,
Diante do espelho velho, cansado,
Quebrados em pedaços no sotão do quarto,
Contando os quartos das horas do vôo noturno.
Ele e eu conversamos sobre as lembranças
Enquanto, termino o quadro inacabado.


Publicado no site: O Melhor da Web em 22/12/2008
Código do Texto: 9344
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