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Homem Comum (Ferreira Gullar) (+tradução italiana)
11/08/2012
Autor(a): MANUELA
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94429 Homem Comum (Ferreira Gullar) (+tradução italiana) Manu - MANUELA
Homem Comum (Ferreira Gullar) (+tradução italiana)

Sou um homem comum
      de carne e de memória
      de osso e esquecimento.
e a vida sopra dentro de mim
      pânica
      feito a chama de um maçarico
e pode
subitamente
      cessar.

Sou como você
      feito de coisas lembradas
      e esquecidas
      rostos e
      mãos, o quarda-sol vermelho ao meio-dia
      em Pastos-Bons
      defuntas alegrias flores passarinhos
      facho de tarde luminosa
      nomes que já nem sei
      bandejas bandeiras bananeiras
                  tudo
      misturado
            essa lenha perfumada
      que se acende
      e me faz caminhar
Sou um homem comum
      brasileiro, maior, casado, reservista,
      e não vejo na vida, amigo,
      nenhum sentido, senão
      lutarmos juntos por um mundo melhor.
Poeta fui de rápido destino.
Mas a poesia é rara e não comove
nem move o pau-de-arara.
      Quero, por isso, falar com você,
      de homem para homem,
      apoiar-me em você
      oferecer-lhe o meu braço
            que o tempo é pouco
            e o latifúndio está aí, matando.

Que o tempo é pouco
e aí estão o Chase Bank,
a IT & T, a Bond and Share,
a Wilson, a Hanna, a Anderson Clayton,
e sabe-se lá quantos outros
braços do polvo a nos sugar a vida
e a bolsa
      Homem comum, igual
      a você,
cruzo a Avenida sob a pressão do imperialismo.
      A sombra do latifúndio
      mancha a paisagem
      turva as águas do mar
      e a infância nos volta
      à boca, amarga,
      suja de lama e de fome.

Mas somos muitos milhões de homens
      comuns
      e podemos formar uma muralha
      com nossos corpos de sonho e margaridas.
_______________________________


Tradução italiana de Manuela Colombo


Uomo comune

Sono un uomo comune
            di carne e di memoria
            d’ossa e d’oblio.
e la vita spira dentro di me
            panica
            come la fiamma di un saldatore
e può
di punto in bianco
            cessare.

Sono come te
            fatto di cose ricordate
            e dimenticate
            visi e
            mani, il parasole rosso a mezzogiorno
            a Pastos-Bons,
            gioie defunte fiori uccellini
            faro nella sera luminosa
            guantiere bandiere bananiere
                                    tutto
            mescolato
                           quella legna profumata
            che si accende
            e mi fa camminare.
Sono un uomo comune
            brasiliano, adulto, sposato, riservista,
            e non trovo nella vita, amico,
            nessun senso, se non
            lottare insieme per un mondo migliore.
Fui poeta di rapido destino.
Ma la poesia è rara e non commuove
né smuove il pau-de-arara.
            Vorrei, perciò, parlare con te,
            da uomo a uomo,
            appoggiarmi a te
            offrirti il mio braccio
                           che il tempo è poco
                           e il latifondo è lì che sta uccidendo.

Che il tempo è poco
e lì ci sono la Chase Bank,
l’IT & T, la Bond and Share,
la Wilson, la Hanna, la Anderson Clayton,
e chissà quanti altri
tentacoli di piovra a succhiarci la vita
e la borsa
            Uomo comune, uguale
            a te,
passo per l’Avenida sotto la pressione dell’imperialismo.
            L’ombra del latifondo
            macchia il paesaggio
            intorbidisce l’acqua del mare
            e l’infanzia ci risale
            alla bocca, amara,
            sporca di fango e di fame.

Ma siamo molti milioni di uomini
            comuni
            e possiamo formare una muraglia
            con i nostri corpo di sogno e margherite.

Publicado no site: O Melhor da Web em 11/08/2012
Código do Texto: 94429
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